Lamentos da Caatinga
Ah! Chuva que me falta!
Banha-me lentamente
Com tuas gotas cristalinas
E me faz sentir bem forte
Cheiro de terra molhada
E tudo que é vivo acordar
Ah! Chuva que me falta!
Vem logo! E faz em mim
Brotar as muitas sementes
Que o vento trouxe de longe
E com carinho depositou
Em meu frágil corpo
Ah! Chuva que me falta!
Faz descer a tua nuvem
Com tuas gotas preciosas
E venha alegrar o lavrador
Que de mim tão bem cuidou
Até que suas mãos calejou
Ah! Chuva que me falta!
Não demore tanto assim
Sem você fico tão cinza
E as vidas fogem de mim
Ou resolvem adormecerem
Até a sua nuvem enfim chegar
Ah! Chuva que me falta!
Mostra o relâmpago no horizonte
E a noite... Por favor! Nos atenda
Ordene que ele venha com trovões
Fazendo descer suas águas benditas
E nos traga depressa a alegria!
Ah! Chuva que me falta!
Sou caatinga adormecida
Esperando a tua vinda
Pra renascer a vida em mim
Meus rebentos estão sofrendo
Só porque você não vem...
Carvalho/28.09.09
Texto da minha obra "Retratos Sentimentais da Vida na Caatinga"

Este espaço, tem como objetivo principal, divulgar as vozes poéticas da caatinga nordestina,em grandeza, beleza e dificuldades...Vozes daqueles(as) que vivem a respirar pela arte, o silêncio e os gritos do povo e da terra deste lugar... Mostraremos retratos sentimentais de um bioma rico em diversidade de vidas e culturas, mas que no entanto, pouco é estudado, e menos ainda compreendido...Um bioma que muda a cara para sobreviver as prolongadas estiagens...
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