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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Poetisa da Caatinga falando sobre a seca


Viver e conviver com a seca
A seca  faz o sol arder na pele de qualquer ser vivo. E a paisagem cinzenta deixa os dias mais longos e difíceis de serem  vividos, pois não há o que fazer frente um sol abrasador, que tudo consume e nos tortura com poeira e calor. Quem vive na seca aprende a ser forte para suportar e atravessar a miséria, os cenários de terror, de desencanto e, sobretudo, perceber as mazelas sociais que não desatam as estratégias de prevenção e convivência  menos sofrida com a falta d’água, um fenômeno natural que existe no bioma Caatinga. Mesmo em tempos de grandes estiagens é possível  amenizar o sofrimento do povo nordestino, com políticas de prevenção  que serão acionadas quando  a chuva não chega ou vem  apenas por curto período.
Viver e saber conviver com a seca se faz necessário, mas para isso precisamos ter políticas preventivas, feitas por equipes multidisciplinares e não apenas medidas  paliativas, quando o fenômeno vem. A seca é uma realidade, um fato concreto, que nos dias atuais já é possível pelas pesquisas avançadas prever sua chegada. Fato que alerta a criação das ações preventivas. E mesmo em uma terra seca, com o sol a queimar tudo, é possível se viver com dignidade, porque o povo pode e deve ter o direito de aprender a conviver com a seca. E os políticos em vez de esperarem a seca para decretarem calamidade pública, devem colocar em ação projetos de prevenção, antes construídos para evitar parcialmente os danos causados pela seca.


Voz poética de Fátima Alves - Versejando sobre a Seca













Falta d’água

Quero escrever na poeira da seca
O quanto a água
Nos faz tanta falta!
As plantas sem folhas
Nos dar desespero!
O verde florido agora não temos
A mata secou!
O chão se rachou!
É água que falta
Na frágil Caatinga
Bioma tão rico pra ser preservado
Quero escrever na poeira destas terras
O valor que tem a água!
                 ***

Natal, 16.10.2013