| Foto de autoria de Emanoel Milhomens O tempo vida... Vida vivida... Vida sentida... Vida sonhada... Em todas estar o tempo, E todas passam no tempo. Vida vivida... Tempo passado, Ficou distante... Hoje vivo em memória, Em cores, cheiros, falas, Alegrias e dores. Vive na alma, E de alguma forma, O tempo não passa... Somos nós que por ele passamos. Vida sentida... Tempo presente. Agora! Pulsa em nós, É real. Nela estamos. Muda sempre... As vezes, é dura, fria, escura... Também amarga, sem cor. Tempo monótono, demorado, Mas instável... De repente... Nos surpreende, Torna-se macia, aconchegante, clara, Fica doce e bem colorida... Tempo feliz! Muito veloz. Vida sonhada... Mistura de tempos, Presente, passado e futuro. É ideal, mas não é real. O tempo sonhado é uma ponte Que nós mesmos construímos, Passagem do real ao desejado. Transitamos nela a todo momento, Lá não existem fronteiras, Nem passado, nem futuro. Qualquer tempo... Pode ser presente, Se vivido em fantasia, Só na mente... E por isso, não se gasta. Volta sempre que buscamos, Independente da estação... O tempo... É história. Evolução... Nós passamos no tempo. A vida passa, se gasta, Termina, recomeça... Veloz ou lenta... Depende de cada história. Fátima Alves – Poetisa da Caatinga Natal / 2008 |
Este espaço, tem como objetivo principal, divulgar as vozes poéticas da caatinga nordestina,em grandeza, beleza e dificuldades...Vozes daqueles(as) que vivem a respirar pela arte, o silêncio e os gritos do povo e da terra deste lugar... Mostraremos retratos sentimentais de um bioma rico em diversidade de vidas e culturas, mas que no entanto, pouco é estudado, e menos ainda compreendido...Um bioma que muda a cara para sobreviver as prolongadas estiagens...
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Caatinga/ mandacaru em flores
Visitantes
sábado, 15 de setembro de 2018
O tempo vida... Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga
sexta-feira, 20 de julho de 2018
Amigo é... Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga
Foto de Autoria de Jãnia Souza
Amigo é...
Amigo é...
Quem fica do
nosso lado em qualquer
Situação.
Tem o cuidado
de regar os nossos sonhos,
Os nossos
erros nos aponta com atenção,
Nos
acompanha pra florir nossos
Caminhos
E tem morada
lá no nosso coração.
Amigo é...
Um pouco
pai, um pouco mãe, um pouco
Irmão.
Pai que
exorta admira e aconselha,
Mãe que
acompanha, ampara e aconchega,
Irmão leal
com quem podemos contar.
Amigo é...
Cheiro de
chuva em tempos de seca,
Água potável
em tempos de cheias,
Mesa bem farta em tempos escassos,
Mãos que
amparam se estamos sozinhos,
Raio de luz
em meio a escuridão...
***
Fátima Alves
– Poetisa da Caatinga
Natal,17.01.2008
Texto
publicado no meu 1º livro “Florescer da Alma”
terça-feira, 26 de junho de 2018
Mufumbo - Voz poética de Emanoel Carvalho
MUFUMBO
Numa viagem que fiz lá pra minha região
Parei no alto da serra pra admirar a visão
E a cem metros um arbusto me chamou muita a atenção
Era um mufumbo florido que quase folhas eu não via
Coberto de flores amarelas muito pequeneninhas
Com um perfume que embriaga quem dele se avisinha
Me sentei debaixo dele e fiquei admirado
Como é bela a natureza e ter nos presenteado
Com tanta beleza e perfume me senti em um reinado
Pena saber que seus galhos por ser resistente e forte
Usam pra cabo de emxada, martelo, foice e chicote
EMANOEL CARVALHO
20/11/2011
Parei no alto da serra pra admirar a visão
E a cem metros um arbusto me chamou muita a atenção
Era um mufumbo florido que quase folhas eu não via
Coberto de flores amarelas muito pequeneninhas
Com um perfume que embriaga quem dele se avisinha
Me sentei debaixo dele e fiquei admirado
Como é bela a natureza e ter nos presenteado
Com tanta beleza e perfume me senti em um reinado
Pena saber que seus galhos por ser resistente e forte
Usam pra cabo de emxada, martelo, foice e chicote
EMANOEL CARVALHO
20/11/2011
Foto de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga
Postado por Filho de Gaia às 16:48
sábado, 21 de abril de 2018
Chove na Caatinga! Voz poética de Fátima Alves
Foto de Autoria de Emanoel Milhomens
E a Caatinga de
repente acordou
Se cobriu toda de verde
Verde de vários tons
E agora sorri florida
Para os céus!
Chuva aqui é benção...
É amor de Deus por
nós!
É tudo de bom !
Que nós sertanejos e sertanejas
Esperamos todo ano...
E quando chove
celebramos
O amor! A fartura! E
a felicidade...
Somente quem vive na
Caatinga
É que sabe realmente
O valor que tem
Uma sagrada chuva...
Pois nosso mundo se
transforma
Acendendo a
esperança!
***
Maria de Fátima Alves de Carvalho
( Poetisa da
Caatinga)
Natal,15.04.2018
terça-feira, 27 de março de 2018
Falta chuva na Caatinga...Voz poética de Poetisa da Caatinga
Foto de autoria de Fátima Alves / Poetisa da Caatinga
Aqui no RN a Caatinga pede preces
Para Deus fazer chover
Nessas terras semiáridas
E seu povo bem feliz!
Ver crescer as
plantações
Que de tanta estiagem
Já começam a morrer!
Pois o sol está
queimando
Cada dia um pouco mais...
E a gente fica triste
Nesse cenário de dor!
Ninguém aguenta mais
Tantos anos de
secura!
A natureza sofrendo
Por não receber mais
as chuvas
Rezas !
Promessas!
Louvores!
De tudo a gente já
fez...
Mais parece que Deus
Não escuta!
Esse povo sofredor...
Chegamos a pensar isso!
Quando olhamos para o céu
E entregamos a alma
Para ele socorrer...
Meu Deus manda a
chuva!
Pra gente deixar de
sofrer...
***
Maria de Fátima Alves
de Carvalho
(Poetisa da Caatinga)
Natal,27.03.2018
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
Extenso verão... Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga
Extenso verão...
Ah verão! Que não passa...
Não maltrate mais o povo!
Se retire por favor!
E deixe o inverno
chegar...
Aqui só temos duas estações
O período da seca
E o período da chuva
Mas sempre prevalece
O tempo seco
E nesse tempo a caatinga dorme...
Parecendo está morta!
É um período de
privações
E sofrimentos...
Porque nos falta a
água!
Somente quem é da
caatinga
Pode sentir de fato
O valor de uma chuva...
Aqui nós imploramos
A Deus para chover
E chover muito
O suficiente para
Uma colheita farta
E para encher açudes e barragens
Tudo isso para nós é felicidade!
Pois plantar e colher
Traz dignidade e bem
estar
Para a gente da
Caatinga
Essa gente que tem
Por natureza...
Uma alma boa e
forte...
***
Maria de Fátima Alves
de Carvalho
Poetisa da Caatinga
Natal,30.01.2018- Créditos das fotos: Fátima Alves - Poetisa da Caatinga
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
Um Natal Espiritual - Voz poética de Poetisa da Caatinga
Imagem retirada do google
Um Natal espiritual
Um natal espiritual
Foi o que nos ensinaram a conhecer
Nele não havia essas festas
Nem presentes
Em papai Noel a gente nunca acreditou
E ainda bem que aprendemos assim
Porque ficaríamos muito tristes
Humilhados e infelizes
Se o bom velhinho não nos visitasse
Se todo ano nos esquecesse
Sem nunca se justificar
Mas não tínhamos essa fantasia
Por isso não houve lacuna na ausência
Do tão querido papai Noel
Nosso Natal era diferente...
E a gente o sentia de forma real
Em espírito!
O comércio ainda não tinha chegado
Entre nós com sua boca de dragão
Para deturpar o sentido do nosso natal
No mês de dezembro
Mesmo vivenciando grandes dificuldades
Havia uma magia a nos envolver
E nossos corações se preparavam
Para uma festa celestial
Onde Jesus menino viria nos visitar
No momento em que nascesse
Nisso nós acreditávamos
Então, quando chegava o dia 24 de dezembro
Nossos casebres eram arrumados
A comida era melhorada
Tinha sabor e cheiro especial
E nossas roupas, as vezes novas, as vezes não
Eram passadas e penduradas com carinho
Para vestirmos na missa da madrugada
Lá na igreja da nossa pequena cidade
Onde todos se confraternizavam
Com um abraço e palavras de feliz Natal
Depois da missa os jovens ainda ficavam
Na praça da igreja ou na festa dançante
Que sempre havia nessa noite
E quando o Sol do Natal chegava
A comunidade se encontrava contagiada pela paz
Esse clima se sentia na alma
E se compartilhava com nossos vizinhos
Fazendo uma visita às famílias próximas
E levando de costume
Um pedaço de um bolo bem simples
Que a família tinha feito na tarde anterior
E a família que recebia o retribuía
Num ato singelo de fortalecimento
De elos de amizade entre ambas
Assim, dessa forma tão simples
Vivíamos em espírito
Os natais da nossa infância e adolescência
Podendo sentir de forma simbólica
O verdadeiro sentido dessa festa
E apesar da história ter nos mostrado
Que Jesus não Nasceu em Dezembro
Essa data escolhida pelos cristãos
Tem toda a magia e grandeza da noite real
Essa que na história se perdeu...
Mas é uma pena!
Ver uma noite tão bela
Sendo palco pra reinado material
Onde o consumismo rola e deita
No presépio!
***
Um natal espiritual
Foi o que nos ensinaram a conhecer
Nele não havia essas festas
Nem presentes
Em papai Noel a gente nunca acreditou
E ainda bem que aprendemos assim
Porque ficaríamos muito tristes
Humilhados e infelizes
Se o bom velhinho não nos visitasse
Se todo ano nos esquecesse
Sem nunca se justificar
Mas não tínhamos essa fantasia
Por isso não houve lacuna na ausência
Do tão querido papai Noel
Nosso Natal era diferente...
E a gente o sentia de forma real
Em espírito!
O comércio ainda não tinha chegado
Entre nós com sua boca de dragão
Para deturpar o sentido do nosso natal
No mês de dezembro
Mesmo vivenciando grandes dificuldades
Havia uma magia a nos envolver
E nossos corações se preparavam
Para uma festa celestial
Onde Jesus menino viria nos visitar
No momento em que nascesse
Nisso nós acreditávamos
Então, quando chegava o dia 24 de dezembro
Nossos casebres eram arrumados
A comida era melhorada
Tinha sabor e cheiro especial
E nossas roupas, as vezes novas, as vezes não
Eram passadas e penduradas com carinho
Para vestirmos na missa da madrugada
Lá na igreja da nossa pequena cidade
Onde todos se confraternizavam
Com um abraço e palavras de feliz Natal
Depois da missa os jovens ainda ficavam
Na praça da igreja ou na festa dançante
Que sempre havia nessa noite
E quando o Sol do Natal chegava
A comunidade se encontrava contagiada pela paz
Esse clima se sentia na alma
E se compartilhava com nossos vizinhos
Fazendo uma visita às famílias próximas
E levando de costume
Um pedaço de um bolo bem simples
Que a família tinha feito na tarde anterior
E a família que recebia o retribuía
Num ato singelo de fortalecimento
De elos de amizade entre ambas
Assim, dessa forma tão simples
Vivíamos em espírito
Os natais da nossa infância e adolescência
Podendo sentir de forma simbólica
O verdadeiro sentido dessa festa
E apesar da história ter nos mostrado
Que Jesus não Nasceu em Dezembro
Essa data escolhida pelos cristãos
Tem toda a magia e grandeza da noite real
Essa que na história se perdeu...
Mas é uma pena!
Ver uma noite tão bela
Sendo palco pra reinado material
Onde o consumismo rola e deita
No presépio!
***
Maria de Fátima Alves de Carvalho
(Poetisa da Caatinga)
Natal,14.12.09
sexta-feira, 10 de novembro de 2017
Versos para minha eterna Lua - Voz poética de Poetisa da Caatinga
Versos
para minha eterna Lua
Saudades de ti minha doce lua
É o que vivo a sentir...
Penso em ir te encontrar
Mas tenho medo de voar
Me contento em só te ver
Mesmo sem poder beijar-te
Lua minha ! Sou alegre...
Mas sem ti não sou completa
Em meu nobre coração
A saudade se instalou
E colocou sua bagagem
Nos lugares que eram seus
Sabes, minha Lua querida!
Caso eu demore a te encontrar
Não pense que te esqueci
Inda guardo comigo teu lugar
Arrumado e sempre perfumado
Com ternura e muito encanto
No meu nobre coração
Saudades de ti minha doce lua
É o que vivo a sentir...
Penso em ir te encontrar
Mas tenho medo de voar
Me contento em só te ver
Mesmo sem poder beijar-te
Lua minha ! Sou alegre...
Mas sem ti não sou completa
Em meu nobre coração
A saudade se instalou
E colocou sua bagagem
Nos lugares que eram seus
Sabes, minha Lua querida!
Caso eu demore a te encontrar
Não pense que te esqueci
Inda guardo comigo teu lugar
Arrumado e sempre perfumado
Com ternura e muito encanto
No meu nobre coração
***
Maria de Fátima Alves de Carvalho
Maria de Fátima Alves de Carvalho
(Poetisa da Caatinga)
Natal, 11.04.09
“Versos para minha filha Ana Sara”
Crédito da foto: Fátima alves / Poetisa da Caatinga
“Versos para minha filha Ana Sara”
Crédito da foto: Fátima alves / Poetisa da Caatinga
sábado, 23 de setembro de 2017
Vivências do meu passado - Voz poética de Poetisa da Caatinga
Vivências
do meu passado
Vivências do meu passado
Lá dos tempos da infância
Bem frequente em mim despertam
E me levam para a Serra
Nossa Serra Terra Mãe
Onde ainda tenho o berço
Que espera a minha alma
Para um dia descansar
No silêncio do meu ser
Volto sempre a minha Serra
Muitas vezes é verão
Mesmo assim eu quero ir
Abraçar meu juazeiro
Que insiste em me chamar
Pra sentar á sua sombra
E com ele conversar
A Caatinga seca está
Porém, nada ali morreu
Compreendo o meu lugar
Sei que ela adormeceu
E sentirá meu amor
Quando seu solo eu beijar
Momento em que lhe acordo
Pra ela ouvir meu cantar
Vivências do meu passado
Lá dos tempos da infância
Bem frequente em mim despertam
E me levam para a Serra
Nossa Serra Terra Mãe
Onde ainda tenho o berço
Que espera a minha alma
Para um dia descansar
No silêncio do meu ser
Volto sempre a minha Serra
Muitas vezes é verão
Mesmo assim eu quero ir
Abraçar meu juazeiro
Que insiste em me chamar
Pra sentar á sua sombra
E com ele conversar
A Caatinga seca está
Porém, nada ali morreu
Compreendo o meu lugar
Sei que ela adormeceu
E sentirá meu amor
Quando seu solo eu beijar
Momento em que lhe acordo
Pra ela ouvir meu cantar
Hoje canto
minha terra
Num sentir
que vem da alma
Na caatinga eu nasci
Numa Serra muito bela
Onde em tempo de inverno
Era o nosso paraíso
E no verão tão castigado
A vida tinha mais valor
Volto alegre a minha Serra
Onde eu não pude ficar
E na busca pra viver
Muitas terras desbravei
Até chegar nesse mar
Onde decidi ficar
Buscando vida melhor
Mas pra Serra hei de voltar
Maria de Fátima Alves de Carvalho
Na caatinga eu nasci
Numa Serra muito bela
Onde em tempo de inverno
Era o nosso paraíso
E no verão tão castigado
A vida tinha mais valor
Volto alegre a minha Serra
Onde eu não pude ficar
E na busca pra viver
Muitas terras desbravei
Até chegar nesse mar
Onde decidi ficar
Buscando vida melhor
Mas pra Serra hei de voltar
Maria de Fátima Alves de Carvalho
( Poetisa da Caatinga)
Natal, 08.11.09
Texto do meu livro "Retratos Sentimentais da Vida na Caatinga"
Crédito da foto : Emanoel Milhomens
Texto do meu livro "Retratos Sentimentais da Vida na Caatinga"
Crédito da foto : Emanoel Milhomens
quinta-feira, 7 de setembro de 2017
“Aos anjos meus irmãos” - Voz poética de Poetisa da Caatinga
“Aos anjos meus
irmãos”
Planto flores de
todas as cores
E penso em vocês
anjos das dores
Cada sorriso!
Cada cheiro!
Cada olhar!
Cada dor!
Ah, meus anjos
irmãos!
Das suas dores inda
me lembro...
E sinto em mim todas
elas!
Naquela sequidão...
Era difícil até as
flores
Pra aliviar as dores!
Mas o nosso céu era
tão azul
E tinha nuvens
branquinhas
Fofinhas e perfumadas
Só pra receber vocês
E depois Deus vim
buscar
Era assim que eu
pensava...
E hoje pra cada um
cultivo flores
Junto com meu eterno
amor...
“Aos anjos meus
irmãos( Francisco, Mª Gorete, Jusciene, Juscilene e Geovane)”
Texto do meu livro “Palavras
Singelas e Encantamentos...”
sexta-feira, 11 de agosto de 2017
Inspiração no por do Sol - Voz poética de Poetisa da Caatinga
Inspiração
no por do Sol
Tarde de junho...
Um final de dia como outro qualquer
Mas a inspiração me pega pela mão
E me convida a contemplar
O majestoso Sol que se vai
E já dourou o horizonte
Com seu toque de magia
Deixando na maciez das nuvens
Os reflexos da sua magnífica luz
Luz da vida
Luz do calor
Luz da alegria
Luz da magia
Luz da esperança
Luz que vai... mas sempre volta
Luz que nunca se apaga
Claridade que envolve e aquece a terra
Fazendo brotar a diversidade da vida.
Maria de Fátima Alves de Carvalho – Poetisa da Caatinga
Natal, 21.06.09 Tarde de junho...
Um final de dia como outro qualquer
Mas a inspiração me pega pela mão
E me convida a contemplar
O majestoso Sol que se vai
E já dourou o horizonte
Com seu toque de magia
Deixando na maciez das nuvens
Os reflexos da sua magnífica luz
Luz da vida
Luz do calor
Luz da alegria
Luz da magia
Luz da esperança
Luz que vai... mas sempre volta
Luz que nunca se apaga
Claridade que envolve e aquece a terra
Fazendo brotar a diversidade da vida.
Maria de Fátima Alves de Carvalho – Poetisa da Caatinga
domingo, 23 de julho de 2017
Minha infância - Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga
Minha
infância - Ensaios poéticos ( antes de me
mostrar escritora)
******Minha
infância*******
Texto
escrito antes de me tornar oficialmente poetisa e escritora
Quando
criança vivi uma infância repleta de experiências necessárias á constituição do sujeito
desejante e aprendente que habita meu corpo e meu organismo. Juntamente com
meus irmãos e irmãs vivenciamos as mais diversificadas experiências, envolvendo alegrias, tristezas,
dores, magia, inocência e encantamentos. Tivemos que viver muitas situações
desagradáveis, mas sempre prefiro descrever as cenas agradáveis, embora,
aquelas dolorosas também tenham sido importantes para a estruturação da nossa
modalidade particular de ensinar e aprender.
Nossa vida era tão simples! Que sempre me
senti misturada a natureza, nunca me vi a parte dela. Aprendia a ver o mundo
com os olhos da minha pequenina inocente alma.
E dessa forma, o nosso tempo transcorria sem que a gente percebesse, entre
os caminhos de casa para o rio, para a roça e para a escola. Naquele recanto do
nosso pequeno mundo, tudo que fazíamos tinha grãos de esperança para nos
sustentar até a chegada da colheita.
Agora que
vejo, lá atrás a minha mocidade... Gosto de lembrar ternamente dos momentos em
que brincávamos livremente pelos campos, os quais, na maioria do tempo, se
mostravam secos, mas tinha seu tempo de ficarem verdes e alegres, num período
que parecia um paraíso. Esse tempo era o inverno, que chegava cheio de
bonanças, trazendo os animais
silvestres, e verdejando a mata, que orgulhosa, se enfeitava com singelas e
raras flores. Pela lente do meu olhar, tudo ali era singelamente belo e
encantador.
O Rio! O
Nosso Rio... corria bravamente ou serenamente pelas serras e vales. Um
espetáculo que todo ano vivenciávamos de forma impar, pois jamais foi igual
para nosso olhar e sentir... No ar, sentíamos a brisa fresca, misturando-se ao perfume das flores. E tudo nesse tempo nos
fazia felizes. Simplesmente, porque a água na caatinga, chega como uma deusa e
faz tudo que é vida acordar para viver intensamente pouco tempo. E na magia
desse breve tempo, aprendíamos a arar a terra, a plantar, a cultivar e a
esperar o tempo de colher e de pescar. Ao mesmo tempo, era também possível vivenciar as mais agradáveis brincadeiras,
próprias da nossa cultura, como, tomar banho
no rio, nadar de diversas maneiras, pular do alto das ingazeiras, oiticicas ou das
ribanceiras, nas águas marrons ou cristalinas do nosso rio, pois ele vivia
mudando de cor a cada temporada de chuvas.
E quando
então chegava as tão esperadas noites de lua cheia, nos encantávamos com a
beleza do seu véu de claridade, e como lá no sítio ainda não tinha chegado
energia, nem televisão, o terreiro das casas se transformavam em palco, onde
brincávamos de cantigas de roda,, bandeirinhas, cair no poço, tica, passar o
anel, e outras infinidades de brincadeiras daquela época.
Nas
noites escuras, sem lua, sentávamos na salas ou no alpendre á luz da lamparina.
E empolgados (as) esperávamos as histórias de trancoso contadas pelos mais
velhos. Também ouvíamos frequentemente programas noturnos de rádio. E quando chegava o final de semana, os
terreiros eram varridos para receber visitas a tardinha. E nós crianças
brincávamos de casinha e de cozinhar. E ainda tinha os folhetos das melhores músicas das
paradas de sucesso, e principalmente os cordéis, que traziam os novos casos
acontecidos para serem contados e cantados ali para todos.
Ao relembrar aqueles momentos,
arquivados na memória, sinto-me orgulhosa em poder descrever cenas felizes da
minha infância, e no entanto, desejo um dia, quem sabe, escrever um livro e
dedicá-lo a todas as pessoas da caatinga, que assim como eu, tiveram o
privilégio de nascerem e serem criadas no campo.
Maria de
Fátima Alves de Carvalho
Natal,
Parque dos Coqueiros-2001
Obs: O Sonho se realizou. Já escrevi e publiquei 04 livros. Todos dedicados ao meu povo...
"Retratos Sentimentais da Vida na Caatinga"/2010
"Palavras Singelas e Encantamentos..."/2011
"Letras de Caatingueira"/2018
"Letras de Caatingueira"/2018
domingo, 4 de junho de 2017
Nossas Vidas juntos... Voz poética de Espedito Segundo - Poeta Pauferrense
Nossas vidas Juntos...
Seis primaveras se foram
Não nos vemos diariamente..
A casa vazia ecoa saudade
Pelos cantos lembranças..
Não nos vemos diariamente..
A casa vazia ecoa saudade
Pelos cantos lembranças..
Impaciente, ansioso, paulatinamente espero..
Tudo volta ao normal
Em um breve final de semana.
Sou cavalo-marinho ancorado.
Tudo volta ao normal
Em um breve final de semana.
Sou cavalo-marinho ancorado.
Sua companhia embebeda..
Minha saudade cintilante cheira a álcool.
E assim eu a engano com sua breve presença.
Minha saudade cintilante cheira a álcool.
E assim eu a engano com sua breve presença.
Vou velejando.
Viajando em meus pensamentos..
Viajando pra te encontrar em todo final de semana...
Viajando em meus pensamentos..
Viajando pra te encontrar em todo final de semana...
AMO Vocês! Meu Coração se resume em uma saudade semanal...
domingo, 28 de maio de 2017
Um botão da fada - flor -Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga
Um botão da fada flor
Encontrei no meu jardim
E vou esperar com amor
Que ele se abra pra mim
Nesse botão bem vistoso
Dorme uma flor
encantada
Que anuncia o tempo chuvoso
E pela caatinga é amada
Quando vejo esse botão
Sei que a chuva vai chegar
E o povo do meu sertão
Logo irar se alegrar
É botão da fada – flor
Que o mandacaru gerou
Quem avisa com amor
Que o inverno já chegou
***
Natal, 07.12.09
sábado, 25 de março de 2017
Sentindo a Serra - Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga
Na grandeza lá
da Serra
Tão pequenina
me sinto
Parecendo
passarinho
Que no céu
pode voar
Vejo o mundo
infinito
E do alto eu
contemplo
O mais lindo
horizonte
Onde mora os
sonhos meus...
Na imponência
da Serra
O vento canta
pra gente
Emitindo os
sons da terra
Em brisas ou
tempestades
É possível
escutá-lo
E também
sentir os cheiros
Das flores
que ele tocou
Quando por
elas passou
E também ficou cheiroso...
Fátima Alves - Poetisa da Caatinga
Natal:13.11.09
Texto publicado no meu livro "Retratos Sentimentais da Vida na Caatinga"
Crédito de Emanoel Milhomens
Crédito de Emanoel Milhomens
sábado, 11 de março de 2017
O despertar da Caatinga - Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga
Seca...completamente desfolhada
E aparentemente sem vida
Sou a caatinga nordestina
Um bioma frágil, mas rico em fauna e flora
Possuo uma biodiversidade espetacular
Fico assim, durante vários meses
E as vezes até anos
Quem me desconhece
Pensa que estou morta
E me acha assustadora
Mas isso, é apenas uma defesa
Aprendi a me desfazer
Das minhas folhas
E fingir que estou morta
Mas na realidade
Apenas durmo...
E permaneço adormecida
Até que volte a primeira chuva
Assim, economizo água e energia
Faço isso para poder sobreviver
Aos longos períodos de estiagem
Tempo em que o céu não permite
Que as suas nuvens venham me banhar
E embora esse processo seja bem sofrido
Já estou com ele acostumada
E enquanto durmo... Sonho!
Sonho com o momento mágico
Do meu despertar...
Pois quando cai a primeira chuva
Mas isso, é apenas uma defesa
Aprendi a me desfazer
Das minhas folhas
E fingir que estou morta
Mas na realidade
Apenas durmo...
E permaneço adormecida
Até que volte a primeira chuva
Assim, economizo água e energia
Faço isso para poder sobreviver
Aos longos períodos de estiagem
Tempo em que o céu não permite
Que as suas nuvens venham me banhar
E embora esse processo seja bem sofrido
Já estou com ele acostumada
E enquanto durmo... Sonho!
Sonho com o momento mágico
Do meu despertar...
Pois quando cai a primeira chuva
Começo a
acordar...
E como num
milagre de ressurreição
A vida ressurge em mim
A vida ressurge em mim
De forma
esplendorosa!
Todos os dias, há uma explosão
Todos os dias, há uma explosão
De
nascimentos e despertares
Tudo é grandioso e mágico
Em pouco tempo
O que se mostrava seco e deserto
Transforma-se num paraíso
Com vidas e cores
Muitas vidas! E muitas cores!
Um lugar de encanto e beleza impar
Onde correm riachos e cachoeiras
A flora fica um primor verdejante e florido
A fauna exibe mamíferos
Tudo é grandioso e mágico
Em pouco tempo
O que se mostrava seco e deserto
Transforma-se num paraíso
Com vidas e cores
Muitas vidas! E muitas cores!
Um lugar de encanto e beleza impar
Onde correm riachos e cachoeiras
A flora fica um primor verdejante e florido
A fauna exibe mamíferos
Pássaros e
insetos
E tudo se equilibra de forma majestosa
Há ressurreição e nascimentos
A alma da caatinga adormecida desperta!
E vem com ela
A alegria!
A esperança!
E a fartura...
Um cenário que de forma singela e doce
Desperta também a inspiração e a magia
Que faz pulsar fortemente
O coração da poesia
E tudo se equilibra de forma majestosa
Há ressurreição e nascimentos
A alma da caatinga adormecida desperta!
E vem com ela
A alegria!
A esperança!
E a fartura...
Um cenário que de forma singela e doce
Desperta também a inspiração e a magia
Que faz pulsar fortemente
O coração da poesia
Dos poetas e poetisas deste nordeste
Fátima Alves - Poetisa da Caatinga
Natal, 01.09.08
Foto de minha Autoria
Fátima Alves - Poetisa da Caatinga
Natal, 01.09.08
Foto de minha Autoria
sábado, 28 de janeiro de 2017
Manda chuva Deus!- Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga
Manda chuva Deus!
Pra Caatinga acordar
E seu povo se alegrar
A seca aqui tá malvada...
Já queimou toda a mata
E os animais se foram...
O sol aqui é escaldante
É difícil suportar!
Mas somos um povo forte
O nosso Deus nos socorre!
E o poder público
Faz de conta que não vê
A miséria se espalhando
E o povo a sofrer...
Orar é a única esperança
Para Deus nos escutar...
Manda chuva Deus!
Manda logo!
Traz socorro pro seu povo
Que pra ti continua orando...
***
Fátima Alves – Poetisa da Caatinga
Natal,28.01.2017
Crédito da foto: Emanoel Milhomens
Crédito da foto: Emanoel Milhomens
segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
Os danos da Seca no RN - Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga - São Miguel / RN
Os danos da seca no RN...
Há cinco longos anos
Não chove o suficiente
Para acabar com os danos da seca
O RN sofre Com a falta d’água
Em quase todos os nossos municípios
Os reservatórios d’água secaram
Carros pipas abastecem
muitas cidades e sítios
Os rebanhos foram muito reduzidos
Muitos agricultores perderam todo o seu rebanho
Não há água nem alimento para os animais
A situação é muito triste...
A fauna migrou para
lugares distantes
A flora secou completamente
O que se vê é a mata
com cara de morta
O céu se mostra azul turquesa
Com nuvens bem brancas
Ou sem nuvem alguma!
O vento sibila levantando redemoinhos
A poeira toma conta das estradas
E o povo pede e espera em Deus
Para que venha inverno trazendo fartura
Ao nosso sertão que
agoniza na seca
Pois sendo a seca um fenômeno natural
E não havendo medidas preventivas para ela
O socorro só poderá vim de Deus...
***
Fátima Alves- Poetisa da Caatinga
Natal,09.01.2017
Foto de Minha autoria
Foto de Minha autoria
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
Fonte do bem - Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga - São Miguel / RN
Fonte do
bem
De ti quero ser uma gota que cai
E junto a muitas... Dar a luz a um rio
Que nasce no alto e desce pro mar
Correndo feliz pra logo chegar
E longe... Bem longe... Poder desaguar
Se eu não puder se essa gotinha
Não fico zangada porque te entendo
Mas vou te pedir me deixa ser flor
Porque suas margens desejo enfeitar
E minhas sementes eu vou semear
Mas se eu não puder também ser a flor
Não vou ficar triste por não te enfeitar
Me deixa ser rocha lá das cachoeiras
Que posso sentir-te em mim a passar
E a tua beleza vai me encantar
Se acaso, você também não deixar
Eu ser essa rocha pra te admirar
Me deixa ser árvore nos vales que passas
Que vou ser frondosa pra ti encantar
E em suas águas que a todos alegram
As mais belas flores irei te jogar
E ainda assim, se tu não deixar-me
Eu ser o quero e tanto te peço
Irei te pedir que pode ordenar-me
E seja o que for... Eu vou aceitar
Porque em tua fonte eu sempre bebi
E sinto-me pronta pro amor semear
***
Fátima Alves – Poetisa da Caatinga
De ti quero ser uma gota que cai
E junto a muitas... Dar a luz a um rio
Que nasce no alto e desce pro mar
Correndo feliz pra logo chegar
E longe... Bem longe... Poder desaguar
Se eu não puder se essa gotinha
Não fico zangada porque te entendo
Mas vou te pedir me deixa ser flor
Porque suas margens desejo enfeitar
E minhas sementes eu vou semear
Mas se eu não puder também ser a flor
Não vou ficar triste por não te enfeitar
Me deixa ser rocha lá das cachoeiras
Que posso sentir-te em mim a passar
E a tua beleza vai me encantar
Se acaso, você também não deixar
Eu ser essa rocha pra te admirar
Me deixa ser árvore nos vales que passas
Que vou ser frondosa pra ti encantar
E em suas águas que a todos alegram
As mais belas flores irei te jogar
E ainda assim, se tu não deixar-me
Eu ser o quero e tanto te peço
Irei te pedir que pode ordenar-me
E seja o que for... Eu vou aceitar
Porque em tua fonte eu sempre bebi
E sinto-me pronta pro amor semear
***
Fátima Alves – Poetisa da Caatinga
Texto publicado na Antologia feminina do II Seminário Internacional das Américas em terras potiguares.
Crédito da foto: Emanoel Milhomens
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