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sábado, 29 de setembro de 2012

Quando eu contava estrelas... Poetisa da Caatinga


Quando eu contava estrelas...
 

As vezes lembro-me ternamente
Do tempo em que a gente contava estrelas
Contávamos mesmo! De verdade!
E quanta pureza ! Havia naquele ato de criança
Penso que cada estrela ...
Era uma gota de amor a nos alimentar
E nós as contávamos quase todos os dias
Sempre envolvidas, pelos laços afetivos familiares
Nesses momentos, papai e mamãe
Costumavam sentar no batente da porta
Ou na calçada pra prosear
E também ouvir um velho rádio
Aí, ficávamos bem pertinho deles
E enquanto os escutávamos
As estrelas com sua magia nos seduziam
E logo começávamos a contá-las
Como também,
Procurar agrupamentos das mesmas
Que se assemelhassem
Com animais, plantas, objetos e outras coisas
Do nosso pequeno mundo
E nossa mãe, que gostava de contar histórias
Nos dizia que contar estrelas fazia mal
E a gente ia ficar cheinhos de verrugas
Uma crendice do nosso povo
E assim, quando chegavam as verrugas
Pensávamos logo no que mamãe dizia
Mas, sempre haviam outras crendices
Que conseguíamos fazer
Pra acabar as tais verrugas...
Passar casca de banana
Passar cuspe em jejum
Passar
leite de algumas plantas
Beber água em jejum falar o nome de Maria
E outros meios
Bem! O fato é que as verrugas iam embora
E novamente lá estávamos nós
Em lindas noites do campo
Aconchegados no seio familiar
A contar as reluzentes estrelas
Que pareciam nos chamar
Pra cantar e brincar de rodas
Junto a elas, lá naquele céu...
E quando no terreiro de nossa casa
As crianças da vizinhança se juntavam
Em noites de lua clara
Deixávamos nossos pais a prosear
E presenteávamos nossas estrelas
Com as mais lindas brincadeiras
E cantigas de rodas
Nesses instantes!!!
Pela força da magia
O céu baixava sobre nós
E seu manto bordado de estrelas
Colocava em nossa inocente alma
Uma singela gota de amor

Fátima Alves /18.04.2009

“ Dedicado a todos os adultos, que um dia contaram estrelas"
 

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Missão antropo-ética -política do milênio- Fátima Alves- Poetisa da Caatinga


Missão antropo-ética - política do milênio
     Ensinar as crianças a amar e cuidar  da natureza, é a forma mais adequada para não destruirmos o que ainda nos resta de puro no  Nosso Planeta...
                     Invista nas crianças, porque no geral, elas serão nossos  frutos...
                               E vão  agir  pelos exemplos que vivenciaram...
 
Crianças: Minhas sobrinhas no jardim da minha casa
Fotos : Poetisa da Caatinga
             Texto escrito no meu processo de avaliação do Curso Educação Ambiental e Geografia do Semiárido no IFRN
           A missão antropo-ética-política do milênio, é trabalhar práticas  conscientes e saudáveis, que mesmo nas diversidades culturais, possam ser construídas, a “unidade planetária”. É urgente, a necessidade de entendermos que a terra é “ A NOSSA MÃE  PÁTRIA”, pois nós moramos  num mesmo planeta, e tudo o que usamos é retirado dele.  Esse planeta  é vivo , e interage com sua biosfera  e com  todo  o seu sistema planetário. Porém, só na Mãe terra (Gaia) podemos  de fato morar. Aqui ressaltamos, que Morin ((2005) diz:
“A missão antropo-ética-política do milênio é realizar a unidade planetária na diversidade.

Cabe-lhe vencer a impotência da humanidade para constituir-se como comunidade, de onde a necessidade de uma política de humanidade.

Deve civilizar a Terra ameaçada pela explosão de antigas barbáries e pela generalização da nova barbárie gelada da dominação pelo cálculo tecnoeconômico, de onde a necessidade de uma política de civilização.

Tem de regular os quatro motores descontrolados que impulsionam a nave espacial Terra rumo ao abismo:
                         " ciência > técnica > economia —> lucro “
 
             Frente a uma degradação visível a todos  os humanos,  a qual estar afetando os ecossistemas  que  interagem em unidade no planeta, e a gente antes de desenvolver esse olhar aguçado e consciente, acha que tudo  vai se recompor, destrói sem sentimento de culpa ou dor. Porque ainda estamos  alienados, e agindo no princípio de egocentrismo, sem sair dele para uma visão altruísta.  Nem sequer pensamos nas  gerações após a nossa, mesmo sendo elas nossas descendentes. E se não ´pensamos em nossa espécie, imagina, se vamos pensar  nos outros animais, bem como nos seus  ecossistemas.
           Mediante minha sensibilidade para com qualquer lugar deste planeta, principalmente a caatinga, o bioma onde nasci e onde vive meu povo. Me preocupo mais ainda, pois lá, caminha de forma muita lenta, essa visão  de zelo,  conservação, e convivência de forma sustentável e harmoniosa   com esse lugar tão  rico biodiversidade, mas tão frágil, pelo fato dos seus habitantes ainda não terem aprendido de fato a lhe conhecer e amar, numa ética compreensiva do dinamismo das vidas deste lugar
           Diante dessa questão, sinto grande dificuldade para escolher apenas  03( três) práticas cotidianas  locais, que influenciam  nos problemas  socioambientais globais e vice versa, pois, nós inconscientemente ou mesmo, alienados (as), achando que não tem nada a ver, porque considera-se que  os recursos do planeta não se acabam, inclusive  há educadores, e não é da Caatinga, é daqui mesmo de Natal, que pensam assim, e tem formar absurdas de agir com relação  a natureza, chegando inclusive a cortar a árvore da sua calçada ou quintal, só por achar que folhas e fores murchas é lixo. Fico revoltada  com educador insensível, porque , somos nós que em grande parte contribuímos para a educação ambiental das pessoas.
          Agora vou falar das atitudes diárias que, passam tão sutis, de forma que quase ninguém percebe seus prejuízos ao nosso mundo.
          Bem, vivo uma filosofia ambientalista ( ainda com muitas dificuldades), mas tenho esse propósito, de a cada dia, diminuir o consumo  das coisas que degradam  o  nosso planeta e contribuir para a sua morte Procuro dizer muitos nãos ao consumismo alienante capitalista.
- Racionalização da água
          Aqui não lavamos a casa ( passamos apenas, o pano, isso só gasta um balde de água), para lavar o carro, seguimos o mesmo processo ( Com um balde de água, uma flanela, e pouco detergente, fazemos isso, e o carro fica brilhando, e dentro dele, usamos o aspirador de pó) Não lavamos calçadas, esperamos a chuva. Mas como criamos cães, aí, sim, lá a gente lava com frequência, mas porque é necessário. O que economizamos de água, aproveitamos para regar um lindo jardim, que nos dar ar fresco, despoluir o ar, embeleza o lugar.           E ainda contribui para desenvolver a consciência ecológica de todos  que chegam em nossa casa.
- A comilança diária de carne bovina
          Há (04) quatro anos nos livramos dessa prática, eu particularmente só como carnes brancas, e pouca, ( não sou carnívora), e os demais membros da casa, raramente compram carne vermelha. Tudo isso porque temos consciência de que  o processo produtivo para a criação bovina  ( gado para corte) gera grandes desmatamentos, e isso seca as fontes, bem como assoreia rios e lagoas, contribuindo para a seca. E essas áreas degradadas, vão passando por processos de desertificação do solo e se tornam improdutivas. E ainda vale lembrar, que não precisamos comer  carne vermelha todo dia, porque  o melhor para nosso organismo, será reduzir esse consumo, bem como, buscar outras fontes  que podem substituírem as carnes.
- Uso constante de detergentes e desinfetantes              
              Esse problema é grave, porque  polui, lençol freático ( se cair só nas fossas), e se há rede de esgoto, sem estação de tratamento, ele vai direto para os córregos, lagoas, rios e mares, passando a envenenar e sufocar esses ecossistemas.  Eu penso  no tietê que recebe esse material, penso nos Rios de Recife, quase todos poluídos, parecendo esgotos a céu aberto, penso no rio da cidade de Encanto/RN, que já está poluído, penso No Rio Mossoró, tão lindo!, porém, poluído e enfim, penso nosso Potengi, que ainda se mantem vivo, mas sofre com mil formas de poluição, principalmente, essa dos esgotos. domésticos. Dessa prática malvada para a natureza, vivo procurando me livrar, mas não é fácil, os produtos que compramos, são poluentes. Então eu procuro usá-los  bem racionado, e só onde é preciso. Porque fui criada no campo, lá no Encanto/RN, e naquela época nosso rio não era poluído, era berçário de uma grande diversidade de vidas, mesmo apesar dele não ser perene, mas ficavam pequenos lagos que se mantinham até o próximo inverno. Ninguém lavava roupas dentro do rio, a não ser em períodos de cheias. E ainda vale ressaltar, que o sabão era bem diferente desses que usamos hoje, éramos nós mesmas quem os fazia, com frutos de oiticica, e outras plantas que não me lembro mais, bem como, também fazíamos com gorduras de animal.
Fátima Alves / Poetisa da Caatinga
Natal /2012 -( IFRN)

terça-feira, 25 de setembro de 2012

A Caatinga e uma parte do mundo... e nós desse bioma, queremos proteger todo o planeta.

Ativistas impedem a ancoragem do navio Anna Akhmatova à plataforma da Gazprom para barrar o início da exploração de petróleo no Ártico (©Denis Sinyakov/Greenpeace)
Olá Maria de Fátima Alves de,
Na véspera da Assembleia Geral da ONU, a tripulação do Arctic Sunrise usou as bandeiras dos 193 países-membros das Nações Unidas para construir um coração sobre o gelo no Ártico e pedir que os líderes mundiais tomem a decisão de proteger um dos mais frágeis ecossistemas do mundo.
A situação é urgente. O Ártico atingiu seu menor volume de gelo em toda a história e precisa ser protegido. Você pode nos ajudar nesta tarefa, juntando-se ao time daqueles que defendem a criação de um santuário global na região.Divulgue e compartilhe a petição. Cada elo que acrescentamos à corrente torna a iniciativa mais forte.
Divulgue a Campanha
É pressionando as empresas que desejam explorar petróleo no Ártico que podemos protegê-lo, a Shell e a Gazprom, por exemplo, anunciaram na semana passada que não vão mais perfurar na região em 2012.
Juntos, podemos parar a destruição do meu lar e dos ursos polares e garantir o equilíbrio climático do planeta. Pode até ser engraçado ver o urso polar tomando um tombo, mas o degelo do Ártico é coisa séria.
Este ano completamos 20 anos no Brasil, graças a pessoas como você, que acreditam que um futuro mais verde e pacífico é possível.
Faça parte do Greenpeace,
junte-se a nós.
Raposa do Ártico Raposa do Ártico
Símbolo da campanha polar do Greenpeace
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