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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Nós ! Seres humanizados...? Reflexões poéticas de Fátima Alves / poetisa da Caatinga /Nós humanos... As vezes somos Gente malvada!

 

Nós! Seres humanizados...?
muitas vezes somos Gente malvada!!!
Eu não sei direito quem sou
Porque considero
Que o ato mais complexo do nosso viver
É conseguirmos chegar nas profundezas
Do nosso auto conhecimento
E isso é um longo processo
Que requer recolhimento espiritual
Do próprio eu, para reflexões
Sobre seus sentimentos
Conscientes e inconscientes
Venho fazendo isso há anos
E confesso que ainda conheço muito pouco
Sobre mim mesma
E com esse pouco que me conheço
Vou conhecendo também o outro
Mas sempre com base
Naquilo que conheço de mim
Porque não conseguimos
Nos colocar na pele do outro
Em questões que para nós
Ainda não as refletimos
E remetemos para o nosso EU
As vezes somos tão egoístas
Que chegamos a dizer
A vida é minha!
E o que importa é o meu bem-estar...
Onde fica o outro na nossa convivência?
Bem- Estar é sobretudo, um ato coletivo
Assim, como a felicidade e a tristeza
Também são...
Vivo dizendo isso
E mesmo assim, as vezes
Me pego agindo de forma egoísta
Quando por exemplo desejo a minha morte
Este ato é extremamente egoísta
Porém, é preciso nos colocarmos
No lugar do outro... Você será capaz?
De entender as dores que nos fazem desejar a morte?
Principalmente quando todas elas são de ordem subjetiva
Ah! Como tudo isso é difícil, de ser pelo menos refletido...
Imagina só compreendido???
Ultimamente, só tenho colegas
Meus poucos amigos (as) se foram...
E se diziam meus amigos(as)
No meu blog e site não recebo mais comentários
Daqueles que se diziam amigos e amigas
E penso essa atitude tem relação com o fato
De uma crise de depressão que estou vivendo
Pois não consigo mais escrever
Sobre alegria, amor e outros assuntos...
Mas escrevo com o coração da minha alma
Sobre coisas espirituais e importantes, como
Morte...
Paraíso...
Desencantos...
Desejos não realizados...
Projetos desmoronados...
E tudo que nós humanos precisamos refletir
Sobre essas questões
Para nos encontramos com nossa essência
E somente assim, sermos verdadeiros amigos
Coisa rara ( Joia de Deus)
Atualmente, em momentos de angústias profundas
Não tenho com quem contar...
É coisa rara! Receber até mesmo um telefonema
Vivo excuída do mundo real
E passei toda minha vida vivendo coletivamente
As dores e as alegrias dos lugares onde antes convivia
Ou dos lugares que ainda convivo
Olha! Será mesmo que tenho amigos? E amigas?
Penso que não. Tudo é farsa...
Que amigos ou amigas são essas pessoas?
Que tem pressa quando tento falar com eles ou elas...
E até desligam os seus telefones!
Chego a conclusão
De que a malvadeza é um sentimento
Bem presente no mundo dos que se dizem amigos(as)
E acredito que nós humanos
Agimos muitas vezes como gente malvada
Porque sinto, que até os cães,os gatos, os bem-te-vis
E mais ainda!
Até as flores que não falam, nem andam
Sentem nossos sentimentos
Porque com estes seres vivos eu sei conviver
Sem medo do abandono
E para terminar
Quero dizer
Que pareço em tudo
Com meu avô Herculano Batalha
Um homem inteligente!
Inclusive contador de histórias...
Mas que viveu isolado
Em um casebre no alto de uma colina
Por um período de mais de quarenta anos
Desde que vovó Rita (Sua Esposa) morreu de parto
Daí em diante, meu avó se tornou Eremita
E passou a conviver apenas com a natureza
Ou com quem fosse até ele...
Vovô não tinha depressão
Eu o conheci muito bem
E nem era um homem triste
Apenas gostava de se refugiar na solidão
Para poder mergulhar dentro de si mesmo...
Mas, eu, embora pareça com Vovô
E goste também da solidão
Que preencho com reflexões
Meu tempo é outro
Minha sociedade é outra
E a realidade me mostra
Que nela, há apenas jogos de interesses
Outro dia, eu já doente!
Uma das que se dizia ser minha amiga
Me mandou um e-mail
Mal educado e desaforento
Me ferindo até o coração da alma
E penso que isso é pura inveja
Naquela semana, eu havia publicado meu  3º livro
Nem fiz festa, nem o lançei
Fiz doação nas bibliotecas das cidades onde morei
E essa pessoa sabe do meu transtorno
Inclusive que sou acompanmhada por neurologista
E por causa dela piorei muito
Ela também sabe que sempre vou ter
Essas crises de depressão
Devido á uma doença
Chamada transtorno do Sono
Mas mesmo padecendo a insônia
E acompanhada de trizteza profunda
Sigo minha vida normal
Sou independente, trabalho em duas escola públicas
E me sinto feliz! Em tudo o que me proponho a fazer
Embora a Insônia me persiga desde os treze anos de idade
E nessas noites e noites tão longas
Sem poder dormir
Revirando meus pensamentos
Percebo que talvez, eu tenha apenas 03 amigas
E mesmo estas, não tem tempo para mim
Amigo, creio não ter nenhum
A não ser os membros da família
E nem todos!
Mas verdadeiramente amigo e pai!!!
Tenho Deus!!! Que me é Suficiente...
Me aceita do jeito que sou...
E Jamais me abandonará! Esteja eu!
Onde e como estiver... Ele chega e me socorre!
Porque é o meu pai espiritual!!!
E nele! eu confio eternamente...

Fátima Alves/ Poetisa da Caatinga

Natal,14. 11.2011