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Caatinga/ mandacaru em flores

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Árvores da Caatinga

Árvores da Caatinga
Mufumbo florido

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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Voz poética de Fátima Carvalho (Poetisa da Caatinga) Cel. João Pessoa / São Miguel

Lamentos da Caatinga

Ah! Chuva que me falta!
Banha-me lentamente
Com tuas gotas cristalinas
E me faz sentir bem forte
Cheiro de terra molhada
E tudo que é vivo acordar

Ah! Chuva que me falta!
Vem logo! E faz em mim
Brotar as muitas sementes
Que o vento trouxe de longe
E com carinho depositou
Em meu frágil corpo

Ah! Chuva que me falta!
Faz descer a tua nuvem
Com tuas gotas preciosas
E venha alegrar o lavrador
Que de mim tão bem cuidou
Até que suas mãos calejou

Ah! Chuva que me falta!
Não demore tanto assim
Sem você fico tão cinza
E as vidas fogem de mim
Ou resolvem adormecerem
Até a sua nuvem enfim chegar

Ah! Chuva que me falta!
Mostra o relâmpago no horizonte
E a noite... Por favor! Nos atenda
Ordene que ele venha com trovões
Fazendo descer suas águas benditas
E nos traga depressa a alegria!

Ah! Chuva que me falta!
Sou caatinga adormecida
Esperando a tua vinda
Pra renascer a vida em mim
Meus rebentos estão sofrendo
Só porque você não vem...

Carvalho/28.09.09
Texto da minha obra "Retratos Sentimentais da Vida na Caatinga"

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Voz poética de Fátima Carvalho (Poetisa da Caatinga) Cel. João Pessoa / São Miguel

Amizade

Doce palavra...
Letras que demandam felicidade
Pequenas sementes dos frutos do amor
Em todo lugar podemos plantá-las
Mas não é fácil de serem cultivadas
Porque depois delas nascidas
Temos que regá-las todo dia
E em seu cultivo...
O toque do amor precisa estar

Sementes pequenas...
Que nascem no coração
Destas sementes brotam plantas
Que só crescem pelo amor
E se assim cultivadas
Estas plantas logo florescem
E os frutos pelas flores gerados
Irão disseminando novas sementes
Pra árvores do amor... nascerem em nós!

Carvalho/2008 -Texto da minha obra "Florescer da Alma"

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Voz poética Adolescente de Ingrid Luana (E. E. José Vieira)

***Saudades***
Quero-te e você não está
Aqui...
Tanta curiosidade de saber
se tudo estar bem.
Mas não encontro respostas
As vezes sozinha me pego
nas lembranças...
A poucos dias parece que
o mundo fala comigo
E você parece outro.
Um sonho numa noite de luar.
Já não podemos ficar juntos...
Nesse momento estaremos unidos
Pelo pensamento...
E assim, continuarei
      Te amando.
Autora: Ingrid Luana: São Gonçalo do Amarante/2010

Parabéns linda poetisa!
Quero ser madrinha de todos os poetas que aí se descobrirem.
Poetisa: Mª de Fátima Alves de Carvalho

Vozes poéticas dos Adolescentes da E. E. José Vieira ( São G. do Amarante/RN

Poeta: Maria Izabel Nicácio da Silva

*** O amor ***

O amor é uma coisa bela
O meu me espera na janela
Sorrindo sempre a me olhar
Com ele eu aprendi a respeitar

O meu amor é um passarinho
Estar sempre fora do ninho
Ele estar sempre a voar
Foi assim que eu aprendi a amar

O meu amor começa a brilhar
Assim eu sempre saberei amar
Sempre quando vejo ele passar
Meu coração começa a gritar
Com um simples brilho no olhar
       Eu comecei a amar...

Autora: Maria Izabel Nicácio da Silva (2010)
8º Ano “B”( E. E. José Vieira)

Parabéns Izabel! Agradeço a Deus por ter me mostrado seu talento...

terça-feira, 20 de julho de 2010

Vozes poéticas da E. E. José Vieira e Artistas convidados



Um lindo sarau! Denominado de "Café Literário" Singelo e encantador para alimentar a alma de quem lá estava... Foi assim que professores, funcionários, equipe gestora e alunos (1º ano do Ensino Médio e 8º e 9º ano-Fundamental) passaram a tarde se alimentando de forma bem saudável e nutritiva deste "Saboroso Café"onde estiveram presentes vários poetas, cantores e artistas plásticos, sendo a maioria "Membros da SPVA".
Destacamos aqui Poeta e artista plático Pedro Grilo, e a vice - diretora da Escola, Anatilde Avelino, que também é arista plástica. 

 Nossos parabéns as professoras  Joelma e Marileide, organizadoras do Evento.
E não podemos deixar de mostrar a alegria e acolhimento de Eliane Rolim, Gestora da E. E. José Vieira.
E finalmente Eu, Mª de Fátima Alves de Carvalho, que me sinto madrinha desta Escola.
E a ela, entrego meu último poema, escrito na vespera deste Sarau...

Planto sonhos em versos...

Sementes do meu sonhar
Amanhã vou semear
Num jardim exuberante
Bem cheinho de esperança
Onde o amor vive a reinar
Em humildes corações
Alegrando esse lugar
E varrendo o mal de lá...
Pra bem longe ele ficar
E o amor poder crescer
Nesse clima de harmonia
Frutificar e as sementes
O vento poder semear

E nesse jardim eu quero
Muitas sementes deixar
Para quem quiser plantar
Pois vislumbro cada sonho
Devagarzinho nascendo
E todo o jardim cultivando
A mais nova flor esperança
Que ali eu vou plantar
Enquanto eu puder sonhar
E com minha alma cantar
Meus Sonhos que vêm em versos...

Carvalho/ 16.07.2010 ( Poetisa da Caatinga)

Magia e beleza nas mãos de Pedro Grilo ao retratar em suas telas Memórias de Natal 
Encerramos com algumas das muitas obras plásticas de Pedro Grilo.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Café Literário na E.E. José Vieira / São Gonçalo do Amarante

Atenção poetas da SPVA!
       Estamos lembrando que sábado (17/07) as 14:00h, a Escola Estadual José Vieira,( Ensino Médio) estará contando com vossas presenças numa tarde de interação cultural, através de um singelo café litrerário. Não esqueça de ir até lá!
                   Agradece a comunidade educativa

domingo, 11 de julho de 2010

Voz poética de Fátima Carvalho (Poetisa da Caatinga) Cel. João Pessoa / São Miguel

Para Pascoal Batalha - "Meu nobre artesão"











 Escrevendo para  "Meu Pai"

Papai! Quero que me entenda...
Não sei escrever para você
Embora tu fostes
Meu eterno professor
Foi você quem me ensinou
A matriz de tudo que consigo aprender
Nessa minha estrada da vida
Você me ensinou mais que os outros
Com quem convivi
Mais do que a minha mãe
Você Meu pai!
Naturalmente me ensinou
A plantar ...
A esperar...
A colher...
A subir nas árvores
A nadar!!!
A conhecer e amar a natureza
A querer saber ler e escrever
A trabalhar como artesã
E a ter uma curiosidade extraordinária
Para explorar o mundo em que vivo
E tentar compreendê-lo
Mas mesmo tendo sido você
Meu melhor professor
Não consigo lhe escrever
Nem mesmo uma quadrinha
E só hoje me arrisquei
A lhe dizer escrevendo
Que tu és para mim
Tudo o que nesse texto coloquei
E muito mais...
Porém, a poesia não tem
Me inspirado a te escrever
O poema que todo pai merece...

Carvalho/28.06.2010
Ao meu pai Pascoal Batalha do Rêgo - agricultor e artesão

Voz poética de Shannya Lacerda : Natal / RN

Convite às dúbias águas

       Junho de 2010

Vem viajante do além-mar
no seio das terras tupiniquins se acostar,
ou no ventre potiguar
– de belos contornos – se enovelar.

Vem viajante destemido
naufragar teu barco desvalido
nos recifes e corais deste exultante mar;
vem ater-se às costas, os rochedos desse mar,

que sofre inebriantes ondas de calor
sufocados nesse mar.
Cálidos ataques de onda
sobrepujando o impassível ar.

As ondas batendo. Se arrebentando.
É um convite caliente
aos que vem chegando,
no intento de desbravar esse mar ardente.

Autora: Shannya Lacerda / fevereiro de 2010
Postado por Shanaya e o tempo às 16:47

sábado, 3 de julho de 2010

Solidão - Voz poética de Fátima Alves/ Poetisa da Caatinga


Solidão
Quem tu és? Me diga de onde vens?
Por que queres estar comigo?
O que te fiz, pra me querer como amiga?
Serei para ti uma boa companheira?
Oh, minha cara solidão! não sei de onde vens?
Nem por que me persegues?
Mas vivo a te sentir... E sei que não és má
Por isso quero te conhecer melhor...
E aprender a lhe desvendar
Sabe solidão, quase ninguém gosta de você
E tu sabes disso! Mesmo assim, insistes...
Bate em nossa porta, reluta pra entrar
E não se importa por ser indesejada
Entra e se acomoda no melhor cômodo da casa,
Justo no nosso coração!
Daí em diante...
Participa da nossa intimidade interior
E se torna uma fiel companheira
Estou a falar contigo, cara solidão
Por que tu sempre me visitas
E embora, não te dê muita atenção
Você volta com frequência
Parece sentir minha falta
E acho que nós duas nos fazemos falta
Pois quanto a mim , ao longo do tempo
Em que divido e compartilho com você
Muitos momentos da minha história
Venho aprendendo a conviver contigo
E nesta convivência ...Tão próximas
Admiro sua força solidão!
E Embora, também não goste tanto de você
Descobri que tu podes nos transformar
Em uma pessoa bem melhor...
Basta que a nossa alma,
Encontre a forma certa de lhe olhar...

Carvalho/10.06.2008 / Texto do meu livro "Florescer da Alma"

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Voz poética de Flauzineide de Moura Machado (Poeta de Areia Branca / RN)


Tento renascer

Nasceu o sol,
Eu já madura,
A cada dia
Tento renascer.
Com esperança,
Coragem,
Vejo a felicidade,
Ao amanhecer.
São novas razões
Que me fazem sonhar.
Já raiou a aurora,
E a minha história
Eu quero mudar.
Viver, cantar, amar,
Não mais sofre,
Não mais chorar,
Ser feliz, esse é o meu lema,
Sinto no meu íntimo
O criador do universo,
O Senhor Deus
Vai me ajudar.

Flauzineide de Moura Machado

Postado por Flauzineide de Moura Machado às 14:52
Divulgadora Lítero Cultural

Para saber mais sobre essa poetisa, visite o seu blog (Divulgadora Lítero Cultural ), onde encontraremos seu perfil  e seus belos textos...
Quem sou eu?

Flauzineide Moura
Sensível, colaboradora, alegre, vencedora, poeta e abençoada. Cônsul de Poetas del Mundo - Capim Macio - Natal/RN, Diretora de Eventos da Sociedade dos Poetas vivos e Afins-SPVA/RN, Membro da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil-AJEB/RN, Membro da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores-AVSPE.

Texto copiado do seu blog .

Voz poética de Geralda Efigênia Macedo (Poetisa de Cerro Corá / RN)

Mulher
Sou mulher.
Sensível, sensitiva,
Forte, guerreira.
Na vida,
Sou mais que um corpo
Para apreciação do macho.
Sou mais que um ombro
Para escutar lamentos,
Sou mais que dar momentos.
Sou mulher.
Altiva,
Moderna o suficiente
Para encarar quão mormente
Toda e qualquer ação que vier.
Sou mulher!
Sim, sou mulher.
Mãe... Atenta nas noites mal dormidas.
Nos choros reconhecidos de dor de desalentos.
Nas horas de incertezas,
de tantas primeiras vezes.
Sou mulher!
Companheira de toda hora,
Amiga das horas incertas,
Esquecida das horas certas.
Sou mulher!Pode ter certeza...
Pro que der e vier.
Seja o frio, seja o riso
A alegria ou a dor
No paraíso, eternizo,
Esse dor de ser mulher.

Geralda efigênia

Pequena biografia desta poetisa

Geralda Efigênia, filha de Zé Milanêz e Nenzinha Macedo. Nasceu em 18 de setembro de 1958, em Cerro Corá, mas com um ano de nascida, foi morar na Mina Brejuí/Currais Novos, portanto o berço da sua infância e juventude foi aqui a base onde viveu todas as emoções juvenis, aqui viveu tudo. Ama a Mina Brejuí, ama Currais Novos, e aprendeu a ser Natalense. Tem formação acadêmica em Pedagogia e especialista em orientação pedagógica. Trabalha com poesia nas escolas que leciona, onde coordena o Projeto Poesia na Escola. Trabalhos publicados: Antologia Literária Infantil e Literatura de Cordel: O cotidiano da Escola Municipal Mareci Gomes.

Presidente da SPVA/RN, tem poesia publicada na V Antologia Literária da SPVA/RN, 2007.
Texto postado por Flauzineide  de Moura Machado no seu blog abaixo mostrado
http://divulgadoraliterocultural.blogspot.com/

Versos na voz poética de Márcio Roberto / Poeta e filósofo natalense - membro da SPVA


A TENTAÇÃO DE LÚCIFER

                                      " Teu coração se inflou de orgulho devido à tua beleza
                                        Arruinaste a tua sabedoria por causa de teu esplendor...
                                                                       EZEQUIEL 28, 17
Um anjo negro e triste para mim surgiu
Carregava um manto de estrelas que me seduziu
Como pude acreditar que a luz ele poderia me trazer?
Como não pude ver que só desejava se alimentar do meu ser?

Fui tentado por suas promessas de eternidade
Não pude resistir aos encantos de sua santidade!
Estava tão lasso de tanto sofrimento e desilusão
Que não pude resistir quando ele ofertou-me sua mão!

Anjo caído, agora vejo que merecestes tua sentença
O egoísmo é o maior mandamento de tua vil crença
Te expulsaram do paraíso com um grande motivo
E agora condenaste-me a este inferno no qual vivo!

Agora vagas pela terra semeando a dor
Portando nos lábios um discurso falaz de amor
Amor! Qual! O prazer é o que tu buscas
Com tua maldita beleza a todos ofuscas!

Com teu sorriso falso e cintilante
Continuas a caminhar de forma radiante
Portador da luz! Que a justiça lhe puna
De uma forma da qual não houve vítima nenhuma!

Márcio Roberto : 02/02/10

A voz poética do Meu tio Hipólito Batalha ( Água Nova / RN )

Cachaça

A indústria cachaceira que eu conheço seus papéis
De quando chegou no Brasil digo no meter dos pés
Foi instalada na Bahia em mil seiscentos e dez

Conhecida no nordeste com o nome de água ardente
Se bebe pra tempo frio, se bebe pra tempo quente
Esse líquido precioso vem matando muita gente

Hipólito Batalha do Rêgo - Água Nova / RN

terça-feira, 22 de junho de 2010

Voz poética de Fátima Carvalho (Poetisa da Caatinga) Cel. João Pessoa / São Miguel

Amor com raios de lua

Hoje Minha lua!
Quero o céu alcançar
Com a sua luz me banhar
Sentir a aurora chegar
E em teus braços acordar

Hoje minha lua!
Não me deixe sem o seu claro
O meu amor logo chegará
Precisamos em teu claro ficar
E o nosso amor vamos te ofertar

Hoje, lua bela!
Vamos lhe admirar...
Em um romântico sussurrar
De um amor simples e belo
Que em teus raios florescerá

Hoje, clara lua!
O nosso amor quer se banhar
No doce claro dos seus raios
Pois não sabemos se teremos
Mais uma noite pra nos amarmos

Carvalho/19.06.2008- Texto da Obra "Florescer da Alma"

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Cala-se um canto poético do RN

Romanceira Dona Militana Morre hoje dia 19 de junho

Morreu na noite deste sábado (19 de Junho de 2010) Dona Militana, 85 anos, potiguar considerada a maior romanceira do Brasil. No início do mês de junho, Dona Militana chegou a ser levada ao hospital da Hapvida após dormir um dia inteiro e emendar com o outro sem comer nada. Foi constatada uma infecção urinária. A romanceira voltou para a sua casa localizada na comunidade Santa Terezinha, em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal, ainda com dores na perna, na cabeça e debilitada.

A morte de Dona Militana foi confirmada no início da noite deste sábado. Pelo twitter, a assessoria da Prefeitura de São Gonçalo, comunicou que a cidade está de luto com a morte da romanceira. Ainda segundo a assessoria, as últimas homenagens públicas à Dona Militana serão prestadas no Teatro Municipal de São Gonçalo a partir das 9h deste domingo (20). O sepultamento está previsto para às 14h, no Cemitério Público de São Gonçalo do Amarante.

As cantorias renderam um dia à potiguar uma comenda nacional entregue pelas mãos do presidente Lula, em Brasília, mas atualmente estavam cada vez mais restritas aos CDs já gravados com 33 raridades poéticas musicadas da Idade Média - época das Cruzadas. Dona Militana era a guardiã deste tesouro medieval repassado pelo pai Atanásio Salustino durante a colheita na roça.

Em abril de 2009, o Diário de Natal promoveu o encontro da romanceira com o folclorista Deífilo Gurgel, seu "descobridor". Por trás das valentias relatadas quando a peixeira acompanhava a romanceira nas idas e vindas à roça ou à cidade para fazer feira, Militana guardava doçura. Ria envergonhada com a mão na boca, como quando Deífilo contou da viagem feita a Sergipe para um seminário sobre o romanceiro.

FONTE: DN-Online
Posted by Espedito Carvalho

sábado, 12 de junho de 2010

Voz poética de Ademar Macedo - Santana do Mato/RN

***Uma Trova de Ademar ***

Desde a minha meninice
que eu guardo com fé tamanha,
palavras que Cristo disse
lá no sermão da montanha!...

Uma homenagem ao amigo
(Poeta falecido Diniz Vitorino)

Fica triste o cantar dos sabiás,
se a graúna, cantar, canta de dor;
fica mudo o concriz e o beija-flor
de tristeza e de dor não voa mais;
se esta morte abalou os animais
imaginem a dor do seu irmão,
ao ensaiar na viola uma canção
que ele fez para o mano Vitorino,
quando morre um poeta nordestino
nasce um pé de saudade no sertão.

Ademar Macedo/RN

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Voz poética de Shannya Lacerda : Natal / RN

RESPOSTA.

– Já disse que não me peça
para escrever ou cantar flores,
porque não o farei. Deixá-la-ei
para os amantes do perfume,
das cores, ou sei lá de quê...
não faz meu verso ficar preso
no encantamento. Ora, não sou
serpente em cesto, tão pouco
me deteria à ralas fantasias.
Agora se eu utilizasse flores
para versar, com certeza, seria
para trazer sob o jugo
imagético das flores: o real
simbólico, as vicissitudes
e as semelhanças que uma
metalinguagem mo possibilitaria.

– Não insista! Já disse: não escrevo flores!

***Shannya Lacerda*** Natal / RN

terça-feira, 8 de junho de 2010

Voz poética de Ed Santos - São Pedro do Potengi

Fé sertaneja

Fui ao sertão do nordeste
Vi a seca que assolava
Alguma chuva que dava
Era lá pelo agreste
Mesmo assim o cabra da peste
Plantava, mas não nascia
Pouca semente brotava
Vinha a lagarta e comia
Nisso o sertanejo via
O sonho se desfazendo
Lagrimas dos olhos correndo
Mais com esperança e fé
Ele volta a sonhar
O inverno vai chegar
No dia de São José

Ed Santos

         José Edivan dos Santos- ou Ed Santos é poeta com gêneros distintos, pois faz sonetos, décimas, versos livres e faz esse passeio muito bem, tanto escreve em prosa quanto em versos, tendo seu lado forte os versos rimados. O mesmo possui 2 cordeis para serem editados, além de um vasto material poetico. O poeta também é atleta master da equipe do SESI/RN.
           É industriário e possui sonhos de trabalhar com o esporte, ensinar a outros a se usufruir de uma boa qualidade de vida, via o atletismo.
           Ed Santos além disso também compõe, e já teve uma de suas músicas selecionadas no festival do SESI edição 2009, o poeta/atleta/músico vem lá de São Pedro, região do Potengi, filho de seo José Francisco dos Santos, que em vida foi mestre de boi dos reis, bastante conhecido e mereceu registro em um dos livros de Ariano Suassuana, Seo Francisco é hoje falecido, mas dona Terezinha, sua viúva mantém seu legado e hoje na cidade de São Pedro a mesma organiza e coordena a brincadeira de reis.
          Ed Santos, com toda essa herança folclórica não enveredou pelo folclore, preferiu desatar o nó da literatura, dom que herdou do seu pai.
Alguns trabalhos:
O amor é o bem maior - música
Eleitor Transgressor, Fé Sertaneja, O brabão e o baixinho, Mulher dentre outros.
Quer mais alguma coisa? isso é a memória que sei do meu poeta atleta.

MENINA! Achei Lindo o que você escreveu sobre seu Poeta Atleta

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Voz poética de Fátima Carvalho/ Poetisa da Caatinga - São Miguel e Cel. João Pessoa

Bailado das flores

É tempo de primavera,
Fim de madrugada,
Hoje iremos dançar
Um baile de formatura
É um dia especial,
Passar de botão pra flor!

Logo no despontar da manhã
Ainda molhadas de orvalho
Flores e rosas felizes
Começam a desabroxar
E em meio a tanta beleza
Exibirão suas pétalas

O tempo é breve,
A noite passa...

Surgem no horizonte
O brilho dourado
Dos primeiros raios de sol
O jardim se alegra
E espera com orgulho
A beleza de cada flor!

Calor do sol,
Cores do arco- íris,
Tempo feliz!

Há perfumes no ar,
Pássaros a cantar
E o sopro da brisa matutina
Faz ressoar...
A mágica música das flores

Anuncia o jardim Feliz :
Vem beija-flor! Borboletas,
Joaninhas e louva- Deus!
As flores lá no jardim
Estão a se apresentar
O sol majestoso desponta
Contempla e banha as flores!

Calor do sol,
Cores do arco- íris!
Tempo feliz!

Vida breve.
Cheiro e beleza de flores...
No jardim da existência
As flores têm seu reinado
Viverão só por um dia
Mais serão eternizadas!

Carvalho/2007
Texto publicado no blog da Escola de Gestores Da UFRN em 13.07.07  e em 2009 na Obra "Florescer da Alma".

sábado, 5 de junho de 2010

Voz poética de Ana Sara Alves de Carvalho ( Poetisa Encantense)

Estou clamando tua presença...

Aonde pretendes ir?
Estou clamando tua presença
Mas
Jogastes meus sonhos ao vento
Desenhou em um papel
A tua nova direção...

E hoje sei porque demoras
Nunca é fácil dizer não
Alguém tem que sentir
Tua falta nas manhãs
E alguém...
Tem que despedaçar o coração

Sonhei outra vez com teu nome
Mas não tenho claro
Respostas pra minhas perguntas
Por que se afastas e não as alcança?

O tempo não para...
As lentas horas me trazem uma canção
E agora dependo destas horas
Horas que me deixam com a solidão

Maldita estação de pensamentos
Que me prende a lembrança
Que um dia nos amamos
Mas que agora!
Já não me amas mais...

Queria apenas esquecer
Que um dia deixei de te amar...

Ana Sara Alves de Carvalho
Natal / RN -2003
Essa imagem é de Ana Sara e Filipo, seu esposo ( jovem italiano) 
(Nessa época do poema, a poetisa era uma adolescente de 16 anos)