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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Minha roseira adormeceu... Voz poética de Fátima Alves( Poetisa da Caatinga)

Minha roseira, a primeira que vi Aquela de onde desabrochei
Em pequenina flor!
E que poupava a água de seu corpo
Abrindo mão da sua formosura
Só para ver suas flores e frutos
Sobreviverem até o inverno chegar
Adormeceu em espírito...
E seu corpo pra sempre pereceu


Mas igual as plantas da caatinga
Um dia renascerá... ou ressuscitará...
Nas sementes que seus frutos guardaram
Esperando que o vento ou os pássaros
Venham pegá-las
Para semearem pelo mundo...
E em cada semente que for plantada
Minha roseira nascerá de novo
Mas dessa vez!


Em lugares verdejantes
Onde não precisará
Se desfazer das suas folhas
Para economizar a água
Em benefício de suas flores e frutos
Seu jardim não será mais árido
E ela será tão frondosa
Que os pássaros migratórios
A escolherão
Para à sua sombra ficarem
E contemplarem sua beleza
Até voltarem à sua terra
Pois nela haverão flores e frutos em abundância
E Deus estará a proteger
Eternamente a alma de cada semente
Da minha frágil e amada Mãe.


Fátima Alves /Poetisa da Caatinga- 09.09.09


Este texto é um“Presente para minha mãe Maria Jacira”(in-memorian)