Ensaios poéticos

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Caatinga/ mandacaru em flores

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Árvores da Caatinga

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domingo, 14 de agosto de 2011

Voz poética de Emanoel Milhomens Carvalho(Poeta de São Miguel/RN)

Lembranças do meu Sertão


As vezes vem na lembrança as coisas do meu sertão
A casa velha de barro também de barro o fogão
Com uma chapa de ferro quatro furos com tampão
Trabalhando o dia inteiro movido a lenha ou carvão
Os utensílios de barro e um forno de assar pão
Era aceso o dia todo pra preparar a refeição

Na sala a gente via a velha mesa encostada
Oito cadeiras de couro lamparinas penduradas
Seis tamboretes espalhados pra quem fizesse chegada
Sete tornos nas paredes pra rede nas descansadas
Um pote de agua fria colhida na invernada
E sobre a mesa eu vi um ferro de passar a brasa

No quarto do casal tinha cama com colchão de palha
A janela pro nascente a porta dava pra sala
O oratório na mesinha com são Vicente de Paula
Perto da cama uns tijolos em cima deles a mala
Pendurada na parede a espingarda e as balas
Debaixo da cama o penico que tudo ver mas não fala

Um outro quarto isolado com um grande janelão
Era muito utilizado como paiol de algodão
E alguns silos que guardava milho farinha e feijão
Também guardava as ferragens foice machado facão
A sela de montaria espora arreios gibão
Moinho de moer café e o arado de cortar chão

No terreiro da cozinha se encontrava um pilão
Mais na frente pude ver carroça e carro de mão
Galinha pato guine a pequena criação
No cercado um burro preso comia numa cocheira
Embaixo de uma latada um boi de campinadeira
Descansava do trabalho admirando a capoeira

Vendo a casa por fora de alpendres rodeada
Um cepo velho rachado um banco e uma rede armada
Uma pedra de amolar e a cangalha pendurada
Em frente um juazeiro sombreava o ambiente
Atrás o curral de gado mantinha algumas sementes
São lembranças do sertão que guardo na minha mente


 
 
Emanoel Milhomens de Carvalho
 
Natal / 09/07/2011

          A nossa Caatinga Serrana, coberta de flores, no período  chuvoso, que chamamos de inverno, pois lá temos o tempo do verão  e o inverno, que é atípico, chove muito, mas é operíodo do ano que se tem o sol mais forte. É lindo demais esse Bioma! (Fátima Alves- esposa de Emanoel, e Poetisa da Caatinga)

Voz poética Infanto juvenil de Joana Darc ( 13 anos) E minha sobrinha


Primeiros ensaios de Joana Darc (Poetisa encantense)

***Solidão***

Quando eu me sinto só
É sinal de solidão
E para me recuperar
Eu vou pensar...
O que me deiuxou tão só?

Então eu vou para a janela
 Sonhar acordada
Sonhar no futuro
Que eu vou me formar e ser
 Poeta e veterinária
 Vou cuidar dos animais
 E falar sobre a vida deles.
 Autora: Joana Darc
Encanto: 2011

Eu Bebê
quando eu era bebê
Eu acho que as minhas
Primeiras palavras
Foram Mamãe e Papai.
 E quando eu tinha
Seis meses era linda!
Morena com o cabelo
Curto e preto.

 A minha irmã
Só tinha um ano
Mas já sabia
Andar e falar
Muito mais do que eu.

Ensaios poéticos de Joana Darc ( minha sobrinha) A menina de azul
Encanto / 2011

Voz poética de HIlda Furacão/ Poetisa Natalense



A prova

 Voei tão alto
Me esqueci de voltar
Fui nas nuvens vi planalto
Não consegui mais pousar

Na mais alta plenitude
 Perdida de ilusão
Amei muito mais que pude
Me perdi na escuridão

 Quis voltar perdi o rumo
Não sei como retornar
Se tão pouco me aprumo
 Se já não posso voar

Me vejo sem direção
 Sinto o tamanho da queda
Dispara meu coração
 Fico muda, fico cega

Vou perdendo a esperança
Penso quem me salvará?
Deus veio em minha lembrança
Ergo os oplhosele está lá

 Minha esperancça renovaSinto
Não estou sozinha
de tudo eu tirei a prova
Eu sou a mesma andorinha

Novas forças eu criei
 Por Deus está ao meu lado
 Agradecendo eu orei
Por Deus ter me  cuidado

Autora: Hilda Furacão - Texto da sua obra:
 "Contemplação do Amor "

Um poema para meu Pai ! Fátima Alves (Poetisa da Caatinga - Cel. João Pessoa /São Miguel/RN

Para meu Pai

Papai! Quero que me entenda...
Não sei escrever para você
Embora tu fostes
Meu eterno professor
Foi você quem me ensinou
A matriz de tudo que consigo aprender
Nessa minha estrada da vida
Você me ensinou mais que os outros
Com quem convivi
Mais do que a minha mãe
Você Meu pai!
Naturalmente me ensinou
A plantar ...
A esperar...
A colher...
A subir nas árvores
A nadar!!!
A conhecer e amar a natureza
A querer saber ler e escrever
A trabalhar como artesã
E a ter uma curiosidade extraordinária
Para explorar o mundo em que vivo
E tentar compreendê-lo!
Mas mesmo tendo sido você
Meu melhor professor
Não consigo lhe escrever
Nem mesmo uma quadrinha
E só hoje me arrisquei
A lhe dizer escrevendo
Que tu és para mim
Tudo o que nesse texto coloquei
E muito mais...
Porém, a poesia não tem
Me inspirado a te escrever
O poema que todo pai merece...
Principalmente, você!
O pai que durante toda a minha infância
Foi meu principal ídolo!
Fátima Alves/ Poetisa da Caatinga
Natal / 28.06.2010
Ao meu pai Pascoal Batalha do Rêgo- Agricultor e Artesão
Aqui está Meu pai! Um senhor de 84 anos de idade, cheio de vitalidade, inclusive , ainda faz vários tipos de artesanatos, principalmente brinquedos para crianças, e os leva para vendê-los na feira de Pau dos Ferros / Alto Oeste/ RN.