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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Sou o que sou ou o que tu imaginas que sou?


Sou o que sou ou o que tu imaginas que sou?

Sou como a água barrenta
Que escorre dos mananciais
De tuas têmporas;
Não sou nada mais que o barro
Disforme de que tu me fazes;
Não sou nada mais que a caricatura
Divina ou diabólica pela qual tu me enxergas.
Sou o que sou ou o que tu imaginas que sou?
Sou o boi pronto ao abate;
Sou o contraste do cisne;
Sou a escuridão clara;
Sou tudo e não sou nada;
Sou a carne envolta de sangue;
Sou o espectro de pensamentos feitos
E que repito sob melodias diferentes?
Sou o que sou ou o que tu imaginas que sou?
Sou a bomba de ar latente que se infla de teus pulmões;
Sou o nada a quem tu sempre recorres com medo;
Sou a crença impiedosa da natureza;
Sou o despertar e cerrar de todas as coisas;
Sou o vento, a chuva, o tempo, a lágrima, a desgraça, o destempero?
Sou o que sou ou o que tu imaginas que sou?
Sou a imagem que baila entre os tempos?
Sou a aura de esperança que brinca por detrás dos tempos?
Sou o brilho do sol a irradiar esperança pelos quatro ventos?
Sou o nome multiterno que espalha vida pela vontade que se tem o homem em viver?
Sou a ressurreição e o brilho das manhãs;
Sou amor, mas me conferem doenças, raivas e desamor!
Será que sou o que sou ou o que tu imaginas que sou?

Autora; Shannya Lacerda
Natal, 09.04.2010