Ensaios poéticos

Postagens populares

Caatinga/ mandacaru em flores

Caatinga/ mandacaru em flores

Árvores da Caatinga

Árvores da Caatinga
Mufumbo florido

Visitantes

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Ser Professora - Voz poética de Poetisa da Caatinga







































Ser professora...
 Ser professora não foi minha primeira escolha
 Eu sonhava em ser médica
 Só sonhava... pois não havia  condições
 Nossa família era muito pobre
 E por  essa razão
 Logo na adolescência
 Decidi deixar meu sonho
 E ser  professora
 Porque essa profissão eu podia exercer
Pois na minha cidade tinha  o curso de Magistério
 E assim fiz!
 Coloquei amor em meu coração
 E aos vinte anos
 Passei  em um concurso para professora
 Comecei  exercer  o cargo
Logo após  o resultado do concurso
 Pois passei  em 6º lugar
 Nas vagas da minha região
 Esse resultado me deixou muito feliz
 Porque   me tirou da miséria
E  minha família também...
 Exerci essa profissão na rede estadual
 Durante 33 anos
E em todo esse período
 Passei por vários governos
Que prometiam melhoras para a educação
 Mas isto nunca aconteceu
 O que testemunhei foi
 A degradação do ensino público
 Alunos chegando no ensino médio
 Sem saber ler e escrever
 Aí querem culpar os (as) professores(as)
 Mas  somos apenas vitimas
De um sistema capitalista
 Que nem liga pra educação
 E não há um projeto sério e continuado
 Sempre que muda o governo
 Acabam-se a proposta do que estava
 E mesmo com proposta só haverá mudança
 Se houver apoio para as famílias
 Porque estas também se degradaram
 E o que vemos nas escolas é professores  adoecendo
 Por somatizarem em seu corpo
 As consequências   das mazelas
 Que envolvem família e educação...
***
Eu não gosto de falar sobre educação, mas hoje resolvi pincelar algumas frases...
 Fátima Alves – Poetisa da Caatinga
 Natal,15.10.2018


domingo, 7 de outubro de 2018

Texto em prosa - Fátima Alves - Poetisa da Caatinga


Aspectos Naturais do semiárido
          Este bioma que predomina em todo o nordeste brasileiro e que também aparece no Estado de Minas Gerais, apresenta de forma geral, as características que mostramos a seguir:
- Geologia:
             Através da análise geológica das paisagens do semiárido, o solo dessas terras das caatingas, são considerados como solo litólicos. E apresentam grandes diferenças de um lugar para outro, mesmo sendo também caatinga. Há lugares altos e pelados sem cobertura vegetal, constituídos de colunas desnudas, apresentando as vezes fragmentos dispersos de quartzo e também a presença de uma rocha argilosa( felitos) que parece um chão de tijolo no verdadeiro solo.

             No semiárido, também encontramos rochas que formam paisagens de escombros e cavernas. Há ainda paisagens formadas por rochas duras na imensidão das colinas. E também podemos encontrar quartezitos e massas homogênias de granitos, xelitas (RN) e outras. Há ainda morrotes, as vezes em agrupamentos, como no município de Quixadá, no Ceará. No geral, a Região do semiárido Brasileiro, encontra-se com cerca de 70% de sua superfície formada por um embasamento que na linguagem geológica, é chamado de escudo cristalino. Dessa forma nessa área tão extensa a rocha que dar origem aos solos está pouco abaixo da superfície, muitas vezes aflorando em vários pontos. Esse tipo de solo é raso, por isso em anos de abundância pluviométrica, provoca escoamentos superficiais intensos, causadores de enchentes pelo fato da água não poder ficar retida no solo.

- Geomorfologia:
         É também denominada de aspectos de cobertura. No contexto da região semiárida este aspecto é configurado como regiões de especificidades climáticas que contribuíram e estarão sempre nesse processo de mudança para a modelagem de relevos peculiares. Sendo assim, a geomorfologia, são variações do relevo que foram se formando após mudanças climáticas radicais no fim da era terciária e início do período quartenário. Nossa geomorfologia, por ter grandes dimensões tropicais desde Roraima, e regiões fronteiriças, chegando até o sudeste do Brasil, e continua passando pelos morrotes dos sertões secos e os pontões rochosos da Serra Azul em Minas gerais.

-Hidrografia:

          A hidrografia regional do nordeste seco é totalmente dependente de seu clima sazonal. Nas caatingas do semiárido, predominam rios periódicos( que correm por 03 a 05 meses, apenas no período chuvoso), dos quais suas águas são represadas e açudes e barragens para abastecer cidades e irrigar plantações. São poucos os rios perenes, e a principal bacia hidrográfica é a bacia do Rio São Francisco, que nasce no Estado de Minas Gerais e no seu percurso até o mar, atravessa os estados da Bahia,, Pernambuco, Lagos e Sergipe, nessa longa caminhada, vai recebendo os afluentes periódicos que nele encontram o lugar para despejarem suas águas. E no seu caminho de águas perenes cruza grande parte dos sertões das caatingas. Deixando fartura e vidas bem alimentadas.

-Clima:
          Há variedades climáticas, embora haja predominância de climas muito quentes, e chuvas por curto período do ano, sendo as mesmas periódicas e irregulares. Em todas as regiões semiáridas do Brasil, os seus habitantes são adaptados para viver de acordo com suas irregularidades entre o seco e o verde, sendo que predomina o tempo das paisagens secas, devido a rápida evaporação das águas pelo calor do sol intenso, bem como o longo período com ausência de chuvas. Nos últimos anos os estudiosos da temática Caatingas, já percebeu que seus domínios, acontecem de acordo com sua localização, altitude, proximidades litorâneas, abrejados, cerrados, agreste etc. E cada uma delas apresenta irregularidades climáticas próprias. Com temperaturas que oscilam entre 25°c e 29°c em média anual, havendo temperaturas menos quente e amenas nas caatingas serranas.

-Cobertura Pedológicas ( solos):
           As caatingas são geossistemas que apresentam terrenos cristalinos, as vezes praticamente impermeáveis(50%) e terrenos sedimentares ( 50%), com boa reserva de águas subterrâneas. Estes solos, apesar de algumas exceções são pouco desenvolvidos, mineralmente ricos, pedregosos, pouco espessos e com fraca capacidade de retenção das águas recebidas no período chuvoso.

-Vegetação:

          A vegetação das caatingas apresentam formações xerófilas e cauducifólias. E são bastante diferentes por razões climáticas, edáficas, topográficas e antrópicas. As caatingas são ricas em biodiversidades vegetais. As mesmas compostas por grandes variedades de árvores de pequeno e médio porte, com também, arbustos, árvores espinhentas, que crescem sobre solo raso e rochoso. Encontramos ainda, uma enorme riqueza em variedades de cactos, bromélias e árvores nobres como aroeira, cumaru, Ipê, Angico caroba( em processo de extinção), juazeiros, catingueira, jucá,macambira, pereiro, cacheiros, mandacaru (árvore símbolo da Caatinga), xique-xique, palmatória e muitas outras.

-Conclusão:
        O domínio das Caatingas Brasileiras, constitui um dos três espaços da América do Sul. Essa área semiárida brasileira corresponde a 70% da região nordeste e uma grande área do Estado de Minas Gerais. É aqui no Brasil que encontramos a grande região seca, como também, a mais populosa com relação aos aspectos fisiográficos, ecológico e social, constituída pelos Sertões do Nordeste Brasileiro. Quando analisamos o contexto da dimensão territorial do nosso país, percebemos um contraste expressivo, pois o território brasileiro, apresenta 92% do seu espaço total com predominância de climas úmidos e sub-úmidos, intertropicais e subtropicais, indo esta área da Amazônia ao Rio Grande do Sul.
           As peculiaridades dos Sertões do Nordeste brasileiro, encontram-se num conjunto de atributos: climáticos, hidrológicos e ecológicos. Este espaço se apresenta numa área geográfica de 72 mil quilômetros quadrados. E justo neste espaço seco e quente, é que encontramos a área mais povoada do Brasil, onde vivem aproximadamente 23 milhões de brasileiros. Inclusive, ela é berço de três metrópoles ( Salvador, Recife e Fortaleza) . Nossas Caatingas são as mais povoadas do continente americano e do mundo.

- Referências Bibliográficas:
- AB.Saber, Aziz Nacib – Os domínios da Natureza no Brasil - Potencialidades Paisagisticas ( pg. 83 a 100) – Ateliê Editorial – São Paulo - 2003

 Texto  de minha autoria, feito para uma avaliação do Curso Educação Ambiental e Geografia do Semiárido -IFRN.
Fotos de minha autoria

sábado, 6 de outubro de 2018

Voz poética de Flávio Leandro - Chuva de Honestidade




Chuva de honestidade

Flávio leandro e amigos

Quando o ronco feroz do carro pipa, cobre a força do aboio do vaqueiro
Quando o gado berrando no terreiro, se despede da vida do peão
Quando verde eu procuro pelo chão, não encontro mais nem mandacaru
Dá tristeza ter que viver no sul, pra morrer de saudades do sertão

Eu sei que a chuva é pouca e que o chão é quente
Mas, tem mão boba enganando a gente, secando o verde da irrigação
Não! Eu não quero enchentes de caridade, só quero chuva de honestidade
Molhando as terras do meu sertão

Eu pensei que tivesse resolvida, essa forma de vida tão medonha
Mas, ainda me matam de vergonha, os currais, coronéis e suas cercas
Eu pensei nunca mais sofrer da seca, no nordeste do século vinte e um
Onde até o voo troncho de um anum, fez progressos e teve evolução

Israel é mais seco que o nordeste, no entanto se investe de fartura
Dando força total a agricultura, faz brotar folha verde no deserto
Dá pra ver que o desmando aqui é certo, sobra voto, mas, falta competência
Pra tirar das cacimbas da ciência, água doce que regue a plantação

sábado, 15 de setembro de 2018

O tempo vida... Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga


                 
 O tempo vida...

Vida vivida...
Vida sentida...
Vida sonhada...
Em todas estar o tempo,
E todas passam no tempo.

Vida vivida...
Tempo passado, 
Ficou distante...
Hoje vivo em memória,
Em cores, cheiros, falas, 
Alegrias e dores.
Vive na alma,

Lembrado ou esquecido.
E de alguma forma,
O tempo não passa...
Somos nós que por ele passamos.

Vida sentida...
Tempo presente.
Agora! Pulsa em nós,
É real. Nela estamos.
Muda sempre...
As vezes, é dura, fria, escura...
Também amarga, sem cor.
Tempo monótono, demorado,
Mas instável...
De repente...
 Nos surpreende,
Torna-se macia, aconchegante, clara,
Fica doce e bem colorida...
Tempo feliz! Muito veloz.

Vida sonhada...
Mistura de tempos,
Presente, passado e futuro.
É ideal, mas não é real.
O tempo sonhado é uma ponte
Que nós mesmos construímos,
Passagem do real  ao desejado.
Transitamos nela a todo momento,
Lá não existem fronteiras,
Nem passado, nem futuro.
Qualquer tempo...
Pode ser presente,
Se vivido em fantasia,
Só na mente...
E por isso, não se gasta.
Volta sempre que buscamos,
Independente da estação...

O tempo... É história. Evolução...
Nós passamos no tempo.
A vida passa, se gasta,
Termina, recomeça...
Veloz ou lenta...
Depende de cada história.
                                   Fátima Alves – Poetisa da Caatinga
Nata/2008
   

                    





sexta-feira, 20 de julho de 2018

Amigo é... Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga



Amigo é...
Amigo é...
Quem fica do nosso lado em qualquer
Situação.
Tem o cuidado de regar os nossos sonhos,
Os nossos erros nos aponta com atenção,
Nos acompanha pra florir nossos
Caminhos
E tem morada lá no nosso coração.
Amigo é...
Um pouco pai, um pouco mãe,  um pouco
Irmão.
Pai que exorta admira e aconselha,
Mãe que acompanha, ampara e aconchega,
Irmão leal com quem podemos contar.
 Amigo é...
Cheiro de chuva em tempos de seca,
Água potável em tempos de cheias,
 Mesa bem farta em tempos escassos,
Mãos que amparam se estamos sozinhos,
Raio de luz em meio a escuridão...
***
Fátima Alves – Poetisa da Caatinga
Natal,17.01.2008
Texto publicado no meu 1º livro “Florescer da Alma”

terça-feira, 26 de junho de 2018

Mufumbo - Voz poética de Emanoel Carvalho

MUFUMBO

Numa viagem que fiz lá pra minha região
Parei no alto da serra pra admirar a visão
E a cem metros um arbusto me chamou muita a atenção
Era um mufumbo florido que quase folhas eu não via
Coberto de flores amarelas muito pequeneninhas
Com um perfume que embriaga quem dele se avisinha

Me sentei debaixo dele e fiquei admirado
Como é bela a natureza e ter nos presenteado
Com tanta beleza e perfume me senti em um reinado
Pena saber que seus galhos por ser resistente e forte
Usam pra cabo de emxada, martelo, foice e chicote


EMANOEL CARVALHO

20/11/2011
Foto de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga

sábado, 21 de abril de 2018

Chove na Caatinga! Voz poética de Fátima Alves



















 E a Caatinga de repente acordou
Se cobriu toda de verde
 Verde de vários tons
 E agora sorri florida
 Para os céus!
Chuva aqui é benção...
 É amor de Deus por nós!
 É tudo de bom !
 Que nós sertanejos e sertanejas
 Esperamos todo ano...
E  quando chove celebramos
 O amor! A fartura! E a felicidade...
 Somente quem vive na Caatinga
 É que sabe realmente
 O valor que tem
Uma sagrada chuva...
 Pois nosso mundo se transforma
 Acendendo a esperança!
***
Maria de Fátima Alves de Carvalho
 ( Poetisa da Caatinga)
 Natal,15.04.2018