Fé sertaneja
Fui ao sertão do nordeste
Vi a seca que assolava
Alguma chuva que dava
Era lá pelo agreste
Mesmo assim o cabra da peste
Plantava, mas não nascia
Pouca semente brotava
Vinha a lagarta e comia
Nisso o sertanejo via
O sonho se desfazendo
Lagrimas dos olhos correndo
Mais com esperança e fé
Ele volta a sonhar
O inverno vai chegar
No dia de São José
Ed Santos
José Edivan dos Santos- ou Ed Santos é poeta com gêneros distintos, pois faz sonetos, décimas, versos livres e faz esse passeio muito bem, tanto escreve em prosa quanto em versos, tendo seu lado forte os versos rimados. O mesmo possui 2 cordeis para serem editados, além de um vasto material poetico. O poeta também é atleta master da equipe do SESI/RN.
É industriário e possui sonhos de trabalhar com o esporte, ensinar a outros a se usufruir de uma boa qualidade de vida, via o atletismo.
Ed Santos além disso também compõe, e já teve uma de suas músicas selecionadas no festival do SESI edição 2009, o poeta/atleta/músico vem lá de São Pedro, região do Potengi, filho de seo José Francisco dos Santos, que em vida foi mestre de boi dos reis, bastante conhecido e mereceu registro em um dos livros de Ariano Suassuana, Seo Francisco é hoje falecido, mas dona Terezinha, sua viúva mantém seu legado e hoje na cidade de São Pedro a mesma organiza e coordena a brincadeira de reis.
Ed Santos, com toda essa herança folclórica não enveredou pelo folclore, preferiu desatar o nó da literatura, dom que herdou do seu pai.
Alguns trabalhos:
O amor é o bem maior - música
Eleitor Transgressor, Fé Sertaneja, O brabão e o baixinho, Mulher dentre outros.
Quer mais alguma coisa? isso é a memória que sei do meu poeta atleta.
MENINA! Achei Lindo o que você escreveu sobre seu Poeta Atleta
Este espaço, tem como objetivo principal, divulgar as vozes poéticas da caatinga nordestina,em grandeza, beleza e dificuldades...Vozes daqueles(as) que vivem a respirar pela arte, o silêncio e os gritos do povo e da terra deste lugar... Mostraremos retratos sentimentais de um bioma rico em diversidade de vidas e culturas, mas que no entanto, pouco é estudado, e menos ainda compreendido...Um bioma que muda a cara para sobreviver as prolongadas estiagens...
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