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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Missão antropo-ética -política do milênio- Fátima Alves- Poetisa da Caatinga


Missão antropo-ética - política do milênio
     Ensinar as crianças a amar e cuidar  da natureza, é a forma mais adequada para não destruirmos o que ainda nos resta de puro no  Nosso Planeta...
                     Invista nas crianças, porque no geral, elas serão nossos  frutos...
                               E vão  agir  pelos exemplos que vivenciaram...
 
Crianças: Minhas sobrinhas no jardim da minha casa
Fotos : Poetisa da Caatinga
             Texto escrito no meu processo de avaliação do Curso Educação Ambiental e Geografia do Semiárido no IFRN
           A missão antropo-ética-política do milênio, é trabalhar práticas  conscientes e saudáveis, que mesmo nas diversidades culturais, possam ser construídas, a “unidade planetária”. É urgente, a necessidade de entendermos que a terra é “ A NOSSA MÃE  PÁTRIA”, pois nós moramos  num mesmo planeta, e tudo o que usamos é retirado dele.  Esse planeta  é vivo , e interage com sua biosfera  e com  todo  o seu sistema planetário. Porém, só na Mãe terra (Gaia) podemos  de fato morar. Aqui ressaltamos, que Morin ((2005) diz:
“A missão antropo-ética-política do milênio é realizar a unidade planetária na diversidade.

Cabe-lhe vencer a impotência da humanidade para constituir-se como comunidade, de onde a necessidade de uma política de humanidade.

Deve civilizar a Terra ameaçada pela explosão de antigas barbáries e pela generalização da nova barbárie gelada da dominação pelo cálculo tecnoeconômico, de onde a necessidade de uma política de civilização.

Tem de regular os quatro motores descontrolados que impulsionam a nave espacial Terra rumo ao abismo:
                         " ciência > técnica > economia —> lucro “
 
             Frente a uma degradação visível a todos  os humanos,  a qual estar afetando os ecossistemas  que  interagem em unidade no planeta, e a gente antes de desenvolver esse olhar aguçado e consciente, acha que tudo  vai se recompor, destrói sem sentimento de culpa ou dor. Porque ainda estamos  alienados, e agindo no princípio de egocentrismo, sem sair dele para uma visão altruísta.  Nem sequer pensamos nas  gerações após a nossa, mesmo sendo elas nossas descendentes. E se não ´pensamos em nossa espécie, imagina, se vamos pensar  nos outros animais, bem como nos seus  ecossistemas.
           Mediante minha sensibilidade para com qualquer lugar deste planeta, principalmente a caatinga, o bioma onde nasci e onde vive meu povo. Me preocupo mais ainda, pois lá, caminha de forma muita lenta, essa visão  de zelo,  conservação, e convivência de forma sustentável e harmoniosa   com esse lugar tão  rico biodiversidade, mas tão frágil, pelo fato dos seus habitantes ainda não terem aprendido de fato a lhe conhecer e amar, numa ética compreensiva do dinamismo das vidas deste lugar
           Diante dessa questão, sinto grande dificuldade para escolher apenas  03( três) práticas cotidianas  locais, que influenciam  nos problemas  socioambientais globais e vice versa, pois, nós inconscientemente ou mesmo, alienados (as), achando que não tem nada a ver, porque considera-se que  os recursos do planeta não se acabam, inclusive  há educadores, e não é da Caatinga, é daqui mesmo de Natal, que pensam assim, e tem formar absurdas de agir com relação  a natureza, chegando inclusive a cortar a árvore da sua calçada ou quintal, só por achar que folhas e fores murchas é lixo. Fico revoltada  com educador insensível, porque , somos nós que em grande parte contribuímos para a educação ambiental das pessoas.
          Agora vou falar das atitudes diárias que, passam tão sutis, de forma que quase ninguém percebe seus prejuízos ao nosso mundo.
          Bem, vivo uma filosofia ambientalista ( ainda com muitas dificuldades), mas tenho esse propósito, de a cada dia, diminuir o consumo  das coisas que degradam  o  nosso planeta e contribuir para a sua morte Procuro dizer muitos nãos ao consumismo alienante capitalista.
- Racionalização da água
          Aqui não lavamos a casa ( passamos apenas, o pano, isso só gasta um balde de água), para lavar o carro, seguimos o mesmo processo ( Com um balde de água, uma flanela, e pouco detergente, fazemos isso, e o carro fica brilhando, e dentro dele, usamos o aspirador de pó) Não lavamos calçadas, esperamos a chuva. Mas como criamos cães, aí, sim, lá a gente lava com frequência, mas porque é necessário. O que economizamos de água, aproveitamos para regar um lindo jardim, que nos dar ar fresco, despoluir o ar, embeleza o lugar.           E ainda contribui para desenvolver a consciência ecológica de todos  que chegam em nossa casa.
- A comilança diária de carne bovina
          Há (04) quatro anos nos livramos dessa prática, eu particularmente só como carnes brancas, e pouca, ( não sou carnívora), e os demais membros da casa, raramente compram carne vermelha. Tudo isso porque temos consciência de que  o processo produtivo para a criação bovina  ( gado para corte) gera grandes desmatamentos, e isso seca as fontes, bem como assoreia rios e lagoas, contribuindo para a seca. E essas áreas degradadas, vão passando por processos de desertificação do solo e se tornam improdutivas. E ainda vale lembrar, que não precisamos comer  carne vermelha todo dia, porque  o melhor para nosso organismo, será reduzir esse consumo, bem como, buscar outras fontes  que podem substituírem as carnes.
- Uso constante de detergentes e desinfetantes              
              Esse problema é grave, porque  polui, lençol freático ( se cair só nas fossas), e se há rede de esgoto, sem estação de tratamento, ele vai direto para os córregos, lagoas, rios e mares, passando a envenenar e sufocar esses ecossistemas.  Eu penso  no tietê que recebe esse material, penso nos Rios de Recife, quase todos poluídos, parecendo esgotos a céu aberto, penso no rio da cidade de Encanto/RN, que já está poluído, penso No Rio Mossoró, tão lindo!, porém, poluído e enfim, penso nosso Potengi, que ainda se mantem vivo, mas sofre com mil formas de poluição, principalmente, essa dos esgotos. domésticos. Dessa prática malvada para a natureza, vivo procurando me livrar, mas não é fácil, os produtos que compramos, são poluentes. Então eu procuro usá-los  bem racionado, e só onde é preciso. Porque fui criada no campo, lá no Encanto/RN, e naquela época nosso rio não era poluído, era berçário de uma grande diversidade de vidas, mesmo apesar dele não ser perene, mas ficavam pequenos lagos que se mantinham até o próximo inverno. Ninguém lavava roupas dentro do rio, a não ser em períodos de cheias. E ainda vale ressaltar, que o sabão era bem diferente desses que usamos hoje, éramos nós mesmas quem os fazia, com frutos de oiticica, e outras plantas que não me lembro mais, bem como, também fazíamos com gorduras de animal.
Fátima Alves / Poetisa da Caatinga
Natal /2012 -( IFRN)