Este espaço, tem como objetivo principal, divulgar as vozes poéticas da caatinga nordestina,em grandeza, beleza e dificuldades...Vozes daqueles(as) que vivem a respirar pela arte, o silêncio e os gritos do povo e da terra deste lugar... Mostraremos retratos sentimentais de um bioma rico em diversidade de vidas e culturas, mas que no entanto, pouco é estudado, e menos ainda compreendido...Um bioma que muda a cara para sobreviver as prolongadas estiagens...
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Caatinga/ mandacaru em flores
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terça-feira, 20 de julho de 2010
Vozes poéticas da E. E. José Vieira e Artistas convidados
Um lindo sarau! Denominado de "Café Literário" Singelo e encantador para alimentar a alma de quem lá estava... Foi assim que professores, funcionários, equipe gestora e alunos (1º ano do Ensino Médio e 8º e 9º ano-Fundamental) passaram a tarde se alimentando de forma bem saudável e nutritiva deste "Saboroso Café"onde estiveram presentes vários poetas, cantores e artistas plásticos, sendo a maioria "Membros da SPVA".
Destacamos aqui Poeta e artista plático Pedro Grilo, e a vice - diretora da Escola, Anatilde Avelino, que também é arista plástica.
Nossos parabéns as professoras Joelma e Marileide, organizadoras do Evento.
E não podemos deixar de mostrar a alegria e acolhimento de Eliane Rolim, Gestora da E. E. José Vieira.
E finalmente Eu, Mª de Fátima Alves de Carvalho, que me sinto madrinha desta Escola.
E a ela, entrego meu último poema, escrito na vespera deste Sarau...
Planto sonhos em versos...
Sementes do meu sonhar
Amanhã vou semear
Num jardim exuberante
Bem cheinho de esperança
Onde o amor vive a reinar
Em humildes corações
Alegrando esse lugar
E varrendo o mal de lá...
Pra bem longe ele ficar
E o amor poder crescer
Nesse clima de harmonia
Frutificar e as sementes
O vento poder semear
E nesse jardim eu quero
Muitas sementes deixar
Para quem quiser plantar
Pois vislumbro cada sonho
Devagarzinho nascendo
E todo o jardim cultivando
A mais nova flor esperança
Que ali eu vou plantar
Enquanto eu puder sonhar
E com minha alma cantar
Meus Sonhos que vêm em versos...
Carvalho/ 16.07.2010 ( Poetisa da Caatinga)
Magia e beleza nas mãos de Pedro Grilo ao retratar em suas telas Memórias de Natal
Encerramos com algumas das muitas obras plásticas de Pedro Grilo.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Café Literário na E.E. José Vieira / São Gonçalo do Amarante
Atenção poetas da SPVA!
Estamos lembrando que sábado (17/07) as 14:00h, a Escola Estadual José Vieira,( Ensino Médio) estará contando com vossas presenças numa tarde de interação cultural, através de um singelo café litrerário. Não esqueça de ir até lá!
Agradece a comunidade educativa
Estamos lembrando que sábado (17/07) as 14:00h, a Escola Estadual José Vieira,( Ensino Médio) estará contando com vossas presenças numa tarde de interação cultural, através de um singelo café litrerário. Não esqueça de ir até lá!
Agradece a comunidade educativa
domingo, 11 de julho de 2010
Voz poética de Fátima Carvalho (Poetisa da Caatinga) Cel. João Pessoa / São Miguel
Para Pascoal Batalha - "Meu nobre artesão"
Escrevendo para "Meu Pai"
Papai! Quero que me entenda...
Não sei escrever para você
Embora tu fostes
Meu eterno professor
Foi você quem me ensinou
A matriz de tudo que consigo aprender
Nessa minha estrada da vida
Você me ensinou mais que os outros
Com quem convivi
Mais do que a minha mãe
Você Meu pai!
Naturalmente me ensinou
A plantar ...
A esperar...
A colher...
A subir nas árvores
A nadar!!!
A conhecer e amar a natureza
A querer saber ler e escrever
A trabalhar como artesã
E a ter uma curiosidade extraordinária
Para explorar o mundo em que vivo
E tentar compreendê-lo
Mas mesmo tendo sido você
Meu melhor professor
Não consigo lhe escrever
Nem mesmo uma quadrinha
E só hoje me arrisquei
A lhe dizer escrevendo
Que tu és para mim
Tudo o que nesse texto coloquei
E muito mais...
Porém, a poesia não tem
Me inspirado a te escrever
O poema que todo pai merece...
Carvalho/28.06.2010
Ao meu pai Pascoal Batalha do Rêgo - agricultor e artesão
Escrevendo para "Meu Pai"
Papai! Quero que me entenda...
Não sei escrever para você
Embora tu fostes
Meu eterno professor
Foi você quem me ensinou
A matriz de tudo que consigo aprender
Nessa minha estrada da vida
Você me ensinou mais que os outros
Com quem convivi
Mais do que a minha mãe
Você Meu pai!
Naturalmente me ensinou
A plantar ...
A esperar...
A colher...
A subir nas árvores
A nadar!!!
A conhecer e amar a natureza
A querer saber ler e escrever
A trabalhar como artesã
E a ter uma curiosidade extraordinária
Para explorar o mundo em que vivo
E tentar compreendê-lo
Mas mesmo tendo sido você
Meu melhor professor
Não consigo lhe escrever
Nem mesmo uma quadrinha
E só hoje me arrisquei
A lhe dizer escrevendo
Que tu és para mim
Tudo o que nesse texto coloquei
E muito mais...
Porém, a poesia não tem
Me inspirado a te escrever
O poema que todo pai merece...
Carvalho/28.06.2010
Ao meu pai Pascoal Batalha do Rêgo - agricultor e artesão
Voz poética de Shannya Lacerda : Natal / RN
Convite às dúbias águas
Junho de 2010
Vem viajante do além-mar
no seio das terras tupiniquins se acostar,
ou no ventre potiguar
– de belos contornos – se enovelar.
Vem viajante destemido
naufragar teu barco desvalido
nos recifes e corais deste exultante mar;
vem ater-se às costas, os rochedos desse mar,
que sofre inebriantes ondas de calor
sufocados nesse mar.
Cálidos ataques de onda
sobrepujando o impassível ar.
As ondas batendo. Se arrebentando.
É um convite caliente
aos que vem chegando,
no intento de desbravar esse mar ardente.
Autora: Shannya Lacerda / fevereiro de 2010
Postado por Shanaya e o tempo às 16:47
Junho de 2010
Vem viajante do além-mar
no seio das terras tupiniquins se acostar,
ou no ventre potiguar
– de belos contornos – se enovelar.
Vem viajante destemido
naufragar teu barco desvalido
nos recifes e corais deste exultante mar;
vem ater-se às costas, os rochedos desse mar,
que sofre inebriantes ondas de calor
sufocados nesse mar.
Cálidos ataques de onda
sobrepujando o impassível ar.
As ondas batendo. Se arrebentando.
É um convite caliente
aos que vem chegando,
no intento de desbravar esse mar ardente.
Autora: Shannya Lacerda / fevereiro de 2010
Postado por Shanaya e o tempo às 16:47
sábado, 3 de julho de 2010
Solidão - Voz poética de Fátima Alves/ Poetisa da Caatinga
Solidão
Quem tu és? Me diga de onde vens?
Por que queres estar comigo?
O que te fiz, pra me querer como amiga?
Serei para ti uma boa companheira?
Oh, minha cara solidão! não sei de onde vens?
Nem por que me persegues?
Mas vivo a te sentir... E sei que não és má
Por isso quero te conhecer melhor...
E aprender a lhe desvendar
Sabe solidão, quase ninguém gosta de você
E tu sabes disso! Mesmo assim, insistes...
Bate em nossa porta, reluta pra entrar
E não se importa por ser indesejada
Entra e se acomoda no melhor cômodo da casa,
Justo no nosso coração!
Daí em diante...
Participa da nossa intimidade interior
E se torna uma fiel companheira
Estou a falar contigo, cara solidão
Por que tu sempre me visitas
E embora, não te dê muita atenção
Você volta com frequência
Parece sentir minha falta
E acho que nós duas nos fazemos falta
Pois quanto a mim , ao longo do tempo
Em que divido e compartilho com você
Muitos momentos da minha história
Venho aprendendo a conviver contigo
E nesta convivência ...Tão próximas
Admiro sua força solidão!
E Embora, também não goste tanto de você
Descobri que tu podes nos transformar
Em uma pessoa bem melhor...
Basta que a nossa alma,
Encontre a forma certa de lhe olhar...
Carvalho/10.06.2008 / Texto do meu livro "Florescer da Alma"
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Voz poética de Flauzineide de Moura Machado (Poeta de Areia Branca / RN)
Tento renascer
Nasceu o sol,
Eu já madura,
A cada dia
Tento renascer.
Com esperança,
Coragem,
Vejo a felicidade,
Ao amanhecer.
São novas razões
Que me fazem sonhar.
Já raiou a aurora,
E a minha história
Eu quero mudar.
Viver, cantar, amar,
Não mais sofre,
Não mais chorar,
Ser feliz, esse é o meu lema,
Sinto no meu íntimo
O criador do universo,
O Senhor Deus
Vai me ajudar.
Flauzineide de Moura Machado
Postado por Flauzineide de Moura Machado às 14:52
Divulgadora Lítero Cultural
Para saber mais sobre essa poetisa, visite o seu blog (Divulgadora Lítero Cultural ), onde encontraremos seu perfil e seus belos textos...
Quem sou eu?
Flauzineide Moura
Sensível, colaboradora, alegre, vencedora, poeta e abençoada. Cônsul de Poetas del Mundo - Capim Macio - Natal/RN, Diretora de Eventos da Sociedade dos Poetas vivos e Afins-SPVA/RN, Membro da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil-AJEB/RN, Membro da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores-AVSPE.
Texto copiado do seu blog .
Voz poética de Geralda Efigênia Macedo (Poetisa de Cerro Corá / RN)
Mulher
Sou mulher.
Sensível, sensitiva,
Forte, guerreira.
Na vida,
Sou mais que um corpo
Para apreciação do macho.
Sou mais que um ombro
Para escutar lamentos,
Sou mais que dar momentos.
Sou mulher.
Altiva,
Moderna o suficiente
Para encarar quão mormente
Toda e qualquer ação que vier.
Sou mulher!
Sim, sou mulher.
Mãe... Atenta nas noites mal dormidas.
Nos choros reconhecidos de dor de desalentos.
Nas horas de incertezas,
de tantas primeiras vezes.
Sou mulher!
Companheira de toda hora,
Amiga das horas incertas,
Esquecida das horas certas.
Sou mulher!Pode ter certeza...
Pro que der e vier.
Seja o frio, seja o riso
A alegria ou a dor
No paraíso, eternizo,
Esse dor de ser mulher.
Geralda efigênia
Pequena biografia desta poetisa
Geralda Efigênia, filha de Zé Milanêz e Nenzinha Macedo. Nasceu em 18 de setembro de 1958, em Cerro Corá, mas com um ano de nascida, foi morar na Mina Brejuí/Currais Novos, portanto o berço da sua infância e juventude foi aqui a base onde viveu todas as emoções juvenis, aqui viveu tudo. Ama a Mina Brejuí, ama Currais Novos, e aprendeu a ser Natalense. Tem formação acadêmica em Pedagogia e especialista em orientação pedagógica. Trabalha com poesia nas escolas que leciona, onde coordena o Projeto Poesia na Escola. Trabalhos publicados: Antologia Literária Infantil e Literatura de Cordel: O cotidiano da Escola Municipal Mareci Gomes.
Presidente da SPVA/RN, tem poesia publicada na V Antologia Literária da SPVA/RN, 2007.
Texto postado por Flauzineide de Moura Machado no seu blog abaixo mostrado
http://divulgadoraliterocultural.blogspot.com/
Sou mulher.
Sensível, sensitiva,
Forte, guerreira.
Na vida,
Sou mais que um corpo
Para apreciação do macho.
Sou mais que um ombro
Para escutar lamentos,
Sou mais que dar momentos.
Sou mulher.
Altiva,
Moderna o suficiente
Para encarar quão mormente
Toda e qualquer ação que vier.
Sou mulher!
Sim, sou mulher.
Mãe... Atenta nas noites mal dormidas.
Nos choros reconhecidos de dor de desalentos.
Nas horas de incertezas,
de tantas primeiras vezes.
Sou mulher!
Companheira de toda hora,
Amiga das horas incertas,
Esquecida das horas certas.
Sou mulher!Pode ter certeza...
Pro que der e vier.
Seja o frio, seja o riso
A alegria ou a dor
No paraíso, eternizo,
Esse dor de ser mulher.
Geralda efigênia
Pequena biografia desta poetisa
Geralda Efigênia, filha de Zé Milanêz e Nenzinha Macedo. Nasceu em 18 de setembro de 1958, em Cerro Corá, mas com um ano de nascida, foi morar na Mina Brejuí/Currais Novos, portanto o berço da sua infância e juventude foi aqui a base onde viveu todas as emoções juvenis, aqui viveu tudo. Ama a Mina Brejuí, ama Currais Novos, e aprendeu a ser Natalense. Tem formação acadêmica em Pedagogia e especialista em orientação pedagógica. Trabalha com poesia nas escolas que leciona, onde coordena o Projeto Poesia na Escola. Trabalhos publicados: Antologia Literária Infantil e Literatura de Cordel: O cotidiano da Escola Municipal Mareci Gomes.
Presidente da SPVA/RN, tem poesia publicada na V Antologia Literária da SPVA/RN, 2007.
Texto postado por Flauzineide de Moura Machado no seu blog abaixo mostrado
http://divulgadoraliterocultural.blogspot.com/
Versos na voz poética de Márcio Roberto / Poeta e filósofo natalense - membro da SPVA
A TENTAÇÃO DE LÚCIFER
" Teu coração se inflou de orgulho devido à tua beleza
Arruinaste a tua sabedoria por causa de teu esplendor...
EZEQUIEL 28, 17
Um anjo negro e triste para mim surgiu
Carregava um manto de estrelas que me seduziu
Como pude acreditar que a luz ele poderia me trazer?
Como não pude ver que só desejava se alimentar do meu ser?
Fui tentado por suas promessas de eternidade
Não pude resistir aos encantos de sua santidade!
Estava tão lasso de tanto sofrimento e desilusão
Que não pude resistir quando ele ofertou-me sua mão!
Anjo caído, agora vejo que merecestes tua sentença
O egoísmo é o maior mandamento de tua vil crença
Te expulsaram do paraíso com um grande motivo
E agora condenaste-me a este inferno no qual vivo!
Agora vagas pela terra semeando a dor
Portando nos lábios um discurso falaz de amor
Amor! Qual! O prazer é o que tu buscas
Com tua maldita beleza a todos ofuscas!
Com teu sorriso falso e cintilante
Continuas a caminhar de forma radiante
Portador da luz! Que a justiça lhe puna
De uma forma da qual não houve vítima nenhuma!
Márcio Roberto : 02/02/10
A voz poética do Meu tio Hipólito Batalha ( Água Nova / RN )
Cachaça
A indústria cachaceira que eu conheço seus papéis
De quando chegou no Brasil digo no meter dos pés
Foi instalada na Bahia em mil seiscentos e dez
Conhecida no nordeste com o nome de água ardente
Se bebe pra tempo frio, se bebe pra tempo quente
Esse líquido precioso vem matando muita gente
Hipólito Batalha do Rêgo - Água Nova / RN
A indústria cachaceira que eu conheço seus papéis
De quando chegou no Brasil digo no meter dos pés
Foi instalada na Bahia em mil seiscentos e dez
Conhecida no nordeste com o nome de água ardente
Se bebe pra tempo frio, se bebe pra tempo quente
Esse líquido precioso vem matando muita gente
Hipólito Batalha do Rêgo - Água Nova / RN
terça-feira, 22 de junho de 2010
Voz poética de Fátima Carvalho (Poetisa da Caatinga) Cel. João Pessoa / São Miguel
Amor com raios de lua
Hoje Minha lua!
Quero o céu alcançar
Com a sua luz me banhar
Sentir a aurora chegar
E em teus braços acordar
Hoje minha lua!
Não me deixe sem o seu claro
O meu amor logo chegará
Precisamos em teu claro ficar
E o nosso amor vamos te ofertar
Hoje, lua bela!
Vamos lhe admirar...
Em um romântico sussurrar
De um amor simples e belo
Que em teus raios florescerá
Hoje, clara lua!
O nosso amor quer se banhar
No doce claro dos seus raios
Pois não sabemos se teremos
Mais uma noite pra nos amarmos
Carvalho/19.06.2008- Texto da Obra "Florescer da Alma"
Hoje Minha lua!
Quero o céu alcançar
Com a sua luz me banhar
Sentir a aurora chegar
E em teus braços acordar
Hoje minha lua!
Não me deixe sem o seu claro
O meu amor logo chegará
Precisamos em teu claro ficar
E o nosso amor vamos te ofertar
Hoje, lua bela!
Vamos lhe admirar...
Em um romântico sussurrar
De um amor simples e belo
Que em teus raios florescerá
Hoje, clara lua!
O nosso amor quer se banhar
No doce claro dos seus raios
Pois não sabemos se teremos
Mais uma noite pra nos amarmos
Carvalho/19.06.2008- Texto da Obra "Florescer da Alma"
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Cala-se um canto poético do RN
Romanceira Dona Militana Morre hoje dia 19 de junho
Morreu na noite deste sábado (19 de Junho de 2010) Dona Militana, 85 anos, potiguar considerada a maior romanceira do Brasil. No início do mês de junho, Dona Militana chegou a ser levada ao hospital da Hapvida após dormir um dia inteiro e emendar com o outro sem comer nada. Foi constatada uma infecção urinária. A romanceira voltou para a sua casa localizada na comunidade Santa Terezinha, em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal, ainda com dores na perna, na cabeça e debilitada.
A morte de Dona Militana foi confirmada no início da noite deste sábado. Pelo twitter, a assessoria da Prefeitura de São Gonçalo, comunicou que a cidade está de luto com a morte da romanceira. Ainda segundo a assessoria, as últimas homenagens públicas à Dona Militana serão prestadas no Teatro Municipal de São Gonçalo a partir das 9h deste domingo (20). O sepultamento está previsto para às 14h, no Cemitério Público de São Gonçalo do Amarante.
As cantorias renderam um dia à potiguar uma comenda nacional entregue pelas mãos do presidente Lula, em Brasília, mas atualmente estavam cada vez mais restritas aos CDs já gravados com 33 raridades poéticas musicadas da Idade Média - época das Cruzadas. Dona Militana era a guardiã deste tesouro medieval repassado pelo pai Atanásio Salustino durante a colheita na roça.
Em abril de 2009, o Diário de Natal promoveu o encontro da romanceira com o folclorista Deífilo Gurgel, seu "descobridor". Por trás das valentias relatadas quando a peixeira acompanhava a romanceira nas idas e vindas à roça ou à cidade para fazer feira, Militana guardava doçura. Ria envergonhada com a mão na boca, como quando Deífilo contou da viagem feita a Sergipe para um seminário sobre o romanceiro.
FONTE: DN-Online
Posted by Espedito Carvalho
Morreu na noite deste sábado (19 de Junho de 2010) Dona Militana, 85 anos, potiguar considerada a maior romanceira do Brasil. No início do mês de junho, Dona Militana chegou a ser levada ao hospital da Hapvida após dormir um dia inteiro e emendar com o outro sem comer nada. Foi constatada uma infecção urinária. A romanceira voltou para a sua casa localizada na comunidade Santa Terezinha, em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal, ainda com dores na perna, na cabeça e debilitada.
A morte de Dona Militana foi confirmada no início da noite deste sábado. Pelo twitter, a assessoria da Prefeitura de São Gonçalo, comunicou que a cidade está de luto com a morte da romanceira. Ainda segundo a assessoria, as últimas homenagens públicas à Dona Militana serão prestadas no Teatro Municipal de São Gonçalo a partir das 9h deste domingo (20). O sepultamento está previsto para às 14h, no Cemitério Público de São Gonçalo do Amarante.
As cantorias renderam um dia à potiguar uma comenda nacional entregue pelas mãos do presidente Lula, em Brasília, mas atualmente estavam cada vez mais restritas aos CDs já gravados com 33 raridades poéticas musicadas da Idade Média - época das Cruzadas. Dona Militana era a guardiã deste tesouro medieval repassado pelo pai Atanásio Salustino durante a colheita na roça.
Em abril de 2009, o Diário de Natal promoveu o encontro da romanceira com o folclorista Deífilo Gurgel, seu "descobridor". Por trás das valentias relatadas quando a peixeira acompanhava a romanceira nas idas e vindas à roça ou à cidade para fazer feira, Militana guardava doçura. Ria envergonhada com a mão na boca, como quando Deífilo contou da viagem feita a Sergipe para um seminário sobre o romanceiro.
FONTE: DN-Online
Posted by Espedito Carvalho
sábado, 12 de junho de 2010
Voz poética de Ademar Macedo - Santana do Mato/RN
***Uma Trova de Ademar ***
Desde a minha meninice
que eu guardo com fé tamanha,
palavras que Cristo disse
lá no sermão da montanha!...
Uma homenagem ao amigo
(Poeta falecido Diniz Vitorino)
Fica triste o cantar dos sabiás,
se a graúna, cantar, canta de dor;
fica mudo o concriz e o beija-flor
de tristeza e de dor não voa mais;
se esta morte abalou os animais
imaginem a dor do seu irmão,
ao ensaiar na viola uma canção
que ele fez para o mano Vitorino,
quando morre um poeta nordestino
nasce um pé de saudade no sertão.
Ademar Macedo/RN
Desde a minha meninice
que eu guardo com fé tamanha,
palavras que Cristo disse
lá no sermão da montanha!...
Uma homenagem ao amigo
(Poeta falecido Diniz Vitorino)
Fica triste o cantar dos sabiás,
se a graúna, cantar, canta de dor;
fica mudo o concriz e o beija-flor
de tristeza e de dor não voa mais;
se esta morte abalou os animais
imaginem a dor do seu irmão,
ao ensaiar na viola uma canção
que ele fez para o mano Vitorino,
quando morre um poeta nordestino
nasce um pé de saudade no sertão.
Ademar Macedo/RN
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Voz poética de Shannya Lacerda : Natal / RN
RESPOSTA.
– Já disse que não me peça
para escrever ou cantar flores,
porque não o farei. Deixá-la-ei
para os amantes do perfume,
das cores, ou sei lá de quê...
não faz meu verso ficar preso
no encantamento. Ora, não sou
serpente em cesto, tão pouco
me deteria à ralas fantasias.
Agora se eu utilizasse flores
para versar, com certeza, seria
para trazer sob o jugo
imagético das flores: o real
simbólico, as vicissitudes
e as semelhanças que uma
metalinguagem mo possibilitaria.
– Não insista! Já disse: não escrevo flores!
***Shannya Lacerda*** Natal / RN
– Já disse que não me peça
para escrever ou cantar flores,
porque não o farei. Deixá-la-ei
para os amantes do perfume,
das cores, ou sei lá de quê...
não faz meu verso ficar preso
no encantamento. Ora, não sou
serpente em cesto, tão pouco
me deteria à ralas fantasias.
Agora se eu utilizasse flores
para versar, com certeza, seria
para trazer sob o jugo
imagético das flores: o real
simbólico, as vicissitudes
e as semelhanças que uma
metalinguagem mo possibilitaria.
– Não insista! Já disse: não escrevo flores!
***Shannya Lacerda*** Natal / RN
terça-feira, 8 de junho de 2010
Voz poética de Ed Santos - São Pedro do Potengi
Fé sertaneja
Fui ao sertão do nordeste
Vi a seca que assolava
Alguma chuva que dava
Era lá pelo agreste
Mesmo assim o cabra da peste
Plantava, mas não nascia
Pouca semente brotava
Vinha a lagarta e comia
Nisso o sertanejo via
O sonho se desfazendo
Lagrimas dos olhos correndo
Mais com esperança e fé
Ele volta a sonhar
O inverno vai chegar
No dia de São José
Ed Santos
José Edivan dos Santos- ou Ed Santos é poeta com gêneros distintos, pois faz sonetos, décimas, versos livres e faz esse passeio muito bem, tanto escreve em prosa quanto em versos, tendo seu lado forte os versos rimados. O mesmo possui 2 cordeis para serem editados, além de um vasto material poetico. O poeta também é atleta master da equipe do SESI/RN.
É industriário e possui sonhos de trabalhar com o esporte, ensinar a outros a se usufruir de uma boa qualidade de vida, via o atletismo.
Ed Santos além disso também compõe, e já teve uma de suas músicas selecionadas no festival do SESI edição 2009, o poeta/atleta/músico vem lá de São Pedro, região do Potengi, filho de seo José Francisco dos Santos, que em vida foi mestre de boi dos reis, bastante conhecido e mereceu registro em um dos livros de Ariano Suassuana, Seo Francisco é hoje falecido, mas dona Terezinha, sua viúva mantém seu legado e hoje na cidade de São Pedro a mesma organiza e coordena a brincadeira de reis.
Ed Santos, com toda essa herança folclórica não enveredou pelo folclore, preferiu desatar o nó da literatura, dom que herdou do seu pai.
Alguns trabalhos:
O amor é o bem maior - música
Eleitor Transgressor, Fé Sertaneja, O brabão e o baixinho, Mulher dentre outros.
Quer mais alguma coisa? isso é a memória que sei do meu poeta atleta.
MENINA! Achei Lindo o que você escreveu sobre seu Poeta Atleta
Fui ao sertão do nordeste
Vi a seca que assolava
Alguma chuva que dava
Era lá pelo agreste
Mesmo assim o cabra da peste
Plantava, mas não nascia
Pouca semente brotava
Vinha a lagarta e comia
Nisso o sertanejo via
O sonho se desfazendo
Lagrimas dos olhos correndo
Mais com esperança e fé
Ele volta a sonhar
O inverno vai chegar
No dia de São José
Ed Santos
José Edivan dos Santos- ou Ed Santos é poeta com gêneros distintos, pois faz sonetos, décimas, versos livres e faz esse passeio muito bem, tanto escreve em prosa quanto em versos, tendo seu lado forte os versos rimados. O mesmo possui 2 cordeis para serem editados, além de um vasto material poetico. O poeta também é atleta master da equipe do SESI/RN.
É industriário e possui sonhos de trabalhar com o esporte, ensinar a outros a se usufruir de uma boa qualidade de vida, via o atletismo.
Ed Santos além disso também compõe, e já teve uma de suas músicas selecionadas no festival do SESI edição 2009, o poeta/atleta/músico vem lá de São Pedro, região do Potengi, filho de seo José Francisco dos Santos, que em vida foi mestre de boi dos reis, bastante conhecido e mereceu registro em um dos livros de Ariano Suassuana, Seo Francisco é hoje falecido, mas dona Terezinha, sua viúva mantém seu legado e hoje na cidade de São Pedro a mesma organiza e coordena a brincadeira de reis.
Ed Santos, com toda essa herança folclórica não enveredou pelo folclore, preferiu desatar o nó da literatura, dom que herdou do seu pai.
Alguns trabalhos:
O amor é o bem maior - música
Eleitor Transgressor, Fé Sertaneja, O brabão e o baixinho, Mulher dentre outros.
Quer mais alguma coisa? isso é a memória que sei do meu poeta atleta.
MENINA! Achei Lindo o que você escreveu sobre seu Poeta Atleta
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Voz poética de Fátima Carvalho/ Poetisa da Caatinga - São Miguel e Cel. João Pessoa
Bailado das flores
É tempo de primavera,
Fim de madrugada,
Hoje iremos dançar
Um baile de formatura
É um dia especial,
Passar de botão pra flor!
Logo no despontar da manhã
Ainda molhadas de orvalho
Flores e rosas felizes
Começam a desabroxar
E em meio a tanta beleza
Exibirão suas pétalas
O tempo é breve,
A noite passa...
Surgem no horizonte
O brilho dourado
Dos primeiros raios de sol
O jardim se alegra
E espera com orgulho
A beleza de cada flor!
Calor do sol,
Cores do arco- íris,
Tempo feliz!
Há perfumes no ar,
Pássaros a cantar
E o sopro da brisa matutina
Faz ressoar...
A mágica música das flores
Anuncia o jardim Feliz :
Vem beija-flor! Borboletas,
Joaninhas e louva- Deus!
As flores lá no jardim
Estão a se apresentar
O sol majestoso desponta
Contempla e banha as flores!
Calor do sol,
Cores do arco- íris!
Tempo feliz!
Vida breve.
Cheiro e beleza de flores...
No jardim da existência
As flores têm seu reinado
Viverão só por um dia
Mais serão eternizadas!
Carvalho/2007
Texto publicado no blog da Escola de Gestores Da UFRN em 13.07.07 e em 2009 na Obra "Florescer da Alma".
É tempo de primavera,
Fim de madrugada,
Hoje iremos dançar
Um baile de formatura
É um dia especial,
Passar de botão pra flor!
Logo no despontar da manhã
Ainda molhadas de orvalho
Flores e rosas felizes
Começam a desabroxar
E em meio a tanta beleza
Exibirão suas pétalas
O tempo é breve,
A noite passa...
Surgem no horizonte
O brilho dourado
Dos primeiros raios de sol
O jardim se alegra
E espera com orgulho
A beleza de cada flor!
Calor do sol,
Cores do arco- íris,
Tempo feliz!
Há perfumes no ar,
Pássaros a cantar
E o sopro da brisa matutina
Faz ressoar...
A mágica música das flores
Anuncia o jardim Feliz :
Vem beija-flor! Borboletas,
Joaninhas e louva- Deus!
As flores lá no jardim
Estão a se apresentar
O sol majestoso desponta
Contempla e banha as flores!
Calor do sol,
Cores do arco- íris!
Tempo feliz!
Vida breve.
Cheiro e beleza de flores...
No jardim da existência
As flores têm seu reinado
Viverão só por um dia
Mais serão eternizadas!
Carvalho/2007
Texto publicado no blog da Escola de Gestores Da UFRN em 13.07.07 e em 2009 na Obra "Florescer da Alma".
sábado, 5 de junho de 2010
Voz poética de Ana Sara Alves de Carvalho ( Poetisa Encantense)
Estou clamando tua presença...
Aonde pretendes ir?
Estou clamando tua presença
Mas
Jogastes meus sonhos ao vento
Desenhou em um papel
A tua nova direção...
E hoje sei porque demoras
Nunca é fácil dizer não
Alguém tem que sentir
Tua falta nas manhãs
E alguém...
Tem que despedaçar o coração
Sonhei outra vez com teu nome
Mas não tenho claro
Respostas pra minhas perguntas
Por que se afastas e não as alcança?
O tempo não para...
As lentas horas me trazem uma canção
E agora dependo destas horas
Horas que me deixam com a solidão
Maldita estação de pensamentos
Que me prende a lembrança
Que um dia nos amamos
Mas que agora!
Já não me amas mais...
Queria apenas esquecer
Que um dia deixei de te amar...
Ana Sara Alves de Carvalho
Natal / RN -2003
Aonde pretendes ir?
Estou clamando tua presença
Mas
Jogastes meus sonhos ao vento
Desenhou em um papel
A tua nova direção...
E hoje sei porque demoras
Nunca é fácil dizer não
Alguém tem que sentir
Tua falta nas manhãs
E alguém...
Tem que despedaçar o coração
Sonhei outra vez com teu nome
Mas não tenho claro
Respostas pra minhas perguntas
Por que se afastas e não as alcança?
O tempo não para...
As lentas horas me trazem uma canção
E agora dependo destas horas
Horas que me deixam com a solidão
Maldita estação de pensamentos
Que me prende a lembrança
Que um dia nos amamos
Mas que agora!
Já não me amas mais...
Queria apenas esquecer
Que um dia deixei de te amar...
Ana Sara Alves de Carvalho
Natal / RN -2003
Essa imagem é de Ana Sara e Filipo, seu esposo ( jovem italiano)
(Nessa época do poema, a poetisa era uma adolescente de 16 anos)
Voz poética de Diulinda Garcia / São João do Sabugi / RN
Abstração
Diulinda Garcia
No corre-corre da vida
diluídano
furacão da ganância
exarcebada,
recorro à abstração
onde repouso
para esperar a fantasia
dar bom dia,
revelando-se em versos
ditos brancos,
mas poéticas...
Aliados inseparáveis,
que preservo
e me preservam
desse tédio
abominável.
Postado por Flauzineide de Moura Machado www.divulgadoraliterocultural.blogspot.com
Diulinda Garcia
No corre-corre da vida
diluídano
furacão da ganância
exarcebada,
recorro à abstração
onde repouso
para esperar a fantasia
dar bom dia,
revelando-se em versos
ditos brancos,
mas poéticas...
Aliados inseparáveis,
que preservo
e me preservam
desse tédio
abominável.
Postado por Flauzineide de Moura Machado www.divulgadoraliterocultural.blogspot.com
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Voz poética de Maria Eulália Castro ( Profª Lainha) Encanto / RN
SÓ COM MEUS BOTÕES
LONGE muito longe surge a Terra soberana.
Divindade, criação natural da energia cósmica
Que se expandiu; o ser se adaptou e nela
Projeta sonhos, utopias, esperança
No que pode vir a ser.
Antes, o plasma sucumbe dando vida aos seres.
Os seres, a mãe natureza transforma em metafísicos,
Cientistas malucos, inquietos para descobertas
Enigmáticas que o meio projeta...
Evoluíram os homens e se esqueceram de cuidar
De nossa casa, desrespeitando o limite que a ele
O ambiente transpôs em sua plenitude de vida terrena.
Enquanto dure a ganância do homem, regras serão violadas
E desrespeitadas.
E quando mais tarde, não muito longe vir a sofrer,
Lembre-se de que o universo é a lei da vida...
Leis naturais que estão a favor do mundo,
Leis naturais que ninguém constrói; apenas obedece
Entrando em sintonia com o COSMO, começando
AQUI.
Escrito por Maria Eulália de Castro Carlos às 19h23
LONGE muito longe surge a Terra soberana.
Divindade, criação natural da energia cósmica
Que se expandiu; o ser se adaptou e nela
Projeta sonhos, utopias, esperança
No que pode vir a ser.
Antes, o plasma sucumbe dando vida aos seres.
Os seres, a mãe natureza transforma em metafísicos,
Cientistas malucos, inquietos para descobertas
Enigmáticas que o meio projeta...
Evoluíram os homens e se esqueceram de cuidar
De nossa casa, desrespeitando o limite que a ele
O ambiente transpôs em sua plenitude de vida terrena.
Enquanto dure a ganância do homem, regras serão violadas
E desrespeitadas.
E quando mais tarde, não muito longe vir a sofrer,
Lembre-se de que o universo é a lei da vida...
Leis naturais que estão a favor do mundo,
Leis naturais que ninguém constrói; apenas obedece
Entrando em sintonia com o COSMO, começando
AQUI.
Escrito por Maria Eulália de Castro Carlos às 19h23
Foto de minha autoria
domingo, 30 de maio de 2010
Voz poética de Marcio Roberto ( SPVA-RN )
1° DE JANEIRO
Mais uma vez outra caminhada começa
Desta vez à procura da desejada esperança
Estou dizendo para o tempo que tenho pressa
Mesmo sabendo que nunca mais serei criança
No horizonte, nuvens negras e relâmpagos vejo
A bonança ainda não consigo visualizar
Alcançar um oásis neste deserto é o que desejo
Por isso desde já começo o meu caminhar
Tudo me parece muito igual
Não há alegria, parece tudo tão banal
Olho ao redor, tudo continua a morrer
Mas não penses asim, tolo homem!
Esquece essas angústias que o consomem!
Apenas preocupa-te com a tarefa de viver!
Marcio Roberto
Natal / RN 01.01.2010
Marcio Roberto é poeta e filosófo, membro da SPVA-RN ( Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN )
Voz poética de Pedro Grilo (poeta natalense)
Ilustríssimo Poeta repentista, trovador e auto-didata
Tu gemes, vento, eu escuto,
os teus doridos clamores;
enquanto, cheio de luto,
mudo, gemo, as minhas dores...
(Pedro Grilo - Natal /RN)
Membro Fundador da SPVA - Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN
Tu gemes, vento, eu escuto,
os teus doridos clamores;
enquanto, cheio de luto,
mudo, gemo, as minhas dores...
(Pedro Grilo - Natal /RN)
Membro Fundador da SPVA - Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN
Voz poética de Ademar Macedo
Voz poética de Xico Seridó
Sem promessa nem cobrança
Todo dia é dia santo
Toda hora é sagrada
Seja manhã, de tarde
À noite ou de madrugada
Vou andando pela vida
Sem promessa nem cobrança
Quanto mais simplificado
Mais aparece a bonança
Sincero comigo vou
Clareando meu caminho
Que obscuro era
Quando eu pequenino
Guiado pela família
Sociedade de então
Não entendia nada
Tudo era opressão
Só saía acompanhado
Sem liberdade de ação
Sempre subjugado
Submisso a um padrão
Padronagem não faltava
Estava aonde você ia
Política, religiosa
Esportiva, familiar
Conduzindo as pessoas
No modo de atuar
Xico Seridó: Out. 2009-Natal/RN
Francisco Juristor Dantas (Xico Seridó)
Conhecido artisticamente como Xico Seridó, nasceu em 28/12/1944, em São José do Seridó (RN), filho de Antonio Dantas da Silva e Julieta Pereira Dantas. Músico, cantor, compositor e poeta.,o mesmo é membro da SPVA-RN (Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN.
Todo dia é dia santo
Toda hora é sagrada
Seja manhã, de tarde
À noite ou de madrugada
Vou andando pela vida
Sem promessa nem cobrança
Quanto mais simplificado
Mais aparece a bonança
Sincero comigo vou
Clareando meu caminho
Que obscuro era
Quando eu pequenino
Guiado pela família
Sociedade de então
Não entendia nada
Tudo era opressão
Só saía acompanhado
Sem liberdade de ação
Sempre subjugado
Submisso a um padrão
Padronagem não faltava
Estava aonde você ia
Política, religiosa
Esportiva, familiar
Conduzindo as pessoas
No modo de atuar
Xico Seridó: Out. 2009-Natal/RN
Francisco Juristor Dantas (Xico Seridó)
Conhecido artisticamente como Xico Seridó, nasceu em 28/12/1944, em São José do Seridó (RN), filho de Antonio Dantas da Silva e Julieta Pereira Dantas. Músico, cantor, compositor e poeta.,o mesmo é membro da SPVA-RN (Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN.
sábado, 29 de maio de 2010
Voz poética de Fátima Carvalho (Poetisa da Caatinga) Cel. João Pessoa / São Miguel
Enquanto sonho...
Faço meu mundo como desejo
E nele vivo com muito zelo
Toda a alegria a encontrar
Lá em meus sonhos...
Meu mundo é sempre dourado
E não existe nenhum pecado
Pois nesse mundo não há o mal
Enquanto sonho...
Entro num mundo tão colorido!
Fico encantada!
Não acredito que posso estar
Num mundo desse tão ideal!
Lá nos meus sonhos...
Vejo a vida
De uma maneira sempre florida
Em cada dia plantam-se árvores
A cada manhã nascem as flores
E no outono Colhem-se os frutos
Enquanto sonho...
Vivo feliz!
Mesmo na dor, encontro o amor
Essa magia não sei explicar
Se alguém pergunta como encontrar
O tal caminho do reino AMOR
Por um instante...Fico a pensar
Como ensinar alguém a chegar?
Lá no caminho do reino AMOR
E simplesmente hei de dizer
Que a natureza vem me mostrar
Cada caminho que devo andar
Então amando a natureza
Nela encontro toda a beleza
E passo a passo vou conhecendo
A face eterna do REI AMOR
Lá em seu reino eu sei chegar
Mas não sei bem como explicar...
Carvalho/janeiro de 2008
Texto da minha obra (Livro solo)" FLORESCER DA ALMA"
Voz poética de Emanuel Carvalho
Meu Cajueiro
O meu velho cajueiro
Que um dia me recebeu
Que doces frutos me deu
Sempre depois da florada
Posto em cima da calçada
É meu guarda-sol gigante
Seus galhos são como amantes
Enlaçados e bem cobertos
Suas folhas bem faceiras
Filtram o ar do meio dia
Ah, senhor! Como eu queria
Que seu tronco fosse eterno
Quando eu abria a janela
Bem cedo me deparava
Com uma orquestra cantando
De galho em galho pulando
Saboreando seu fruto
Sanhaçu, pardal, rolinha
De todo cantos eles vinham
De manhã e a tardinha
Meu cajueiro me parecia
Um viveiro a céu aberto
Tudo isso eu via de perto
Quando seus frutos amadurecia
Mas hoje velho e cansado
Seus galhos secos esfolados
Sem vigor pouco floresce
Seus frutos atrofiaram
Suas folhas ressecaram
E suas castanhas não crescem
Já recebi tantas propostas
De gente mal desalmada
Pra tirá-lo da calçada
Por não ter mais serventia
Mas por amor eu espero
Que ele se revigore um dia
Sem intenção de feri-lo
Querendo deixá-lo bonito
Por pura ignorância minha
Cortei uns galhos que tinham
Em outras plantas encostado
E ele sofreu com isso
Talvez tenha acelerado
O fim de sua produção
Gerando essa sequidão
Em suas folhas e galhos
Ah! Se meu arrependimento
O tornasse como antes
Nunca mais eu lhe tocava
Com objetos cortantes...
Emanuel Milhomens de Carvalho
Natal/2009
domingo, 23 de maio de 2010
Dueto: Emanuel e Fátima - O Bugari e o Jasmim
O Bugari e o Jasmim
Á flor de Bugari
Minha flor de Bugari
Que dorme durante o dia
Que a noite faz poesia
Que encanta o luar
Minha flor de Bugari
Parece estar encantada
Parece um conto de fada
Parece a luz do luar
(Emanuel Milhomens de Carvalho)
Ao meu Jasmim
Meu jasmim tão perfumado
Que vive perto de mim
No jardim onde habitamos
Sou feliz por seu amor
E a você dou meus encantos
Meu jasmim amor te tenho
Flor singela a me encantar
Admiro as suas cores
E gosto de cultivá-las
Neste jardim só de nós dois
Fátima Carvalho/11.11.09
domingo, 16 de maio de 2010
Voz poética de Emanuel Carvalho
Maria sabe fazer...
Maria sabe fazer
Comida de todo jeito
Rapadura, mel e queijo
Que agrada quem vem comer
Maria sabe fazer
Qualquer roupa ou fantasia
Faz pastoril, faz poesia
Faz a cultura crescer
Maria sabe fazer
Do trabalho a diversão
Do amor a produção
Da simpatia o prazer
Maria sabe fazer
Um choroso se animar
Um cão triste balançar
Sua calda sem querer
Maria sabe fazer
A vida brotar da terra
E mesmo que o pendão emperre
Ela arranca e faz nascer
Maria sabe fazer
Uma flor desabrochar
Cachorro sorrir ou chorar
Tu nem queira imaginar...
Autor: Emanuel Milhomens de Carvalho
Natal / 2010
Esse poeta, é natural da cidade de São Miguel, o mesmo é irmão de Edson Carvalho, um jovem economista, que durante, vários anos na década de 80 e 90 foi correspondente do Alto Oeste potiguar, no Diário de Natal, onde publicava artigos de diversos gêneros. Mas, mesmo tendo a poesia correndo nas veias, e tendo como referência o seu irmão, esse poeta, nunca quis assumir seu dom, porém, para mim ele escreve a quase 30 anos. E por ser a musa de seus poemas, me sinto então dona deles. E como os ganhei de presente, acho que posso publicá-los. Sou Maria de Fátima Alves de Carvalho. A sua musa!
Maria sabe fazer
Comida de todo jeito
Rapadura, mel e queijo
Que agrada quem vem comer
Maria sabe fazer
Qualquer roupa ou fantasia
Faz pastoril, faz poesia
Faz a cultura crescer
Maria sabe fazer
Do trabalho a diversão
Do amor a produção
Da simpatia o prazer
Maria sabe fazer
Um choroso se animar
Um cão triste balançar
Sua calda sem querer
Maria sabe fazer
A vida brotar da terra
E mesmo que o pendão emperre
Ela arranca e faz nascer
Maria sabe fazer
Uma flor desabrochar
Cachorro sorrir ou chorar
Tu nem queira imaginar...
Autor: Emanuel Milhomens de Carvalho
Natal / 2010
Esse poeta, é natural da cidade de São Miguel, o mesmo é irmão de Edson Carvalho, um jovem economista, que durante, vários anos na década de 80 e 90 foi correspondente do Alto Oeste potiguar, no Diário de Natal, onde publicava artigos de diversos gêneros. Mas, mesmo tendo a poesia correndo nas veias, e tendo como referência o seu irmão, esse poeta, nunca quis assumir seu dom, porém, para mim ele escreve a quase 30 anos. E por ser a musa de seus poemas, me sinto então dona deles. E como os ganhei de presente, acho que posso publicá-los. Sou Maria de Fátima Alves de Carvalho. A sua musa!
sábado, 15 de maio de 2010
Voz poética de Hipólito Batalha do Rêgo
Versos de Hipólito Batalha do Rêgo (88 anos)
Nascido e residente em Água Nova /RN
Este poeta é meu tio avô e me orgulho dele.
Poeta nasce poeta
Poeta nasce poeta
A poesia é divina
Gerado pela natureza
seja menino ou menina
Deus nos dar essa luz
E na aula de Jesus
A natureza é quem ensina
Hipólito Batalha/2010
Sobre sua vida
Chegando ao fim dos canos
Se não houvesse ano
Dia e mês não existisse
Só houvesse meninice
Pra mim seria bons planos
Chegando ao fim dos canos
A morte quebra o cachaço
Você me pede e eu faço
Por conhecer os roteiro
Oitenta e oito janeiros
Escanchados no meu espinhaço
Hipólito Batalha /2010
Sobre Pau dos Ferros
Ele disse:
Eu alcancei Pau dos Ferros
Pequena povoação
Contendo duas ou três ruas
Mas de curta extensão
Todas cobertas de lodo
E hoje só se ver o seu todo
Se voar de avião
Hipólito Batalha do Rêgo
Água Nova/11.05.2010
Nascido e residente em Água Nova /RN
Este poeta é meu tio avô e me orgulho dele.
Poeta nasce poeta
Poeta nasce poeta
A poesia é divina
Gerado pela natureza
seja menino ou menina
Deus nos dar essa luz
E na aula de Jesus
A natureza é quem ensina
Hipólito Batalha/2010
Sobre sua vida
Chegando ao fim dos canos
Se não houvesse ano
Dia e mês não existisse
Só houvesse meninice
Pra mim seria bons planos
Chegando ao fim dos canos
A morte quebra o cachaço
Você me pede e eu faço
Por conhecer os roteiro
Oitenta e oito janeiros
Escanchados no meu espinhaço
Hipólito Batalha /2010
Sobre Pau dos Ferros
Ele disse:
Eu alcancei Pau dos Ferros
Pequena povoação
Contendo duas ou três ruas
Mas de curta extensão
Todas cobertas de lodo
E hoje só se ver o seu todo
Se voar de avião
Hipólito Batalha do Rêgo
Água Nova/11.05.2010
Voz poética de Ana Sara Carvalho (poeta encantense)
Autora: Ana Sara Alves de Carvalho/2003
Solidão, palavra triste e profunda
Deixa um vazio no peito,
As vezes amargura no olhar.
É como um rio que corre, mas não pode parar
É como um lago solitário, sem ter peixes pra nadar.
A solidão é inevitável,
Bate na porta sem avisar,
Os corações invade, sem ter hora pra deixar.
Os pensamentos voam longe,
Voam no ritmo do ar,
A procura de um destino para ali se findar.
Enfim, o amor chega e toma conta do olhar,
Dando um brilho intenso e mil motivos pra sonhar.
Natal/2003
Ana Sara Alves de Carvalho, é uma poetisa e cantora gospel, nascida na cidade de Encanto/ RN e esta pérola é a minha única e preciosa filha. A mesma foi um passeio na itália no ano de 2006 e lá preferiu ficar radicada, pois se apaixonou e casou-se com um jovem italiano,deixando aqui comigo, suas palavras registradas em versos e prosas, os quais estão em dois cadernos e um diário.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Voz poética de Fátima Carvalho (Poetisa da Caatinga - Cel. João Pessoa /São Miguel/RN
Vida florida
Da singela flor branca do pereiro
Trago em mim o seu cheiro
Da flor esplêndida do mandacaru
Trago em mim força e fé
Da flor amarela do algodão
Trago a saudade do meu sertão
Da minha linda flor girassol
Trago na vida o calor do sol
Das beneditas tão coloridas
Trago sorrisos pra toda a vida
Da alegria do buganvile
Trago porções pra ser feliz
E da beleza do bugari
Trago a certeza de sempre rir
Mas da lilás flor de feijão
Trago lembranças do amigo João
E na grandeza do ipê florido
Construo meu mundo bem colorido
E na lembrança das minhas flores
Sinto o perfume dos meus amores
Mas, qualquer cor da flor jasmim
Me traz de volta ao meu jardim
Carvalho/2008 -Texto publicado em 16.01.08 no Blog da Escola de Gestores da UFRN. e em seguida no meu livro Florescer da Alma.
Da singela flor branca do pereiro
Trago em mim o seu cheiro
Da flor esplêndida do mandacaru
Trago em mim força e fé
Da flor amarela do algodão
Trago a saudade do meu sertão
Da minha linda flor girassol
Trago na vida o calor do sol
Das beneditas tão coloridas
Trago sorrisos pra toda a vida
Da alegria do buganvile
Trago porções pra ser feliz
E da beleza do bugari
Trago a certeza de sempre rir
Mas da lilás flor de feijão
Trago lembranças do amigo João
E na grandeza do ipê florido
Construo meu mundo bem colorido
E na lembrança das minhas flores
Sinto o perfume dos meus amores
Mas, qualquer cor da flor jasmim
Me traz de volta ao meu jardim
Carvalho/2008 -Texto publicado em 16.01.08 no Blog da Escola de Gestores da UFRN. e em seguida no meu livro Florescer da Alma.
sábado, 1 de maio de 2010
Amigo é...
HIPNOSE NOTURNA - Marcio Roberto
HIPNOSE NOTURNA A névoa que tudo oculta
Ela não deveria estar aqui
O fascínio que ela exerce é demais
Hipnose noturna
A lua no quarto crescente
Some entre as nuvens e a névoa
Qual é qual? Já não sei mais
Hipnose noturna
O frio é acolhedor
O frio é o manto da noite
Mais acolhedor do que o do sol
Hipnose noturna
O efeito é barroco
Porém os tempos são modernos
O frio refresca a já gélida alma
Hipnose noturna
Apreensão mescla-se com o prazer
Alguém por perto observando...
Efeito colateral ou realidade?
Hipnose noturna
Corujas, grilos, gatos, cães
Componentes de uma orquestra sombria
Cujo único ouvinte vos fala
Hipnose noturna
Não consigo mais ver o horizonte
Será que a lua já se foi
Ou permanece ofuscada e angustiada?
Hipnose noturna
Ela teve sua cena roubada
Durante o seu monólogo
Já não basta ser ofuscada pelo dia?
Hipnose noturna
Estrelas! Já não lhes vejo
Queria dialogar com vós
Antes de ser levado pela música de Hipnos
Angústia noturna
Mais alguém para ver-te, noite?
Não, esse pertence ao dia
Deixe-o para lá
Indiferença noturna
Dai-me teu adeus, lua!
Ainda bem que a névoa intensa
Apiedou-se de mim e libertou-lhe
Misericórdia noturna
Agora ela ameaça com a chuva
Já que não submeti-me à canção
Oh! A batalha começo a perder
Desistência noturna
Então que assim seja!
Adeus, estrelas, noite, lua, névoa!
Que outras madrugadas como esta venham!
Despedida noturna.
Autor:
Marcio Roberto ( Filósofo e poeta- membro da SPVA)
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Voz poética de Franci Fernandes
Franci Fernandes
A primeira voz poética Encantense
A voar livre com o vento
Perfumando a Caatinga...
DENTRO DE MIM
Dentro de mim tudo acontece diferente,
Realidade e sonhos se misturam de repente:
Num instante, o mundo é um grande parque,
A vida é uma canção de ninar,
Ninguém é ruim, todos sabem cantar.
Diversões, brinquedos e canções;
No centro do universo, um picadeiro;
Um palhaço, movido por enormes emoções,
Plantando em cada canteiro
Flores para colorir os mundo inteiro.
Malabaristas sorridentes nas praças,
Mágicos de todas as religiões e raças
Jogam suas cartolas ao vento,
E, no impacto da magia,
Gaivotas irradiam pelo tempo.
Um nuvem mágica descarregando
Uma chuva de borboletas azuis...
Todos vivendo, todos amando numa atmosfera de luz!
No embalo do carrossel, crianças a gargalhar;
Eu, na roda gigante, querendo o céu alcançar.
Barquinhos de papel, espadas de pau,
Carrinhos de flandre, bonecas de pano,
O conto da Rapunzel, o reino do Lobo Mau,
A Cinderela no meio de muitos ciganos;
Branca de Neve procurando os anões
Que no circo faziam peripécias há anos.
No meio da floresta rios correm tranqüilos,
Nenhum animal em extinção.
A diferença disto ou daquilo
Se iguala no meu coração.
Duendes, fadas, muitas coisas encantadas
Povoam o meu imenso jardim.
Dentro de mim é assim,
A infância não tem fim.
Franci Fernandes
domingo, 25 de abril de 2010
Dia negro - Marcio Roberto
DIA NEGRO
"The sun never shone that day
From an early dawn the sky was grey"
A-HA
Onde está a tão aclamada luz?
O silêncio não mostra traços de alegria
O vazio de um inesperado dia sem sol
Conduz a um único caminho: a letargia!
Resquícios de luz solar tingem o céu
Mas são varridos sem deixar traços de existência
Com uma celeridade deveras fulminante
Por furiosas nuvens que não demonstram clemência!
Aonde foram todos? Aonde foram as vozes?
Os sorrisos, os passos, o calor humano?
Privando-me do sol, da lua e das estrelas
A solidão demonstra um comportamento desumano!
Há alguns dias atrás seria influenciado
Por esta atmosfera tenebrosa e sufocante
Contudo encontro-me feliz mas não por completo
Diferente do outrora melancólico cadáver errante!
Porém néscio não sou, mas o fui
Este monocromático dia é só um aviso
De que outros dias sem cor estão por vir
Como desafio para o meu escolhido destino!
17:45/18:05
15/02/10
Autor: Marcio Roberto ( Membro da SPVA)
domingo, 18 de abril de 2010
Ser amor... - Poetisa Ana Sara - Poeta encantense
Ser amor...
Ana Sara ( poetisa encantense)
Um dia estive a pensar
O que eu poderia ser
Para a minha vida melhorar?
Decidi que eu queria ser o perfume
Para perfumar a vida de paz
Dando um novo visual a tudo
Queria também ser o vento
Para estar presente em todos os lugares
Pensei em ser um pássaro
Para voar sobre o céu azul
Em sincronia com a natureza
E talvez poder achar uma nova paixão
Para namorar a minha solidão
Mas por um momento pensei em algo
Que tudo poderia ser...
Eu quero ser o amor
Pois somente ele pode perfumar a vida
Só o amor é como o vento
Que toca suave a pele
E estar presente em todos os lugares
Ele não precisa ser um pássaro
Pois possui asas que voa mais alto
E em outras dimensões
Ele não procura outras paixões
As paixões quem o procuram
Por isso não há um sentimento
Que possa ser maior
Mais grandioso
Nem mais sublime que o amor
E o sendo assim...
Eu gostaria de ser ele.
Autora: Ana Sara Alves de Carvalho (16 anos)
Natal /2006.
O Sol e a Lua - Marcio Roberto

O SOL E A LUA
"The moon will never touch the sun...
...Summer eclipse, i can't forget
The day when night and day have met."
Gala, " Summer eclipse"
Algo tão simples, uma regra básica
Que impulsivamente desejei quebrar
A escuridão e a luz juntas não convivem
O sol e a lua juntos não podem ficar
Todos esses anos vivendo num paradoxo
Você mulher-homem, eu homem - mulher
Algo que deveríamos ter achado bizarro
Nem tudo é sempre como se quer
Mas agora está tudo em paz
Irás brilhar durante o dia que é teu
Quando este terminar virá a noite
Então atingirei o meu apogeu
A natureza voltou ao normal
Você na luz, eu na escuridão
Assim sempre foi e deveria ter sido
Não deveria ter dado ouvidos ao coração
Porém não devo negar a ninguém
Sob o eclipse gostei de viver
Contudo é melhor acabar com a ilusão
Antes que ela me faça perecer!
Autor: Marcio Roberto - membro da SPVA.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Sou o que sou ou o que tu imaginas que sou? - Shannya

Sou o que sou ou o que tu imaginas que sou?
Sou como a água barrenta
Que escorre dos mananciais
De tuas têmporas;
Não sou nada mais que o barro
Disforme de que tu me fazes;
Não sou nada mais que a caricatura
Divina ou diabólica pela qual tu me enxergas.
Sou o que sou ou o que tu imaginas que sou?
Sou o boi pronto ao abate;
Sou o contraste do cisne;
Sou a escuridão clara;
Sou tudo e não sou nada;
Sou a carne envolta de sangue;
Sou o espectro de pensamentos feitos
E que repito sob melodias diferentes?
Sou o que sou ou o que tu imaginas que sou?
Sou a bomba de ar latente que se infla de teus pulmões;
Sou o nada a quem tu sempre recorres com medo;
Sou a crença impiedosa da natureza;
Sou o despertar e cerrar de todas as coisas;
Sou o vento, a chuva, o tempo, a lágrima, a desgraça, o destempero?
Sou o que sou ou o que tu imaginas que sou?
Sou a imagem que baila entre os tempos?
Sou a aura de esperança que brinca por detrás dos tempos?
Sou o brilho do sol a irradiar esperança pelos quatro ventos?
Sou o nome multiterno que espalha vida pela vontade que se tem o homem em viver?
Sou a ressurreição e o brilho das manhãs;
Sou amor, mas me conferem doenças, raivas e desamor!
Será que sou o que sou ou o que tu imaginas que sou?
Autora; Shannya Lacerda
Natal, 09.04.2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Lembranças de um Rio - Poetisa da Caatinga
Lembranças de um Rio
Meu rio não era perene, era um riacho-rio, forte e largo no inverno, porém, seco no verão, ficando apenas com fontes isoladas, onde a bicharada, vinha ali saciar sua sede. Essse singelo rio, foi um dos mais belos cenários da minha infância e juventude. Todas as manhãs e todas as tardes, íamos lá, pegar a água para beber e cozinhar. E lá chegando, nos deleitávamos em suas areias frias, onde brincávamos de escrever, desenhar e tantas outras brincadeiras daquele nosso pequeno mundo. A vida ali era humilde, mas tu, meu rio, abraçava, acarinhava e alimentava a nossa inocência e fantasia, nos proporcionando momentos de grande felicidade.
Lembro-me, meu doce rio, que em tuas águas aprendi a nadar e era imensamente gostoso em ti mergulhar, pular das oiticicas e ingazeiras em tuas poças, ou ao forte calor nordestino, nos molharmos lavando em ti as roupas de toda a família. Lá, em tuas lindas margens,existia um ambiente comunitário onde sa crianças, os jovens e os adultos se beneficiavam naquela convivência tão saudável.
Teu cenário era lindo, fosse verão ou inverno, pois em cada época do ano a tua silhueta contornava alegremente a pequena cidade de Encanto, construída na tua margem ao pé da serra. Olha, majestoso rio, a tua brisa e o teu cheiro, ainda moram em mim e hoje, depois de tantos anos, relembro o visual das tuas corredeiras nos lindos lajeiros por onde você passava e o frescor das tuas águas banhando os nossos pés, ao te atravessarmos, quando íamos pra escola. Nessas ocasiões, pra ti, tirávamos as nossas sandálias. Por esses tantos maravilhosos momentos, é muito bom te conservar em minhas lembranças.
Ao pensar em ti, doce rio, lembro do meu primeiro amor, pois lá em tuas águas me olhava, pensando e sonhando com o meu amado colega da escola. Por ele, meu amigo! Sentada em tuas margens, muitas vezes chorei... e era em ti, que mergulhava, lavava meu rosto e admirava a minha imagem refletida no espelho das tuas serenas águas. Doces lembranças... Nesses momentos, achava-me bela e eras tu quem me dava essa magia.
Rio da minha infância e juventude... sei que nunca vou te esquecer, porque fostes um grande e mágico amigo, em cada momento da minha vida. Tuas águas me ensinaram que posso ser forte, doce e cristalina, mas para isso, as vezes precisamos passar por turbulências, escassez e escuridão, para só então, nos purificarmos e descobrirmos a essência da vida. Tu eras assim, primeiro passavas por grandes dificuldades descendo as serras, contornando as pedras e abrindo o caminho. Tuas águas ficavam barrentas, de cor marrom. E você, meu lindo rio, ficava assim por vários dias, mas depois das primeiras enchentes, suas águas de aspecto tão sujo, voltavam a serem puras, cristalinas e serenas. Aí, seu leito se transformava em berços para muitas espécies de vidas. E essas águas que antes eram de cor marrom, se tornavam tão claras, a ponto de nos servir como espelho, uma vez, que nelas eram refletidas nossas imagens, o céu em sua grandeza e todo o mundo ao seu redor.
Cada vez que penso em ti, meu singelo Rio, lembro-me das lições aprendidas em tua convivência e por isso, não posso te esquecer... porque fostes e ainda és meu eterno amigo. E hoje, ao te ver afogado por uma grande represa, que em ti fizeram, mas que era necessária, para armazenar suas águas e assim a população se prevenir contra o ataque das secas, não me sinto triste. Sei que lá ainda estais alimentando a represa. Mais te vendo na memória, me bate uma saudade... daquele tempo em que me agarrava a ti para aprender a ser forte, ou me deitava em tuas areias a sombra das oiticicas e me deleitava no meu reino de fantasias. Tu jamais conseguias passar despercebido, pois eras um oásis que cortava a caatinga. A serpente que ao se arrastar pela terra seca e quente, deixava leite e mel por onde passava e por isso, em vez de temida, era querida e amada por por todos do lugar. Hoje, meu lindo Rio, tu ainda existes, mas precisa muita sensibilidade na alma de cada ser, para enxergar esse majestoso riacho-rio que a represa afogou.
Carvalho / Janeiro -2008
Texto do meu livro - Florescer da alma.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Sou forte e sou frágil - Poetisa da Caatinga
Sou filha da terra
Que tem duas caras
As vezes é verdinha!
Cheinha de flores!
Mas tem uma seca
De solo rachado
Com tudo queimado
Parece terror!
E nessa minha terra
Sou flor e espinho
Sou água e sou pedra
Sou vento e sou fogo
Sou verde e sou seca
Sou forte e sou frágil
Assumo o retrato
Da cara que chega
Pintando a imagem
Que o tempo trouxer
Eu sou uma artista
Que Deus fez nascer
Na terra rachada...
XXX
Carvalho/01.04.2010
Chuva de verão
Chuva de verão! Lá na caatinga é inverno!
E as plantas adormecidas
Devagarinho despertam
Sentindo o cheiro da terra
Misturado com a folhagem
E o mundo que estava cinza
Agora vai ficar verde
Chuva de verão na caatinga
Lágrimas dos anjos celestes
Que trazem de volta a vida
A vida que apenas dormia
***
Carvalho/31.03.2010
Foto de minha autoria
terça-feira, 30 de março de 2010
Opituário - Shannya Lacerda

A SPVA(Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN)
Tem orgulho de exibir a voz dos seus membros...
Opituário
Autora Shannya Lacerda
Cigarros, bebidas, ópio.
Nada mais que embriaguez,
alucinógenos que escondem
ilusoriamente a dor, a lucidez,
tirando do mundo opressivo
a inexpressão da nitidez,
enlouquecendo ao “louco”
lúcido, de óculos e bigode escuro,
que está prestes a ter um surto
por detrás de seus papéis e muros.
Pobre coitado vive ensandecido
por não perceber-se ainda despido
e enclausurado no mundo dito liberto.
Crê que está são, quando na verdade
mata-se
todo dia, quando todo dia insiste
em viver sua vida rotineira
anulando-se
a passo de goteira e
esquecendo-se
simplesmente
de existir.
Shannya Lacerda, 19/ 03 de 2010.
domingo, 28 de março de 2010
Deleite Poético-SPVA em Sarau itinerante (Na casa da Poetisa da Caatinga)
Deleite poético!
SPVA em Sarau itinerante - Recitando e encantando
Aconteceu na tarde de sábado -13/03/2010
Desta vez na residência do casal Emanuel Carvalho e Fátima Carvalho (poetisa-SPVA)
Um lindo Sarau poético! Aconteceu no Conjunto Potilândia
Debaixo de um velho cajueiro, entre hibiscos rosa –prata, bugaris e muitas flores, 20 poetas da SPVA, recitaram, cantaram e encantaram uma platéia de mais de 30 convidados. O tema foi voltado para a vida na caatinga, pois a poetisa anfitriã ( Fátima Carvalho) nasceu no mês de março e por isso, desejou fazer esta homenagem ao povo da caatinga(seu povo), e a terra onde estar plantada sua principal raiz... Portanto, não foi uma festa de aniversário, mas sim, uma tarde de alegria, onde pela poesia, palavras, músicas e sentimentos se abraçaram para celebrar e agradecer á vida que brota naquela terra, principalmente, cada semente poética que Deus disseminou por lá...
Tudo que aconteceu nesta tarde, foi singelamente doce e belo. O espaço era pequeno, mas acomodou de forma prazerosa e feliz, todos aqueles que lá estiveram. E em puro deleite,a tarde passou...e a noite chegou querendo se envolver naquele clima de magia... Um espetáculo que deixou saudades ao terminar... e que pela voz da poesia, mostrou na simplicidade, como o mundo pode ser sentido e vivido num ato de construção coletiva por uma vida mais feliz... Esse evento foi simplesmente, magnífico!
PARABÉNS SPVA!
Fátima Carvalho/ Flor de Bugari
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