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Caatinga/ mandacaru em flores

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terça-feira, 16 de outubro de 2012

A dança do meu girassol - Fátima Alves/ Poetisa da Caatinga


A dança do meu girassol

Alegre-se minha flor amarela!
Daqui há pouco chega o vento
Quero te ver a dançar lá na janela
E sua beleza tocará meus sentimentos

Pétalas macias abraçadas pelo sol
Tão amarelas enfeitando meu viver
Dança tão belo um pequeno girassol
Que meus olhos não conseguem se conter

Pensa e deseja ser uma abelha a voar
Só pra em ti poder pousar devagarzinho
Brincar feliz a provar seu doce néctar

Meu girassol, passa o dia a dançar
Porque precisa seduzir o meu rei Sol
Enquanto isso... vou vivendo a cantar

Fátima Alves - Poetisa da Caatinga / 07.06.09
Texto do meu livro : Palavras Singelas e Encantamentos
Foto: espedito Segundo (meu filho)
     Nessa foto estou doente de pneumonia e derrame na pleura, ela foi tirada quando cheguei do hospital. Nesse périodo antes de reber alta,eu estava preparada par partir...passei dez dias internadfa no  Hospital do Coração. Mas ainda não era o fim do meu tempo. Vejam que estou bem inchada de tomar corticoides.
 

sábado, 13 de outubro de 2012

Estrela inda nova - Poetisa da Caatinga

 
Estrela inda nova

Num céu bem azul
Com nuvens branquinhas
E coloridas também
Sou mais uma estrela
Que vivo a brilhar
Depois que meu sol
Me faz acordar
 ******
Estrela menina
Ainda novinha
Num céu de mistérios
Precisa andar
Cometas e asteróides
Encontro aqui
Me sinto encantada
E finjo dormir
 ******
Juntinho da lua
Eu gosto de estar
Seu brilho é suave
E não vai me ofuscar
Com ela caminho
Num céu de grandezas
E o silêncio da noite
Me leva a sonhar
Que num arco-íris
Eu posso tocar...

Fátima Alves/ poetisa da Caatinga
Natal/08.06.209

Pastoril Maria Jacira( minha Mãe)
E.E. José Vieira/ S.G.A/ RN

 

Fátima Alves/ Poetisa da Caatinga
E Ativista Cultural do RN."No reino da fantasia.
O impossível não existe!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Sou planta da Caatinga -Voz de Poetisa da Caatinga Serrana - Fátima Alves


Eu estou na zona rural de Encanto.
Minha Pátria adotiva.
Eles me amam! E nunca esquecem meu cheiro. 
Eu Amo os cães! E não tenho preferência.
 Apenas os amo... E sinto que sou amada!

 
Sou planta da Caatinga

Sou uma planta frágil  da Caatinga
Mas ainda antes de florescer
O vento me arrancou de lá
E trouxe-me pra junto do mar
Aqui fui plantada pela vida
Perto de dunas e nascentes
E o sol vem com a brisa visitar-me

O lugar é infinitamente lindo...
O mar tem cores diversas
A mata é verdejante
Nesse lugar não há a seca
Mas a terra...
Mesmo com tanta água
Não é fértil como a minha

Arrancada do meu lugar
Senti falta de minhas raízes
E demorei a florescer...
Meu coração desejava voltar
Queria que meus primeiros botões
Desabrochassem esplendorosos
Na chegada das chuvas
Que desperta a caatinga
Mas não aconteceu assim

Os anos foram passando
E nunca mais pude voltar
Para o lugar de onde fui arrancada
Aqui me acostumei com a nova vida
E um dia senti que já ia florescer
Mesmo estando fora do meu habitat
Tentei fazer dormir meus botões
Mas sua força era grande
E num lindo amanhecer...
Minhas flores desabrocharam
Trazendo as cores e cheiros da Caatinga
Para encantar a vida deste lugar

 
Fátima Alves /Poetisa da Caatinga

Natal /31.05.09
-
Texto do meu livro: Retratos  Sentimentais da Vida na Caatinga

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Menina Camponesa - Fatima Alves -Poetisa da Caatinga

Menina Camponesa






Minhas sobrinhas camponesas...
Meus amores! minhas flores!  
Meu orgulho de ser tia...

Menina Camponesa

Ainda  é criança de trança
Seu mundo é de fantasias
Gosta de brincar de casinha
Tem caixotes de brinquedos
Faz bonecas e roupinhas
Corre livre nas estradas
Pela fantasia voa...
****
Menina camponesa
Lava roupa no riacho
Traz a água para os potes
Moi o milho e pila arroz
Faz comida pra moçada
E na roça vai deixar
****
Menina camponesa
Tira tempo pra estudar
E em tão  pobre escolinha
A lição ela aprende
E os seus deveres faz
Querendo orgulhar seus pais
****
Menina camponesa  
Vai crescendo e trabalhando
E não é exploração
Pois ajuda aos seus pais
E também pode brincar
Em qualquer lugar do campo
Até mesmo lá na roça...
****
Fátima Alves/ Poetisa da Caatinga
Natal : 28.10.09
 ********
         Dedico esse texto “Ás crianças do campo”. E o mesmo  é real e baseado na minha infância e nas crianças  do meu sangue...

sábado, 29 de setembro de 2012

Quando eu contava estrelas... Poetisa da Caatinga


Quando eu contava estrelas...
 

As vezes lembro-me ternamente
Do tempo em que a gente contava estrelas
Contávamos mesmo! De verdade!
E quanta pureza ! Havia naquele ato de criança
Penso que cada estrela ...
Era uma gota de amor a nos alimentar
E nós as contávamos quase todos os dias
Sempre envolvidas, pelos laços afetivos familiares
Nesses momentos, papai e mamãe
Costumavam sentar no batente da porta
Ou na calçada pra prosear
E também ouvir um velho rádio
Aí, ficávamos bem pertinho deles
E enquanto os escutávamos
As estrelas com sua magia nos seduziam
E logo começávamos a contá-las
Como também,
Procurar agrupamentos das mesmas
Que se assemelhassem
Com animais, plantas, objetos e outras coisas
Do nosso pequeno mundo
E nossa mãe, que gostava de contar histórias
Nos dizia que contar estrelas fazia mal
E a gente ia ficar cheinhos de verrugas
Uma crendice do nosso povo
E assim, quando chegavam as verrugas
Pensávamos logo no que mamãe dizia
Mas, sempre haviam outras crendices
Que conseguíamos fazer
Pra acabar as tais verrugas...
Passar casca de banana
Passar cuspe em jejum
Passar
leite de algumas plantas
Beber água em jejum falar o nome de Maria
E outros meios
Bem! O fato é que as verrugas iam embora
E novamente lá estávamos nós
Em lindas noites do campo
Aconchegados no seio familiar
A contar as reluzentes estrelas
Que pareciam nos chamar
Pra cantar e brincar de rodas
Junto a elas, lá naquele céu...
E quando no terreiro de nossa casa
As crianças da vizinhança se juntavam
Em noites de lua clara
Deixávamos nossos pais a prosear
E presenteávamos nossas estrelas
Com as mais lindas brincadeiras
E cantigas de rodas
Nesses instantes!!!
Pela força da magia
O céu baixava sobre nós
E seu manto bordado de estrelas
Colocava em nossa inocente alma
Uma singela gota de amor

Fátima Alves /18.04.2009

“ Dedicado a todos os adultos, que um dia contaram estrelas"
 

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Missão antropo-ética -política do milênio- Fátima Alves- Poetisa da Caatinga


Missão antropo-ética - política do milênio
     Ensinar as crianças a amar e cuidar  da natureza, é a forma mais adequada para não destruirmos o que ainda nos resta de puro no  Nosso Planeta...
                     Invista nas crianças, porque no geral, elas serão nossos  frutos...
                               E vão  agir  pelos exemplos que vivenciaram...
 
Crianças: Minhas sobrinhas no jardim da minha casa
Fotos : Poetisa da Caatinga
             Texto escrito no meu processo de avaliação do Curso Educação Ambiental e Geografia do Semiárido no IFRN
           A missão antropo-ética-política do milênio, é trabalhar práticas  conscientes e saudáveis, que mesmo nas diversidades culturais, possam ser construídas, a “unidade planetária”. É urgente, a necessidade de entendermos que a terra é “ A NOSSA MÃE  PÁTRIA”, pois nós moramos  num mesmo planeta, e tudo o que usamos é retirado dele.  Esse planeta  é vivo , e interage com sua biosfera  e com  todo  o seu sistema planetário. Porém, só na Mãe terra (Gaia) podemos  de fato morar. Aqui ressaltamos, que Morin ((2005) diz:
“A missão antropo-ética-política do milênio é realizar a unidade planetária na diversidade.

Cabe-lhe vencer a impotência da humanidade para constituir-se como comunidade, de onde a necessidade de uma política de humanidade.

Deve civilizar a Terra ameaçada pela explosão de antigas barbáries e pela generalização da nova barbárie gelada da dominação pelo cálculo tecnoeconômico, de onde a necessidade de uma política de civilização.

Tem de regular os quatro motores descontrolados que impulsionam a nave espacial Terra rumo ao abismo:
                         " ciência > técnica > economia —> lucro “
 
             Frente a uma degradação visível a todos  os humanos,  a qual estar afetando os ecossistemas  que  interagem em unidade no planeta, e a gente antes de desenvolver esse olhar aguçado e consciente, acha que tudo  vai se recompor, destrói sem sentimento de culpa ou dor. Porque ainda estamos  alienados, e agindo no princípio de egocentrismo, sem sair dele para uma visão altruísta.  Nem sequer pensamos nas  gerações após a nossa, mesmo sendo elas nossas descendentes. E se não ´pensamos em nossa espécie, imagina, se vamos pensar  nos outros animais, bem como nos seus  ecossistemas.
           Mediante minha sensibilidade para com qualquer lugar deste planeta, principalmente a caatinga, o bioma onde nasci e onde vive meu povo. Me preocupo mais ainda, pois lá, caminha de forma muita lenta, essa visão  de zelo,  conservação, e convivência de forma sustentável e harmoniosa   com esse lugar tão  rico biodiversidade, mas tão frágil, pelo fato dos seus habitantes ainda não terem aprendido de fato a lhe conhecer e amar, numa ética compreensiva do dinamismo das vidas deste lugar
           Diante dessa questão, sinto grande dificuldade para escolher apenas  03( três) práticas cotidianas  locais, que influenciam  nos problemas  socioambientais globais e vice versa, pois, nós inconscientemente ou mesmo, alienados (as), achando que não tem nada a ver, porque considera-se que  os recursos do planeta não se acabam, inclusive  há educadores, e não é da Caatinga, é daqui mesmo de Natal, que pensam assim, e tem formar absurdas de agir com relação  a natureza, chegando inclusive a cortar a árvore da sua calçada ou quintal, só por achar que folhas e fores murchas é lixo. Fico revoltada  com educador insensível, porque , somos nós que em grande parte contribuímos para a educação ambiental das pessoas.
          Agora vou falar das atitudes diárias que, passam tão sutis, de forma que quase ninguém percebe seus prejuízos ao nosso mundo.
          Bem, vivo uma filosofia ambientalista ( ainda com muitas dificuldades), mas tenho esse propósito, de a cada dia, diminuir o consumo  das coisas que degradam  o  nosso planeta e contribuir para a sua morte Procuro dizer muitos nãos ao consumismo alienante capitalista.
- Racionalização da água
          Aqui não lavamos a casa ( passamos apenas, o pano, isso só gasta um balde de água), para lavar o carro, seguimos o mesmo processo ( Com um balde de água, uma flanela, e pouco detergente, fazemos isso, e o carro fica brilhando, e dentro dele, usamos o aspirador de pó) Não lavamos calçadas, esperamos a chuva. Mas como criamos cães, aí, sim, lá a gente lava com frequência, mas porque é necessário. O que economizamos de água, aproveitamos para regar um lindo jardim, que nos dar ar fresco, despoluir o ar, embeleza o lugar.           E ainda contribui para desenvolver a consciência ecológica de todos  que chegam em nossa casa.
- A comilança diária de carne bovina
          Há (04) quatro anos nos livramos dessa prática, eu particularmente só como carnes brancas, e pouca, ( não sou carnívora), e os demais membros da casa, raramente compram carne vermelha. Tudo isso porque temos consciência de que  o processo produtivo para a criação bovina  ( gado para corte) gera grandes desmatamentos, e isso seca as fontes, bem como assoreia rios e lagoas, contribuindo para a seca. E essas áreas degradadas, vão passando por processos de desertificação do solo e se tornam improdutivas. E ainda vale lembrar, que não precisamos comer  carne vermelha todo dia, porque  o melhor para nosso organismo, será reduzir esse consumo, bem como, buscar outras fontes  que podem substituírem as carnes.
- Uso constante de detergentes e desinfetantes              
              Esse problema é grave, porque  polui, lençol freático ( se cair só nas fossas), e se há rede de esgoto, sem estação de tratamento, ele vai direto para os córregos, lagoas, rios e mares, passando a envenenar e sufocar esses ecossistemas.  Eu penso  no tietê que recebe esse material, penso nos Rios de Recife, quase todos poluídos, parecendo esgotos a céu aberto, penso no rio da cidade de Encanto/RN, que já está poluído, penso No Rio Mossoró, tão lindo!, porém, poluído e enfim, penso nosso Potengi, que ainda se mantem vivo, mas sofre com mil formas de poluição, principalmente, essa dos esgotos. domésticos. Dessa prática malvada para a natureza, vivo procurando me livrar, mas não é fácil, os produtos que compramos, são poluentes. Então eu procuro usá-los  bem racionado, e só onde é preciso. Porque fui criada no campo, lá no Encanto/RN, e naquela época nosso rio não era poluído, era berçário de uma grande diversidade de vidas, mesmo apesar dele não ser perene, mas ficavam pequenos lagos que se mantinham até o próximo inverno. Ninguém lavava roupas dentro do rio, a não ser em períodos de cheias. E ainda vale ressaltar, que o sabão era bem diferente desses que usamos hoje, éramos nós mesmas quem os fazia, com frutos de oiticica, e outras plantas que não me lembro mais, bem como, também fazíamos com gorduras de animal.
Fátima Alves / Poetisa da Caatinga
Natal /2012 -( IFRN)

terça-feira, 25 de setembro de 2012

A Caatinga e uma parte do mundo... e nós desse bioma, queremos proteger todo o planeta.

Ativistas impedem a ancoragem do navio Anna Akhmatova à plataforma da Gazprom para barrar o início da exploração de petróleo no Ártico (©Denis Sinyakov/Greenpeace)
Olá Maria de Fátima Alves de,
Na véspera da Assembleia Geral da ONU, a tripulação do Arctic Sunrise usou as bandeiras dos 193 países-membros das Nações Unidas para construir um coração sobre o gelo no Ártico e pedir que os líderes mundiais tomem a decisão de proteger um dos mais frágeis ecossistemas do mundo.
A situação é urgente. O Ártico atingiu seu menor volume de gelo em toda a história e precisa ser protegido. Você pode nos ajudar nesta tarefa, juntando-se ao time daqueles que defendem a criação de um santuário global na região.Divulgue e compartilhe a petição. Cada elo que acrescentamos à corrente torna a iniciativa mais forte.
Divulgue a Campanha
É pressionando as empresas que desejam explorar petróleo no Ártico que podemos protegê-lo, a Shell e a Gazprom, por exemplo, anunciaram na semana passada que não vão mais perfurar na região em 2012.
Juntos, podemos parar a destruição do meu lar e dos ursos polares e garantir o equilíbrio climático do planeta. Pode até ser engraçado ver o urso polar tomando um tombo, mas o degelo do Ártico é coisa séria.
Este ano completamos 20 anos no Brasil, graças a pessoas como você, que acreditam que um futuro mais verde e pacífico é possível.
Faça parte do Greenpeace,
junte-se a nós.
Raposa do Ártico Raposa do Ártico
Símbolo da campanha polar do Greenpeace
Ajude o Greenpeace a proteger o planeta
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O Greenpeace respeita sua privacidade e seu conforto na internet. Caso não queira mais receber nossos emails, por favor, descadastre-se aqui.

domingo, 2 de setembro de 2012

***Sorrir para a Vida! *** - Poetisa da Caatinga/ Fátima Alves

 
 
Sorrir para vida!
Com alma viva...
Pois ela te abraça!
 
Sorrir para vida!
Como se  fosse menina...
Sorrisos inocentes
 
Sorrir para vida!
Com flores da alma...
E espera com calma
 
Sorrir para a vida!
Com flores de lágrimas
Mas sempre da alma...
 
Sorrir Pra Jesus!
E espera tua glória...
Não pense no tempo!
Pois ela virá...
 
Fátima Alves /Poetisa da Caatinga
Natal/ 02/ 09 /2012 
Estou num jardim encantado de Mossoró, cidade da Caatinga
Colhi um buquê de flores de capim para dar ao meu jasmim
Eu e meu grande amigo Bubi! Amor fiel...
 
Fotos: Emanoel Milhomens de Carvalho 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Amor eterno... Fátima Alves - Poetisa da Caatinga - Cel. João Pessoa E São miguel /RN










 Amor e Eterno..
 Por minha Terra
"A Caatinga"

O chão por onde piso
Muito o admiro
Por isso cuido dele
Como se o mesmo fosse
A minha própria pele
E não estou exagerando
Todo esse meu carinho
Pode parecer estranho
Mas amo infinitamente
Qualquer pedaço...



Seco ou verde
Do corpo pra mim sagrado
Da minha magnífica e eterna
Querida mãe caatinga...
             ********
Fatima Alves/ poetisa da Caatinga
Natal: /23.06.09 - Texto do meu 2º Livro

"Retratos Sentimentais da Vida na Caatinga"



domingo, 26 de agosto de 2012

Tempo de Seca no Semiárido: Voz de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga- São Miguel / Cel. João Pessoa




Tempo de Seca no Semiárido

Neste ano de 2012
Choveu pouco no semiárido
Tudo ficou verde! Por breve tempo
As nuvens não choraram mais
E a águas de suas lágrimas nos faltaram
Não encheram açudes, nem barragens
Os rios e riachos temporários
Parecem agora estradas
Porque não receberam
As águas de suas cabeceiras
Aquelas que vêm correndo
Do topo das Nossas Serras
E agora dorme a caatinga
Um sono triste! Como se tivesse morta!
Parecendo um malvado encantamento
Mas para quem entende esse fenômeno
A Caatinga dorme lindamente...
Reação de sua própria evolução
Desse bioma de clima semiárido
Para não morrer!
E após as chuvas ressuscitar!

Fátima Alves/ Poetisa da Caatinga
Natal/25.08.2012

sábado, 25 de agosto de 2012

Encanto dos Ipês amarelos no olhar e sentir de Fátima Alves / Poetisa da Caatinga



Ao Ipê Amarelo

Meu grandioso ipê amarelo
Sou por ti apaixonada
E parte de mim se derrama
Na tua beleza encantada

És uma alma tão florida
E não há alguém no mundo
Que por ti não se encante
E não te leve em pensamento

Ah! Meu nobre ipê!
No dia em que eu morrer
Se eu poder ser uma flor
Ficarei nos seus buquês!

Fátima Alves / Poetisa da Caatinga
Natal /22.11.2010

Aos últimos Ipês amarelos do meu RN”

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Não derrubem a Capelinha - Apelo de Fátima Alves / Poetisa da Caatinga

Não derrubem a Capelinha de São João
DO NOSSO ENCANTO!











 A Capelinha de São João

Quem um dia conheceu Encanto
Viu de longe uma capelinha
Que fica lá no alto da serra
Onde a cidade cresceu aos seus pés
Para ir lá na capelinha era difícil demais
Só se ia pagar promessas
Ou então por aventura,  lá meditar...
Pois lá de cima a visão é deslumbrante
Essa capelinha foi fruto de uma graça alcançada
Por uma Senhora da família Souza
Gente simples, Porém no futuro  bem além
Ela seria a avó de célebres professores de Encanto,
Posso citar Deusa Souza ( 1ª  a ter titulação de Mestre)
Medianeira Souza ( 1ª a   ter título de Doutora)
Professora Marta  (minha referência em Português)
Formada em letras, mas não sei dos seus demais títulos
Professor Itamar, formado em letras
E não sei dos seus demais títulos...
Pois a vinte anos saí daí.
Faz muito tempo na cronologia  humana
Mas nas minhas lembranças foi ontem
E lembro-me perfeitamente da capelinha de São João
Uma capelinha singela como aquela de melão
Dos brinquedos cantados na cultura  do lugar
Mas essa tinha poder para quem tinha fé
Lá dentro vivia presente na Ausência
O espírito de São João
E também uma imagem sua
Ali é um ponto sagrado da cultura imaterial ( a fé)
E também material (a capelinha)
 Ambos são pontos sagrados
E no meu tempo ninguém ali
Praticava vandalismo
Subi inúmeras vezes lá naquela capelinha
Azulzinha ou branquinha
 Pois alguém a pintava todo ano para a Missa de São João
Ali rezei incontáveis terços e acendi velas
Pagando promessas das minhas amigas
E algumas minhas...
Depois das rezas sentávamos e nos deslumbrávamos
Com a visão da imensidão infinita para o alcance do nosso olhar... 











E em pensamentos eu voava  em prosa e verso
Por toda aquela imensidão por nós  comtemplada
Aquele lugar sempre foi ponto sagrado
E na nossa cultura da época
No sagrado não se mexia
O tempo passou veloz
E um simples panfleto que vi aqui em Natal
Me deixou inquieta e revoltada

A nossa capelinha de melão por ser singela
E  de São João Pela Cultura imaterial da fé
Pelo que li e vi em  um projeto
Será derrubada para dar lugar
A  um ponto mui belo
Que  encanta os olhos de quem for lá
Bem Sofisticado  para receber o turismo da fé
Atraídos por  mirantes e outras belezas
Frente as minhas inquietações
Sobre esse asssunto...
 Mesmo já não sendo mais católica
Fui até Encanto na intenção
De pelos menos ser  ouvida pelo Padre da Cidade,
Mas o mesmo não quis conversar comigo
Disse que estava apressado!!!
E tudo já estava resolvido  e aprovado pelo Bispo
Só lhe pedi uns 10 minutos ( Seria breve)
Mas o Padre, não me deu importância alguma....
Entrou no carro e saiu muito rápido
Nem perguntou eu era?
Me considerou insignificante
Para falar daquele assunto...
Mas deveria ter me ouvido...
Sou gente! E padre é para ouvir
Até os segredos mais profundos do povo
E inclusive ser fiel a eles!
Mas eu não fui me confessar...
Se fosse iria demorar tenho muitos pecados!
Mas na verdade só fui pedir para não derrubar a capelinha
"A capelinha da Minha infância"
Porque outra em seu lugar  perde o simbolismo primeiro
Mas tudo bem!  Nesse mundo só se vale o que se tem
E eu só tenho meu repertório Cultural...
Que nessa sociedade tem pouca...
Ou não tem valia alguma
Sou uma simples Professora
Pesquisadora, escritora e ativista cultural
Todos os pilares do meu repertório de conhecimento
 Foram construídos aí nessa linda e pacata cidade
 E justamente por isso,  me atrevi a entrar  nessa quetão    
 Porque  a  meu ver, quando se trata de fé
 Não se mexe naquilo que o povo consagrou
 Essas mudanças surgirão do próprio povo
 E são lentas, podem durar gerações...
 Sendo assim,  respeitado  mundo do sagrado
 A capelinha deveria permanecer para sempre
 Do jeito que quem fez a promessa a construiu
 Inclusive precisa  colocar de volta suas telhas naturais
 Pois não eram de brasilite, disso lembro muito bem.
 E ainda, trazer de volta suas imagens
 Em respeito ao povo católico que as cultuavam
 Porque ela, a capelinha, é Patrimônio Cultural da Cidade
 E não foi feita para turistas, mas sim, para ROMEIROS
 GENTE HUMILDE !Que alcança seus pedidos pela fé
 O que as vezes de fato é milagre!
 E  há outras graças  que  muitas vezes poderiam
 Serem  alcançadas  pelas políticas públicas do lugar
 Nesse campo apesar de termos tido grandes melhoras
 Em todo o país...
 Mesmo assim, nunca o poder público
 Conseguiu  atender de fato
 Pelo menos as necessidades básicas do seu  povo
 E nessa lacuna entre o que nos falta e o Sagrado
 Se recorre com toda força aos arquétipos da fé
 Portanto,  quero pedir ao povo  Católico de Encanto
 Que não permitam a derrubada da Capelinha
 E nenhuma mudança nela
 Apenas uma constante e vigilante manutenção
 Porque  Lá naquela Serra!
 Aquela capelinha pequenina
E aparentente sem valor
É uma estrela coberta pelo ouro da fé
Que com certeza estar brilhando
Em algum lugar da dimensão divina
E de forma singela e  pura 
A existência dela na Serra
É a marca real de uma época
Da História do povo encantense...
Que não deve de maneira alguma ser apagada
"A memória de um povo precisa  permanecer intacta" 
"E viva para seus descendentes..."
Agora, em  relação as demais obras de arquitetura
Que estão sendo feitas na Serra não sou contra
Pelo contrário, apoio, pois facilitou o acesso as romarias
E quando concluídas, se for respeitada a Capelinha
Patrimônio Cultural que agrega o Patrimônio imaterial

Do nosso povo...  A fé! O insconsciente popular...
Tudo bem!
O lugar ficará lindo!
Deverá haver pontos para se vender água
Comidas, picolés, sorvertes e outras coisas...
Isso é bom! E vai gerar renda para os encantenses
A cidade  também ficará mais conhecida...
Concordo com qualquer bem feitoria
Desde que não se toque em nada da Capelinha
Apenas restaure o que foi danificado
Por atos de vandalismo!
E quanto ao projeto  da prefeitura
Ali ao redor dela dar para refazê-lo
De forma belíssima
Sem a sua extinção!!!
Porque ela sempre foi  ponto cultural de fé
Encanto é minha Pátria adotiva...
Por isso tenho o direito de defender 
O que venha ferir a Cultura do meu povo
Espero ver prosperar esse projeto...
Porém, da forma como aqui expliquei
E mesmo, já sendo protestante há duas décadas
Ainda quero ir visitar  esse monumento
Mas espero ver a Capelinha toda azulzinha
Cercada por canteiros floridos!
Com  borboletas e beija-flores
Bailando livres para  os visitantes!
Independentes de suas crenças...
Acorda Povo de Encanto! Católicos ou não...
Reajam e não deixem derrubar
O ponto de fé mais alto do município
Isso é muito triste não deve acontecer...
Porque  apaga parte da memória histórica
De uma cidade tão jovem!
E nenhum patrimônio Cultural
Deve ser destruído
E por mais simples que seja
É nosso dever conservá-lo
Fátima Alves/ Poetisa da Caatinga
 Ex- aluna  das Escolas:  Adolfo Fernandes e CID ROSADO
E ainda, Ex-  professora da E. E. Justino Granjeiro