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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

O Sentir de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga















Uma cultura de amor

Em cultura bem singela
Nasci e fui batizada
Vivendo com poucos recursos
Aprendi valorizar
O ato de ajudar
Quem da gente precisar

E assim crescemos todos
Num viver bem coletivo
Uns aos outros se doando
Só buscando ser feliz
Dividindo ou se somando
O pouco que conseguíamos

Nessa vida tão escassa
Onde todos tinham pouco
Toda criança aprendia
Conjugar o verbo amar
No presente e no passado
Pra preparar um futuro
Onde a felicidade
Conosco  lá nos levasse

Quem na vida construiu
Suas veredas pra trilhar
Enquanto isso fazia
De tudo um pouco aprendeu
E nesse viver foi moldado
Por linguagens de amor

Amor que forte nos tornou
E hoje é a nossa força maior...

Natal / 26.10.09

Texto da minha Obra "Retratos Sentimentais da Vida na Caatinga"

Sentindo a Serra - Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga
















Sentindo a Serra

Na grandeza lá da Serra
Tão pequenina me sinto
Parecendo passarinho
Que no céu pode voar
Vejo o mundo infinito
E do alto eu contemplo
O mais lindo horizonte
Onde mora os sonhos meus...

Na imponência da Serra
O vento canta pra gente
Emitindo os sons da terra
Em brisas ou tempestades
É possível escutá-lo
E também sentir os cheiros
Das flores que ele tocou
Quando por elas passou
E  também ficou cheiroso...
                 ***
Natal /13.11.09
Texto da minha obra "Retratos Sentimentais da vida na Caatinga"
 Fotos de minha autoria

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Rituais do anoitecer... Voz poética de Fátima Alves

Rituais do anoitecer...

A flor de mansinho vai murchando
No horizonte sereno nuvens rosas chegam
Pra esperar o sol que já vai embora

A floresta rituais prepara
No escuro animais despertam
E também há flores a desabrocharem

Lá no céu surgem as estrelas
Todas orgulhosas pra brilhar no mar
E lançam junto a lua sua luz de prata

E o mar recebendo a noite
Dança em altas ondas
Por ficar feliz banha toda a praia

A coruja com sabedoria
Tudo ela enxerga na escuridão
E voa sozinha com bem atenção

A família do animal humano
Se reúne à mesa janta e conversa
Depois no terreiro admira o céu

O silêncio guardião da noite
Vai e vem com o vento
E com véu de paz cobre os que dormem
                        ***
Poetisa da Caatinga
Natal/10.02.09

“Dedicado as noites no campo”
Texto da minha obra Palavras Singelas e Encantamentos...

Estrela minha! Voz de Poetisa da Caatinga

Estrela minha!

Penso em ti
Brilho
distante
E quando durmo
Te vejo em sonho

És para mim
Ponto de luz
Que o meu sono
Vem clarear...

No teu espaço
Em alma chego
Mas eu não sei
Quando irei

E acredito
Na eternidade
Que vai levar-me
Pra te encontrar...
          ***
Fátima Alves/Poetisa da Caatinga
Natal,01.04.09
Texto da minha obra Palavras Singelas e Encantamentos...

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Um poema para a Lua!

Lá vem a lua toda minguante
Muito esperei por esse instante
Quase dormi de tanto esperar
Pensando em vê-la o céu enfeitar
Doce magia na noite serena
Que quando chega...
Minha alma se encanta
E pra ela em versos canta!

Lua minguante!
Linda e às vezes triste
Por que ficas assim?
Será que um terno anjo
Resolveu te fracionar?
E levou tua metade...
Lá pra o sol te contemplar?
Porque você vive tão só
E ele quer te encontrar...
Ainda que pela metade!

Ah, lua minguante!
Pra mim não importa
A forma como estais...
Haverei de te amar
Independente da imagem
Que você pra mim mostrar
E mesmo que não te veja
Ainda assim te amarei...
             ***
Poetisa da Caatinga

Natal,14.02.09

Texto da minha obra "Palavras Singelas e Encantamentos"

O menino que não tinha um nome

Certa vez um menininho
De nome nunca lembrado
Queria saber o porque
De não poder ser chamado
E um dia saiu pelo mundo
Pra seu nome encontrar

O menino caminhava
E a todos perguntava
Onde havia um nome
Sem um dono batizado
Mas ninguém lhe informava
Onde esse nome estava

Caminhava dia e noite
Querendo encontrar seu nome
Numa noite muito triste
Chegou num imenso deserto
E Ali dormiu  na  areia fria
Cansada de tanto andar

Enquanto o menino dormia
Um lindo sonho ele teve
Sonhou que uma fada dourada
Lhe trazia uma caixa trancada
Lá  dentro seu nome estava
Mas a chave... ele tinha que encontrar
E a caixa não podia ser violada

Quando o menino acordou
Percebeu  que estava no deserto
Mas como por  um milagre
Perto de um oásis ele estava
 E ai, saiu correndo pra lá
Querendo a caixa encontrar

E ao chegar no oásis
A caixa logo ele vê
Então percebe que o sonho
foi uma visão lá do céu
E agora  já tem o seu nome
Mas ainda não sabe qual é

Procurou por todo o oásis
E não encontrou a tal chave
Novamente a noite chegou
E o menino cansado dormiu
E mais uma vez a tal fada
Lá em sonho com ele falou

Ela disse que ia lhe dar
Uma pista  bem fácil de ler
E na areia daquele deserto
Escreveu oito letras encantadas
Elas eram o segredo da fechadura 
Mas precisava a palavra formar
Antes do vento da noite chegar
E  se acaso o vento chegasse
logo as letras seriam apagadas

E quando o menino acordou
Na areia  estavam as letras
Aí  com muita esperança
Essas letras ele  olhou
E foi escrevendo com elas
O que um anjo lhe mandou

O anjo lhe ensinava dizendo
A 1ª é a letra da fada
A 2ª é a letra esperança
A 3ª é a letra da lua
A 4ª é a letra do irmão
A 5ª é a letra da compreensão
A 6ª é a letra da igualdade
A 7ª é a letra da distancia
A 8ª é a letra do amor
A 9ª é a letra do diálogo
E a 10ª é a letra do encantamento

Depois de errar várias vezes
O menino enfim acertou
A fechadura se abriu
E  lá naquela simples caixa
Uma placa ele encontrou
Escrito nela estava
A palavra que ele formou
Então o menino gritou
Felicidade! Eu sou o teu dono!
O resto da história você é quem faz...
                     ***
Texto da minha Obra "Florescer da Alma"
 
Dedicado a minha sobrinha Gabriela Mabel de 09 anos





quinta-feira, 25 de julho de 2013

Voz poética de Yzabelly e Ysabell - Brinquedos cantados



Crianças nordestinas cantam!

Olé mulher rendeira
Olé  Mulher rendar
Tu me ensina a fazer renda
Q’eu te ensino a namorar
Debaixo da laranjeira
Deixei o meu violão
Fui buscar mulher rendeira
Perdi o meu coração!
J
Juazeiro pequenino
Carregado de fulor
Eu também sou pequenino
Carregado de amor!
J
Lampião subiu a serra
Com alpercata d’algodão
A alpercata pegou fogo
Lampião de no chão!
J
La  vem a lua saindo
Por de traz da bananeira
Não é lua! Não é nada!
É a bandeira brasileira!
:)

Sabedoria popular: Cantos infantis
Fátima Alves: Poetisa da Caatinga
Natal, 25.07.2013


sexta-feira, 19 de julho de 2013

Chuva na Caatinga nordestina - Fátima Alves - Poetisa da Caatinga

Chuva na caatinga nordestina

Chuva!

Alegria traz!
Lágrimas angelicais
Desejadas e amadas
Pelas vidas tão sofridas

Gotas de vida!
Banho de amor
Que acaba a poeira
E faz renascer o verde

Choro feliz!
Vindo dos céus
Pra acordar
E alegrar nosso nordeste

Chuva !
Lágrimas santas
Águas de São José
Que a caatinga quer beber
Pra assim sobreviver...
            ***
Poetisa da Caatinga

Natal/14.05.09


quarta-feira, 3 de julho de 2013

Poetisa da Caatinga verseja sobre a chuva e a solidão...


















Um dia de chuva!
     Cheio de solidão...

Nesses dias...
O tempo tem me trazido solidão
Estar chovendo muito
Dia e noite, sem parar
O sol não aparece
E o frio me abraça
É inverno no litoral nordestino
Minhas roseiras estão lindas
Mas os pássaros e as borboletas
Que costumam lhe visitar
Com certeza estão recolhidos
Em seu habitat...
Abraçados também pelo frio
Porém, felizes!
Pois chuva aqui... traz felicidade
Muita felicidade!
E eu, apesar de sentir essa felicidade
Que a chuva traz
Em cada uma de sua gotas
Sinto também, o abraço da solidão
E ele alonga meu dia...
Deixando-me ansiosa e saudosa
De muita coisa já vivida
Em tempos de chuva
Lembro-me!
Do fogão a lenha que nos esquentava
Da roça verdejante e cheirosa
Do rio a correr...
E da nossa esperança
Depositada nas gotas de chuva...
E se penso no passado próximo
Lembro-me!
De levar as crianças a escola
E dos cuidados que tinha
Para com elas nesse período
E por ter tanto pra fazer
Eu não sentia solidão...
Mas hoje, quando o dia estar assim
Com tanta chuva!
Que não dar para ir trabalhar
Fico sozinha em casa...
E pra espantar a solidão saudosa
Simplesmente escrevo o que sinto...
                  ***
Poetisa da Caatinga


Natal,23.06.09
Texto do meu 2º livro"Retratos Sentimentais da Vida na Caatinga"

 Foto da minha autoria

Nascer humilde - Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga
















Nascer humilde
Terra vermelha
Seca e rachada
Meu coração
Ali nasceu

E bem depressa
Com ar de graça
Primeiros passos
Lá caminhou

Sorrindo viu
Toda a beleza
Do céu azul
A lhe encantar

E quando vinha
A noite escura
Milhões de estrelas
Lhe visitavam

Forte e feliz
Meu coração
Em braços ternos
No amor cresceu

E da pureza
Daquele mundo
Voou com o vento
Numa canção

Mas ao partir
Daquela terra
Sonhos angélicos
Ali plantou...
        ***
Poetisa da Caatinga

Natal, 02.04.09
Texto do meu 2º livro "Retratos Sentimentais da Vida na Caatinga"


sábado, 22 de junho de 2013

Morte de Dr. Aliatá Chaves de Queiroz

Morre o ex-prefeito de Pau dos Ferros Aliatá Chaves de Queiroz

O ex-prefeito de Pau dos Ferros, Aliatá Chaves de Queiroz, conhecido popularmente como “O Baiba”, faleceu na noite de ontem na UTI do Hospital Wilson Rosado, na cidade de Mossoró.

Aliatá foi internado no hospital Regional de Pau dos Ferros no início deste mês quando sofrera um infarto. Após uma reanimação histórica (depois de quase 20 minutos de parada cardiorrespiratória), o ex-prefeito fora transferido para Mossoró, onde veio a óbito na noite de ontem.

O médico Aliatá Chaves de Queiroz era natural de Pau dos Ferros e tinha 71 anos. Ele foi vice-prefeito de José Fernandes de Melo no período de 1982-1987 e Prefeito do município no período de 1993-1996.

*Blog do Jean Carlos

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Voz e letra de Luiz Gonzaga - Pedido a São João

Se Deus quiser vou me embora pro sertão
Pois a saudade me aconselha o coração
Manda que eu vá convidar Dona Chiquinha 
para ser minha madrinha na Fogueira de São João

Chegando lá desabafo minha mágoa
Encho uma garrafa d'água depois enterro no chão
Peço a São João que apele pro Soberano
Pra saber se para o ano chove cedo em meu torrão

Se Deus quiser vou me embora pro sertão
Pois a saudade me aconselha o coração
Manda que eu vá convidar Dona Chiquinha 
para ser minha madrinha na Fogueira de São João

Chegando lá desabafo minha mágoa
Encho uma garrafa d'água depois enterro no chão
Peço a São João que apele pro Soberano
Pra saber se para o ano chove cedo em meu torrão

                          ******

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Fátima Alves: Poetisa da Caatinga Lembra a festa Junina de 2009




Nordeste em festa

Noite orgulhosa e festiva
Ruas enfeitadas com bandeiras
Fogueira acesa clareia
O terreiro e a rua pra dançar
Um forró de grande arrasta pé
Tem festa junina e quadrilha
É casamento de Ritinha e José

Explodem-se fogos brilhantes
Pra acordar os santos festeiros
E a noite se alegra com mil cores
Pra receber Antonio, João e Pedro
Numa festa animada
Pra ninguém botar defeito
Arraiá do meu nordeste
Que conquista nosso Brasil
***
Fátima Alves: Poetisa da Caatinga

Natal /22.06.09
                                    Texto do meu livro "Retratos Sentimentais da Vida na Caatinga"

terça-feira, 28 de maio de 2013

Inverno na Caatinga - Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga

                                            

**Inverno na Caatinga**
 
Inverno na Caatinga
Traz verde em tons diversos
Traz flores em qualquer canto
Traz fartura na roça e no campo
Traz esperança a quem mora lá
A mata logo ressuscita
O rio volta a correr pelas campinas
Os animais retornam de suas migrações
As borboletas multicores voam felizes
O vento sente o seu frescor
Misturar-se ao perfume da mata
A noite é cheia de cantares
Escuta-se um coral com vozes
Dos rios, riachos e cachoeiras
Dos sapos e grilos
Dos trovões
E do vento a sibilar
Nos telhados e árvores
Tudo ali é belo
E infinitas vidas
Aparecem em cores e formas
Há uma explosão de felicidade
E num espetáculo magnífico
A caatinga encanta os olhos
Da alma sensível
Que para ela seu olhar lançar...
                   ***
Poetisa da Caatinga
Natal/26.05.09
                  ***
Homenagem a minha sagrada Caatinga-Berço onde nasci!
Texto do meu livro "Retratos Sentimentais da Vida na Caatinga"- 2010

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Andando no meu paraíso... A Caatinga verde - Voz de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga

                                 Andando no meu paraíso... A Caatinga verde

Infinitamente verde e florida
É assim que estar nossa caatinga
Um paraíso a encantar a alma
E hoje pude passear livremente
Como antigamente
Nos tempos em que lá morava
Com o coração cheio de júbilo
Andei a contemplar
Grandes e minúsculas belezas
Pelos campos e beiras de estradas
Em família
Colhi flores
Senti o cheiro da terra
Escutei o barulho das águas
E admirei com os olhos da alma
A vida que explode de alegria
Em cores e sons
Na fauna e na flora
Da nossa magnífica e tão minha
Sensível caatinga
Depois de tudo de belo e harmonioso
Que tive o privilégio
De mais uma vez contemplar
A minha alma voltou envolvida
Por um manto de alegria
Que agora guardei em meu coração
E peço a Deus
Que quando um dia
Eu não estiver mais nesta dimensão
Tenha deixado no meu paraíso
Nessa bela terra
Algumas sementes plantadas
Em corações férteis
Para que possam infinitamente
Perpetuar esse amor
Que sempre esteve
Bem dentro da minha alma
E se possível for
Que o meu coração
Com os meus sentimentos
Seja plantado
Num lugar verde
No topo da mais alta serra
E que possa ser transformado
Numa frondosa árvore...
***
Fátima Alves: Poetisa da Caatinga
Natal: 25.05.09
Texto publicado em 2010 na obra "Retratos sentimentais da Vida na Caatinga"

Voz maviosa de Zé Ramalho - Lamento Sertanejo


Foto de Zé Ramalho
Lamento Sertanejo
Zé Ramalho
Composição: Gilberto Gil e Dominguinhos
Por ser de lá
Do sertão, lá do cerrado
Lá do interior do mato
Da caatinga, do roçado
Eu quase não saio
Eu quase não tenho amigo
Eu quase que não consigo
Viver na cidade
Sem ficar contrariado

Por ser de lá
Na certa por isso mesmo
Não gosto de cama mole
Não sei comer sem torresmo
Eu quase não falo
Eu quase não sei de nada
Sou como rês desgarrada
Nessa multidão
Boiada caminhando a esmo

              ***
Essa música parece muito comigo.

Fátima Alves - Poetisa da Caatinga

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Imagem de plena paz - Gêmeos deram as mãos depois de nascerem

Imagem 83 de 83

17.mai.2013 - Os gêmeos Danel e Maria deram as mãos pouco depois de nascerem em San Sebastián, na Espanha. O registro do momento especial causou comoção nas redes sociais espanholas e logo ganhou o mundo. A foto foi tirada por um enfermeiro da maternidade e, segundo o obstetra Javier Rodríguez, que fez o parto dos gêmeos, o momento foi algo quase instintivo: "Os bebês se buscaram inconscientemente, como se quisessem prolongar fora do útero a sensação de estar tanto tempo juntos", disse o médico EFE
Informações sobre o álbums
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  • link: http://fotos.noticias.bol.uol.com.br:80/imagensdodia/2013/05/13/confira-os-fatos-da-semana-entre-13-e-17-de-maio.htm

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Para uma Roseira que sobreviveu a seca de 1958


Para uma Roseira que sobreviveu a seca de 1958
Minha Mãe!

   











      Era 1958, uma grande seca assolava vários municípios do Nordeste, e aqui no RN num povoado chamado Baxio de Nazaré, na época, pertencente a São Miguel (área serrana) do alto Oeste deste Estado, morava Minha Roseira, aquela que mais tarde desabrocharia botões, flores e finalmente frutos... E seria minha Mãe!
    Dizem que a minha Roseira, ainda sem botões e sem flores, já se mostrava linda... Mas naquela terrível seca, para não morrer por falta de nutrientes, seus pais a passaram para ser cuidada por uma tia (Maria José) que tinha mais condições.
E a Roseira ainda menina
Teve que deixar seu lar
Seus irmãos e irmãs
Seus amigos e amigas
E eu, fico pensando... Será que ela chorou?
Ou por ser inocente se alegrou?
Sei que lá junto a sua tia
Ela viveu feliz por vários anos
Transitando entre a saudade e a bonança
Coitada da minha mãe Roseira!
Menina morena!
De olhos cor de jabuticaba
Era magra, com cintura fina feito pilão
E tinha lindos e longos cabelos pretos
Mais belo ainda!
Era seu nome!
Maria Jacira!
Nome de Santa e de Índia
Essa roseira, tinha um apelido
Todos a chamavam de Jarina
E por esse nome ficou conhecida
Jarina, é uma linda e imponente planta da Região Amazônica
Da qual, de cujos frutos, saem belas sementes
E os povos da floresta, os transforma em lindos colares
Eu não sei o porquê desse apelido
Mas adorei! Quando conheci a história da planta.
E minha Roseira, num cenário de seca e terror
Viveu bons momentos...
Num tempo em que a fome
Matava muitos membros das famílias
Algum tempo após essa seca
A Roseira voltou para seu lar
E lá, só ficou por pouco tempo
Pois logo, ela encontrou um cravo
E com ele se casou.
Ah! Penso que não era o cravo esperado
Ele apenas a seduziu pela beleza
Que nela havia
E todo ano essa Roseira junto a esse cravo
Gerava um botão que depois
Desabrochava em flor
Mas a flor murchava e caía
Não chegava a frutificar
E alguns botões nem desabrochavam,
Caiam antes mesmo de chegar ao estágio de flor
Eu fui seu segundo botão a desabrochar e virar fruto
Pois o primeiro murchou e morreu assim que desabrochou
E de todos os botões e flores da minha Mãe Roseira
A natureza selecionou apenas 08 (oito)
Para chegar a ser flor e fruto
E começar um novo ciclo de vida
E assim,
De tão sofrida pela vida...
De tanto lutar para sustentar seus frutos
Maria Jacira
Ou
Simplesmente Jarina
Adquiriu várias patologias
Inclusive mental e cardíaca
Mas ainda em vida
Ela viu e contemplou a beleza
Dos seus frutos que a vida selecionou
E lhe deu como Dádiva de Deus
Depois ela se foi...
Para sempre!
E eu vivo a escrever para ela
O que em vida tinha vergonha de dizer
Coisas da nossa cultura familiar...
A gente não era apegada fisicamente
Porém, entre nós, sempre houve um eterno amor.
Te amo! Minha Roseira Maria Jacira
Ou apenas,
Minha Mãe Jarina...
Uma frágil Roseira
Santa e Índia!

       ***
Fátima Alves/ poetisa da Caatinga
Natal/30.11.2011

terça-feira, 14 de maio de 2013

Um acróstico para Gabriela Mabel ( minha Sobrinha)

Oi Mabelzinha!
Gosto tanto de ser sua tia!

Amável e linda tu és!

Bela tal como uma flor

Risos branco de ternura

Inteligente e sensata

E da mãe és uma estrela

Luz  que clareia ela

Amor que lhe faz feliz!
:)
Menina de fino trato
A gente só quer teu bem
Bondosa sabes que és!
E toda a família te ama
Lua Nova de nossas vidas!
               ***
Fátima Alves: Poetisa da Caatinga
Natal: 14.05.2013



 

Amor de mãe!



Patrícia e seu filho Thiago Batalha. Olha o que diz Thiago para a sua mamãe!
Mãe!
O nosso amor é como um vulcão
Quando explode
Sai um monte de coração
( autor: Thiago Batalha)

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Em pleno dia! Encontrei uma Coruja... Voz de poetisa da Caatinga Potiguar

Em pleno dia! Encontrei uma Coruja...Na beira da estrada carroçada
Pousada numa estaca da cerca de arame
Lá estava uma coruja
Com jeito de espiã daquela terra
Quando a avistei me surpreendi
Pois ela não voou do seu lugar
Nos deixou bem perto chegar
Parecendo querer nos conhecer
E pra maior surpresa nossa
Se deixou fotografar várias vezes
Enquanto girava sua cabeça até 180 graus
E parecia estar olhando em nossos olhos
Nos fazendo ficar por ela encantados
Pobre coruja!
Tão linda!
Tão sensível
Tão útil
Tão incompreendida...
Tão pouco vista...
Até quando poderá viver ali
E pousar em liberdade
A vigiar seu espaço
Na beira de qualquer estrada
Magnífica coruja!
Para os gregos és símbolo de sabedoria
E para outros povos és símbolo de agouro
Porém, para quem aprendeu a amar a natureza
Tu és simplesmente uma ave noturna
Necessária ao equilíbrio do planeta
Que precisa ser conhecida e preservada
E sobretudo amada...
Para mim tu és minha irmã
Porque considero a terra minha suprema Mãe

Maria de Fátima Alves de Carvalho
Natal:20.09.09
 Créditos da foto : do meu filho Espedito Segundo

“Aos que amam a natureza”
Texto publicado em minha Obra "Retratos Sentimentais da Vida na Caatinga".


Manhã Alegre - Fatima Alves - Poetisa da Caatinga

 
 
Manhã alegre!
Sabe a coruja que vem chegando
E se prepara pra repousar
Um véu de ouro
Lá no horizonte
Vem clareando
E as estrelas vão descansar
Desperta a mata
E acorda os pássaros
Que saem dos ninhos
Pra lhe esperar
Cantando em coro a lhe encantar
Lá vem o Sol! Todo orgulhoso
No mar desponta em esplendor
Com mornos raios
A nos banhar
Em pouco tempo
Sobe a serra
Acorda as flores
E vai reinar...
      ***
Fátima Alves/Poetisa da Caatinga
Natal: 13.11.08
Texto da minha Obra: "Retratos Sentimentais da Vida na Caatinga
Foto: Emanoel Milhomens de Carvalho

**Inspiração na janela**- Poetisa da Caatinga

 
Inspiração na janela

Da janela da minha casa
Vejo o mundo do meu jeito
E um velho cajueiro
Me traz muita inspiração

Á sua sombra abriga
Um pequeno jardim verde
Onde uma samambaia
Quer pra ela o meu olhar

Pra mim tudo ali é lindo
E bem pertinho da janela
Vive exalando cheiros
Minha bela Rosa prata

Mas adiante há bugaris
Pequeninas rosas brancas
Que me encantam com beleza
E perfumam meu viver

Também tem jasmim vermelho
Que de tanto ser cheiroso
Enciúma a Rosa Amélia
E a faz pensar que ele
Vai roubar o seu perfume

E ainda tem hibiscos
Esbanjando sua beleza
Que atrai o beija-flor
Por preferir suas cores

Nesse jardim todos se amam
E nem por isso deixam de ter
Um ciuminho tão danado
Pra ganhar o meu olhar
Quando chego na janela

Fátima Alves/Poetisa da Caatinga
Nata:16.05.09
Texto da minha Obra:" Retratos Sentimentais da Vida na Caatinga"

segunda-feira, 1 de abril de 2013

**Clamando por Chuvas!** - Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga

  
**Clamando por Chuvas!**

Oh, Sagrada Chuva!
Onde tu estais?
Estamos a te esperar...
E quase não há mais esperanças
Já roubamos O Santo!
Acendemos velas!
Oramos e rezamos sem parar!
Até chegar o dia de São José
E quem roubou esse Santo
O devolveu em procissão
Porque no seu dia
As nuvens banharam a Caatinga
Mas pararam por aí!
Onde está a chuva meu Deus?
São José não é mais ouvido?
Onde foi parar os clamores
Dos nordestinos protestantes?
Que pediram diretamente a ti
E Tu, também não os ouvistes?
Oh, Pai! O cenário é triste...
Muito triste! É terrível de se ver!
Já falta a água em muitos lugares
E os animais estão morrendo
Na beira das estradas
Por falta de comida e água!
Oh, Pai Altíssimo!

Escuta os clamores do teu povo
E manda chuva!
Porque em qualquer tempo
Na Caatinga a Chuva é Sagrada
Oh, Pai de Misericórdia!
Muda esse quadro de horror
E faz descer do céu
O esplendor das tuas nuvens
Para salvar os animais que de fome e sede
Estão fracos e tremendo
Caindo e agonizando
Sob Sol escaldante na beira das estradas
Muda Pai!
Muda este cenário!
Devolve a vida A Caatinga!
Teu poder tudo pode!
***

Fátima Alves: Poetisa da Caatinga
Natal: 01.04.2013