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Caatinga/ mandacaru em flores

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Árvores da Caatinga

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domingo, 28 de maio de 2017

Um botão da fada - flor -Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga





















Um botão da fada flor

 Um lindo botão de flor
Encontrei no meu jardim
E vou esperar com amor
Que ele se abra pra mim

Nesse botão bem vistoso
Dorme uma flor  encantada
Que anuncia o tempo chuvoso
E pela caatinga é amada

Quando vejo esse botão
Sei que a chuva vai chegar
E o povo do meu sertão
Logo irar se alegrar

É botão da fada – flor
Que o mandacaru gerou
Quem avisa com amor
Que o inverno já chegou
              ***
Natal, 07.12.09

Texto do meu livro "Palavras Singelas e Encantamentos"... 

Foto da autoria de Emanoel Milhomens

sábado, 25 de março de 2017

Sentindo a Serra - Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga


















Sentindo a Serra

Na grandeza lá da Serra
Tão pequenina me sinto
Parecendo passarinho
Que no céu pode voar
Vejo o mundo infinito
E do alto eu contemplo
O mais lindo horizonte
Onde mora os sonhos meus...

Na imponência da Serra
O vento canta pra gente
Emitindo os sons da terra
Em brisas ou tempestades
É possível escutá-lo
E também sentir os cheiros
Das flores que ele tocou
Quando por elas passou
E  também ficou cheiroso...

Fátima  Alves - Poetisa da Caatinga
Natal:13.11.09
Texto publicado no meu livro "Retratos Sentimentais  da Vida na Caatinga"
 Crédito de Emanoel Milhomens

sábado, 11 de março de 2017

O despertar da Caatinga - Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga














O despertar da Caatinga

Seca...completamente desfolhada
E aparentemente sem vida
Sou a caatinga nordestina
Um bioma frágil, mas rico em fauna e flora
Possuo uma biodiversidade espetacular
Fico assim, durante vários meses
E as vezes até anos
Quem me desconhece
Pensa que estou morta
E me acha assustadora
Mas isso, é apenas uma defesa
Aprendi a me desfazer
Das minhas folhas
E fingir que estou morta
Mas na realidade
Apenas durmo...
E permaneço adormecida
Até que volte a primeira chuva
Assim, economizo água e energia
Faço isso para poder sobreviver
Aos longos períodos de estiagem
Tempo em que o céu não permite
Que as suas nuvens venham me banhar
E embora esse processo seja bem sofrido
Já estou com ele acostumada
E enquanto durmo... Sonho!
Sonho com o momento mágico
Do meu despertar...
Pois quando  cai a primeira chuva
Começo a acordar...


E como num milagre de ressurreição
A vida ressurge em mim
De forma esplendorosa!
Todos os dias, há uma explosão
De nascimentos e despertares
Tudo é grandioso e mágico
Em pouco tempo
O que se mostrava seco e deserto
Transforma-se num paraíso
Com vidas e cores
Muitas vidas! E muitas cores!
Um lugar de encanto e beleza impar
Onde correm riachos e cachoeiras
A flora fica um primor verdejante e florido
A fauna exibe mamíferos
Pássaros e insetos
E tudo se equilibra de forma majestosa
Há ressurreição e nascimentos
A alma da caatinga adormecida desperta!
E vem com ela
A alegria!
A esperança!
E a fartura...
Um cenário que de forma singela e doce
Desperta também a inspiração e a magia
Que faz pulsar fortemente
O coração da poesia
Dos  poetas e poetisas deste  nordeste

Fátima Alves - Poetisa da Caatinga

Natal, 01.09.08
 Foto de minha Autoria

sábado, 28 de janeiro de 2017

Manda chuva Deus!- Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga


















Manda chuva Deus!
Pra Caatinga acordar
E seu povo se alegrar
A seca aqui tá malvada...
Já queimou toda a mata
E os animais se foram...
O sol aqui é escaldante
É difícil suportar!
Mas somos um povo forte
O nosso Deus nos socorre!
E o poder público
Faz de conta que não vê
A miséria se espalhando
E o povo a sofrer...
Orar é a única esperança
Para Deus nos escutar...
Manda chuva Deus!
Manda logo!
Traz socorro pro seu povo
Que pra ti continua orando...
***
Fátima Alves – Poetisa da Caatinga

Natal,28.01.2017
 Crédito da foto: Emanoel Milhomens 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Os danos da Seca no RN - Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga - São Miguel / RN

















Os danos da seca no RN...

Há cinco longos anos
Não chove o suficiente
Para acabar com os danos da seca
O RN sofre Com a falta d’água
Em quase todos os nossos municípios
Os reservatórios d’água secaram
Carros pipas abastecem  muitas cidades e sítios
Os rebanhos foram muito reduzidos
Muitos agricultores perderam todo o seu rebanho
Não há água nem alimento para os animais
A situação é muito triste...
A fauna migrou para  lugares distantes
A flora secou completamente
O que se vê é  a mata com cara de morta
O céu se mostra azul turquesa
Com nuvens bem brancas
Ou sem nuvem alguma!
O vento sibila levantando redemoinhos
A poeira toma conta das estradas
E o povo pede e espera em Deus
Para que venha inverno trazendo fartura
Ao  nosso sertão que agoniza na seca
Pois sendo a seca um fenômeno natural
E não havendo medidas preventivas para ela
O socorro só poderá vim de Deus...
***
Fátima Alves- Poetisa da Caatinga
Natal,09.01.2017
 Foto de Minha autoria


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Fonte do bem - Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga - São Miguel / RN



Fonte do bem

De ti quero ser uma gota que cai
E junto a muitas... Dar a luz a um rio
Que nasce no alto e desce pro mar
Correndo feliz pra logo chegar
E longe... Bem longe... Poder desaguar

Se eu não puder se essa gotinha
Não fico zangada porque te entendo
Mas vou te pedir me deixa ser flor
Porque suas margens desejo enfeitar
E minhas sementes eu vou semear

Mas se eu não puder também ser a flor
Não vou ficar triste por não te enfeitar
Me deixa ser rocha lá das cachoeiras
Que posso sentir-te em mim a passar
E a tua beleza vai me encantar

Se acaso, você também não deixar
Eu ser essa rocha pra te admirar
Me deixa ser árvore nos vales que passas
Que vou ser frondosa pra ti encantar
E em suas águas que a todos alegram
As mais belas flores  irei te jogar

E ainda assim, se tu não deixar-me
Eu ser o quero e tanto te peço
Irei te pedir que pode ordenar-me
E seja o que for... Eu vou aceitar
Porque em tua fonte eu sempre bebi
E sinto-me pronta pro amor semear
               ***
Fátima Alves – Poetisa da Caatinga
Natal, 25.10.2008

Texto publicado na Antologia feminina do II Seminário  Internacional das Américas em terras potiguares.

Crédito da foto: Emanoel Milhomens

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

De bonecas,cheiros e saudades - Voz poética de Pedra do Sertão

De bonecas, cheiros e saudades




Elas iam em uma caixa de madeira cheiinha de coco, manga, colares de catolé (ainda sinto o cheiro), camisolas de algodão, doce de buriti, rapadura, cajuzinho tudo bem embrulhado por vovô e vovó. Saíam de Juazeiro do Norte (CE) direto para a Vila Ré (SP). Iam por uma transportadora e geralmente chegavam perto do Natal..para nosso fim de ano ficar gostoso...quando não iam com os próprios familiares, tia Rose e tia Elzenir, tio Assis e tia Célia foram portadores dessas encomendas para Almeri Sobreira...As bonecas e seus vestidos coloridos.As bonecas e seu cheiro de algodão cru...As bonecas que ficavam sentadas assistindo as aulas. Alunas de nossa escola imaginária.Uma porta verde era a lousa.Todas obedientes e comportadas!




* foto Restaurante Mangai/João Pessoa - Arquivo pessoal 


domingo, 21 de agosto de 2016

Visões da Lua cheia - Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga
















Visões da Lua cheia

Hoje vi a Lua cheia
Coisa linda de se ver
Puro encanto prateado
Que seduz os namorados

Hoje vi a Lua cheia
Entre os prédios da cidade
Uma beleza notável
Que mudou este cenário

Hoje vi a Lua cheia
Nascer acima do morro
Trazendo raios de prata
Enfeitados de paixão

Hoje vi a Lua cheia
Da janela do meu quarto
E não pude me conter
Me senti apaixonada

Hoje vi a Lua cheia
Trazer luz pra meu jardim
Claridade sedutora
A flor de cacto despertou

Hoje vi a Lua cheia
Com seu rosto bem feliz
Em véu de prata vestida
Querendo mostrar-se ao seu rei

Hoje vi a Lua cheia
Como sempre solitária
Pois o Sol já tinha ido...
                 ***
Fátima Alves – Poetisa da Caatinga
Natal, 07.07.09

 Texto do meu livro "Palavras  Singelas e Encantamentos"...
Crédito da foto: Espedito Carvalho




sexta-feira, 24 de junho de 2016

Um canto aos encantos do RN - Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga

Um canto aos encantos do RN

Nossas terras tão sofridas
Por descuido e pré-conceito
Tem belezas sem igual
Tanto mar... e tantas serras
Temos vales grandiosos
Muitas dunas e salinas
E a singular caatinga
Que pra esperar  a chuva
Perde o verde e fica cinza
Se encanta por um tempo
Mas depois é paraíso...

Nossa terra tão sofrida
Não me canso de cantar
Cada canto onde vou
Vem pedir meu versejar
E se exibe para mim
Pra que eu possa mostrar
Por letras de sentimentos
Como é lindo esse lugar

Nossa terra tão sofrida
Por visões equivocadas
Mostra um povo miserável
Mendigando seu viver
São imagens assustadoras
Para o mundo socorrer
Com remédios analgésicos
Que camufla e não resolve
Humilhando nosso povo
Pra assim sempre sofrer

Eu não gosto de nos ver
Ser retrato de miséria
Gente que vive morrendo
Por não ter cidadania
 Num lugar tão magnífico
“Ser mendigo que trabalha”
Se o trabalho enobrece?
Precisamos desfrutá-lo
Temos frutos pra colher
E não posso aceitar
Que essa seja nossa imagem

Quero ver nossa cultura
Respeitada e difundida
Cada ponto do RN
Tem um jeito de viver
Da caatinga ao litoral
Todo mundo sabe ser
Simplesmente o que se é
Mas precisa condições
Pra chegar aos ideais
Do futuro planejado
Bem melhor que no presente

Nossa terra tão sofrida
Tem riquezas no seu chão
Seus vales, chapadas e serras
Produtivos sempre são
E até a água escassa
Só não chega onde falta
Por não termos instrumentos
Pra chegar no lençol dágua
Que estar no subsolo
E ninguém pode usá-lo

Nosso povo é tão bonito
No seu jeito natural
Quando vive em seu lugar
É o amor que reina lá
Todo mundo é tão unido
E consegue se ajudar
Mesmo nas dificuldades
Se aprende a partilhar
E a dor de qualquer um
Não dói mais pois é de todos

Meu lugar eu sei amar
Do jeitinho que ele é
Se é praia ou é caatinga
Tudo aqui tem seu valor
Não comparo essas grandezas
E respeito as diferenças
Porque cada uma tem
O que Deus determinou
E se a gente entende isso
Só amor vai plantar lá

Eu nasci nessa caatinga
Que parece estorricada
Pra viver eu aprendi
Conviver  com as suas leis
Se tem água vou plantar
Cultivar e armazenar
Pra no tempo que faltar
Já saber onde ir buscar
Sem precisar mendigar
A quem só quer explorar

Uma coisa eu bem sei
Minha alma é desta terra
E não quero ser queimada
Pelo o olhar de quem não sente
Preconceito espanto logo
Somos fortes e valentes
Criativos e persistentes
Canto  o canto do meu povo
E hei de viver cantando
As grandezas potiguares
Vou cantar até  o meu fim...
                 ***

Texto do meu livro "Retratos Sentimentais da Vida na Caatinga"
Fátima Alves - Poetisa da Caatinga

Natal,11.11.09

“Á terra onde Deus me fez nascer"

segunda-feira, 14 de março de 2016

Voz poética de Emanoel Carvalho - Poeta Micaelense



MEU EU

Sou roceiro, caipira e nordestino
Esse jeitão de mim ninguém não tira
Mesmo seco o nordeste me inspira
Vejo o galo cantando no poleiro
A galinha ciscando num balseiro
Um jumento rinchando no curral
Um cachorro amarrado num jirau
Um cavalo arreado me espera
Pico a espora e me aprumo na sela
Pro forró pé de serra na tapera
***
EMANOEL CARVALHO
20/10/2015


BRINCADEIRA DE CRIANÇA

No meu tempo de menino eu brinquei de carrapeta
Botei água de ancoreta joguei biloca e pião
Joguei bola fiz carreta de madeira e de latão
Fiz muitos cavalos de pau com arreios de cordão
Tomei banho em cacimbão que a pele ficava preta
Mãe corria atrás de mim com um cipó fino na mão
Eu corria ia pra feira ver bebo falar besteira e cuspir no pé do balcão.

EMANOEL CARVALHO
12/07/2015


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Nas andanças da vida - Voz poética de Poetisa da Caatinga


Nas andanças da vida...

Nos caminhos da vida...
Andei por tantas terras
Mundos diferentes conheci
E me banhando
Em culturas tão diversas
Aprendi a conviver e respeitar
Cada jeito do sujeito se mostrar
Sem nunca achar-me inferior
Nem tão pouco
Desprezar o que é do outro
Convivi na floresta maranhense
Ainda criança quebrei coco babaçu
E com suas cascas aprendi fazer carvão
Nos igarapés muitos banhos eu tomei
E dos jacarés sempre soube me livrar
Peguei água de raízes pra vender
E na colheita do arroz muito brinquei
Na farinhada fiz farinha e tapioca
E neste mundo minha infância
Floresceu...
Na Paraíba conheci o que é miséria
Onde morávamos a pobreza era rainha
E todo dia com a gente ela brincava
Nosso casebre era tão pequenininho
Que mal cabia tantas redes pra armar
Mas foi ali que a magia veio a mim
E neste aperto aprendi então a ler
Vendo meu pai frequentar o seu MOBRAL
Deste lugar não foi fácil de sair
Porque faltava o dinheiro pra voltar
Até que um dia Deus nos resgatou dali
E nos levou pra o seio da nossa terra
Pro RN, bem humildes regressamos
Onde felizes abraçamos nossa serra
Mas mesmo ali no lugar onde nascemos
A nossa vida era dura de viver...
Lá na caatinga até água nos faltava
Mas mesmo assim
Até flores nós plantávamos
E muitas vezes a fartura também vinha
O nosso mundo de tão seco era cinza
Mas com as cores do desejo era pintado
Só dessa forma nós podíamos suportar
E na estrada da esperança caminhar
Ao caminhar nessa estrada esperançosa
A gente ia conquistando o horizonte
E cada um no seu tempo chegou lá
Agradecendo a um Deus que tudo pode
E nos cobriu com o véu do seu amor

***
Fátima Alves - Poetisa da Caatinga
Natal,22.05.09
Texto da minha obra "Retratos Sentimentais da Vida na Caatinga"

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

A seca no nordeste - Voz poética de poetisa da Caatinga



























            A seca no nordeste já existe desde antes da chegada dos portugueses aqui no Brasil. Ela é um fenômeno natural  cíclico, que acontece com frequência  e não temos como fugir dela. Há décadas atras, era incerto se saber se ia ou não ter inverno. E a seca chegava de surpresa arrasando tudo com seu sol abrasador. Nesse tempo a gente contava apenas com as profecias dos profetas populares, que as vezes acertavam. Mas ninguém se prevenia frente essas profecias, havia esperança no dia de São José, que muitas vezes chovia, iniciando assim o inverno. Todos se baseavam no conhecimento popular.  E não Havia prevenção para a chegada da seca, nem tampouco políticas públicas para esse fim. Quando ela chegava trazia o terror e instalava-se um caos na nossa caatinga. Muita gente morria de fome ou de doenças relacionadas ao fenômeno. Os rebanhos eram dizimados pela fome e pela sede. O povo da Caatinga sofria demais.
       Nos tempos atuais, a Ciência evoluiu, e os meios  e instrumentos para pesquisar a seca são eficazes. Há satélites monitorando as águas do oceano e a imensidão nordestina. Sendo assim, ela é avisada com antecedência. Há tempo para se gerar políticas públicas eficazes de convivência com a seca. Porém, não acontece isso. Muito se investe em programas para a seca e pouco se aplica. Há desvios de recursos para outros fins... E os agricultores ficam na penúria, recebendo migalhas que pouco ameniza a situação. A seca enriquece muitos políticos, enquanto dizima nossos rebanhos, fauna e flora, empobrecendo ainda mais o nosso povo. As consequências da seca  refletem uma administração pública incompetente, na esfera federal, estadual e municipal. Sofremos porque ainda nos falta coragem para exigir o cumprimento dos nossos direitos. A seca vai sempre existir, mas o povo precisa aprender e ter suportes para conviver com ela.
***

Fátima Alves – Poetisa da Caatinga
 Foto de minha autoria

sábado, 28 de novembro de 2015

Oração pela Caatinga- Voz poética de Poetisa da Caatinga


















Oh! Deus misericordioso
Escutai nossos clamores
Manda a chuva pra Caatinga
E faz ela acordar
A vida aqui está triste
Toda a mata ficou cinza
Ninguém vê um passarinho
Voando em nosso céu
Os animais estão fracos
E morrem a cada dia...
Nada se pode fazer
As políticas públicas não são eficazes
Só tu podes resolver
Trazendo a bendita Chuva
Pra encher nossos açudes
Barragens, rios e riachos
E nascer um mundo novo
Nesse chão tão ressecado
Oh! Deus Supremo Pai
Em nome do teu filho Jesus Cristo
Nos mostra o teu poder
E acaba logo essa seca
Pra Caatinga renascer
E com belezas esplandecer!
                ***
Fátima Alves - Poetisa da Caatinga
Natal, 18.11.2015
 Crédito da foto: Emanoel Milhomens

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Orgulho de ser Professora - Voz poética de Poetisa da Caatinga





















Orgulho de ser Professora
Mesmo diante das adversidades
Gosto de ser professora
Não considero vocação
Mas dedicação da alma
E não importa se não sou vista
Meu trabalho é sagrado
Nele semeio sementes
Para a sociedade colher frutos
Frutos bons!
Homens e mulheres abençoados
Por Deus soberano Pai!
Por toda essa grandeza ...
Que passa por minhas mãos
Sinto orgulho de ser Professora
E não deixo que meu salário
Me faça revoltada
Sem garra
Sem perseverança
Penso que foi Deus
Quem me deu a tarefa de educar
E procuro fazer isso
Da melhor forma possível
Porque no futuro
Eu mesma poderei colher
Os frutos que eu plantei
Pois ser Professora me dar
Essa graça e benção...
***
Fátima Alves – Poetisa da Caatinga
Natal, 15.10.2015


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Menino triste... Voz poética de poetisa da Caatinga

















Menino triste...

Menino triste li em seus olhos
Que tua vida era de dor
Muitas dores!
Dor por não ter o alimento
Tanto do corpo como da alma
Pois lhe faltavam gotas de amor

Menino triste quando te vi
Senti em mim a sua dor
Meu coração por ti chorou
Essa dor física tão social
Que deixa marcas na nossa alma
E é gerada por falta de amor

Menino triste sou muito fraca
Na sua frente quase chorei
Foi tão difícil me controlar
Me sustentei só no espírito
Pra com palavras te alimentar
E seu sorriso poder colher

Menino triste quanta inocência
Quando do circo pra mim falavas
E seu olhar feliz ficava
Naquela hora eu viajei
Junto contigo naquele circo
Pra no trapézio poder voar
E te aplaudi no picadeiro
Quando você se apresentasse

Menino triste com eu queria
Ser tua mãe e lhe salvar
Te adotar perante a lei
Te ver crescer com meu amor
Filho gerado no coração
Mas você tem sua família
E é lá que deves ser amado

Ah, menino triste!
Assim como você
São tantas as crianças
Que passam por minha vida
E tenho que consolar
Com o poder só da palavra

Mas você menino triste...
Ainda não pude esquecer
Seu olhar me faz chorar
Sua dor em mim ficou
O que faço menino triste?
Pois não posso te adotar...
Mas te dou esse poema!

Fátima Alves – Poetisa da Caatinga
Natal, 22.05.2010
Texto dedicado a um menino pobre de lar desestruturado.
O qual atendi como professora psicopedagoga.






quinta-feira, 25 de junho de 2015

Dia e noite! Sol e Lua! - Voz poética de Poetisa da Caatinga










Dia e Noite! Sol e Lua!

Vem chegando o véu da noite
E o sol já vai embora
Me abraça uma saudade
Deste rei que tanto adoro

Mas da noite também gosto
Sua magia me enfeitiça
E com a luz de cada estrela
Eu costumo conversar

Toda noite olho o céu
Com segredos pra contar
A rainha das estrelas
Lua que me faz sonhar

Tanto quanto amo o Sol
A lua por mim é amada
E meu coração se inspira
Quando um dos dois no céu está!

Dia e noite!
Sol e Lua!
Pra vocês vivo escrevendo
Sentimentos que me fazem
Conseguir mostrar ao mundo
O valor de se viver...
                   ***
Fátima Alves: Poetisa da Caatinga
Natal,15.10.09
Texto do meu livro Palavras Singelas e Encantamentos...
 Foto de minha autoria

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Dormi antes da lua chegar...Voz poética de Poetisa da Caatinga

















Dormi antes da Lua chegar...

Quando a lua veio olhar-me
Um sono calmo me abraçava
E uma mansa brisa me beijava
Me cobrindo com cheiros da terra
Era uma noite de lua cheia
Noite muito especial
Pois um manto de claridade
Lá do céu a lua nos jogava
E na terra do terreiro
A gente feliz cantava e brincava
Com os sonhos já sonhados
Mas naquela noite...
Só lembro que muito esperei a lua
Porém, o sono chegou antes dela
Me encantou e me levou
Para o mundo das estrelas
O mesmo mundo da lua
E em vez de admirá-la
No seu castelo eu dormi
E no meu sono eu sonhei
Que meu mundo era o dela
E minha mãe era ela...

Fátima Alves-Poetisa da Caatinga
Natal, 30.01.2010
Texto do meu livro “Palavras Singelas e Encantamentos...




Voz poética de Elba Ramalho



Nordeste Independente

Já que existe no sul esse conceito
Que o nordeste é ruim, seco e ingrato
Já que existe a separação de fato
É preciso torná-la de direito
Quando um dia qualquer isso for feito
Todos dois vão lucrar imensamente
Começando uma vida diferente
De que a gente até hoje tem vivido
Imagine o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Dividido a partir de Salvador
O nordeste seria outro país
Vigoroso, leal, rico e feliz
Sem dever a ninguém no exterior
Jangadeiro seria o senador
O cassaco de roça era o suplente
Cantador de viola o presidente
E o vaqueiro era o líder do partido
Imagine o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Em Recife o distrito industrial
O idioma ia ser nordestinense
A bandeira de renda cearense
"Asa Branca" era o hino nacional
O folheto era o símbolo oficial
A moeda, o tostão de antigamente
Conselheiro seria o inconfidente
Lampião, o herói inesquecido
Imagine o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

O Brasil ia ter de importar
Do nordeste algodão, cana, caju
Carnaúba, laranja, babaçu
Abacaxi e o sal de cozinhar
O arroz, o agave do lugar 
O petróleo, a cebola, o aguardente
O nordeste é auto-suficiente
O seu lucro seria garantido
Imagine o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Se isso aí se tornar realidade
E alguém do Brasil nos visitar
Nesse nosso país vai encontrar
Confiança, respeito e amizade
Tem o pão repartido na metade,
Temo prato na mesa, a cama quente
Brasileiro será irmão da gente
Vai pra lá que será bem recebido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Eu não quero, com isso, que vocês
Imaginem que eu tento ser grosseiro
Pois se lembrem que o povo brasileiro
É amigo do povo português
Se um dia a separação se fez
Todos os dois se respeitam no presente
Se isso aí já deu certo antigamente
Nesse exemplo concreto e conhecido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

(Esse comentário abaixo da Elba Ramalho foi ao vivo,
não faz parte da letra da música):

Povo do meu Brasil
Políticos brasileiros
Não pensem que vocês nos enganam
Porque o nosso povo não é besta