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Caatinga/ mandacaru em flores

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Árvores da Caatinga

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terça-feira, 28 de maio de 2013

Inverno na Caatinga - Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga

                                            

**Inverno na Caatinga**
 
Inverno na Caatinga
Traz verde em tons diversos
Traz flores em qualquer canto
Traz fartura na roça e no campo
Traz esperança a quem mora lá
A mata logo ressuscita
O rio volta a correr pelas campinas
Os animais retornam de suas migrações
As borboletas multicores voam felizes
O vento sente o seu frescor
Misturar-se ao perfume da mata
A noite é cheia de cantares
Escuta-se um coral com vozes
Dos rios, riachos e cachoeiras
Dos sapos e grilos
Dos trovões
E do vento a sibilar
Nos telhados e árvores
Tudo ali é belo
E infinitas vidas
Aparecem em cores e formas
Há uma explosão de felicidade
E num espetáculo magnífico
A caatinga encanta os olhos
Da alma sensível
Que para ela seu olhar lançar...
                   ***
Poetisa da Caatinga
Natal/26.05.09
                  ***
Homenagem a minha sagrada Caatinga-Berço onde nasci!
Texto do meu livro "Retratos Sentimentais da Vida na Caatinga"- 2010

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Andando no meu paraíso... A Caatinga verde - Voz de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga

                                 Andando no meu paraíso... A Caatinga verde

Infinitamente verde e florida
É assim que estar nossa caatinga
Um paraíso a encantar a alma
E hoje pude passear livremente
Como antigamente
Nos tempos em que lá morava
Com o coração cheio de júbilo
Andei a contemplar
Grandes e minúsculas belezas
Pelos campos e beiras de estradas
Em família
Colhi flores
Senti o cheiro da terra
Escutei o barulho das águas
E admirei com os olhos da alma
A vida que explode de alegria
Em cores e sons
Na fauna e na flora
Da nossa magnífica e tão minha
Sensível caatinga
Depois de tudo de belo e harmonioso
Que tive o privilégio
De mais uma vez contemplar
A minha alma voltou envolvida
Por um manto de alegria
Que agora guardei em meu coração
E peço a Deus
Que quando um dia
Eu não estiver mais nesta dimensão
Tenha deixado no meu paraíso
Nessa bela terra
Algumas sementes plantadas
Em corações férteis
Para que possam infinitamente
Perpetuar esse amor
Que sempre esteve
Bem dentro da minha alma
E se possível for
Que o meu coração
Com os meus sentimentos
Seja plantado
Num lugar verde
No topo da mais alta serra
E que possa ser transformado
Numa frondosa árvore...
***
Fátima Alves: Poetisa da Caatinga
Natal: 25.05.09
Texto publicado em 2010 na obra "Retratos sentimentais da Vida na Caatinga"

Voz maviosa de Zé Ramalho - Lamento Sertanejo


Foto de Zé Ramalho
Lamento Sertanejo
Zé Ramalho
Composição: Gilberto Gil e Dominguinhos
Por ser de lá
Do sertão, lá do cerrado
Lá do interior do mato
Da caatinga, do roçado
Eu quase não saio
Eu quase não tenho amigo
Eu quase que não consigo
Viver na cidade
Sem ficar contrariado

Por ser de lá
Na certa por isso mesmo
Não gosto de cama mole
Não sei comer sem torresmo
Eu quase não falo
Eu quase não sei de nada
Sou como rês desgarrada
Nessa multidão
Boiada caminhando a esmo

              ***
Essa música parece muito comigo.

Fátima Alves - Poetisa da Caatinga

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Imagem de plena paz - Gêmeos deram as mãos depois de nascerem

Imagem 83 de 83

17.mai.2013 - Os gêmeos Danel e Maria deram as mãos pouco depois de nascerem em San Sebastián, na Espanha. O registro do momento especial causou comoção nas redes sociais espanholas e logo ganhou o mundo. A foto foi tirada por um enfermeiro da maternidade e, segundo o obstetra Javier Rodríguez, que fez o parto dos gêmeos, o momento foi algo quase instintivo: "Os bebês se buscaram inconscientemente, como se quisessem prolongar fora do útero a sensação de estar tanto tempo juntos", disse o médico EFE
Informações sobre o álbums
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  • link: http://fotos.noticias.bol.uol.com.br:80/imagensdodia/2013/05/13/confira-os-fatos-da-semana-entre-13-e-17-de-maio.htm

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Para uma Roseira que sobreviveu a seca de 1958


Para uma Roseira que sobreviveu a seca de 1958
Minha Mãe!

   











      Era 1958, uma grande seca assolava vários municípios do Nordeste, e aqui no RN num povoado chamado Baxio de Nazaré, na época, pertencente a São Miguel (área serrana) do alto Oeste deste Estado, morava Minha Roseira, aquela que mais tarde desabrocharia botões, flores e finalmente frutos... E seria minha Mãe!
    Dizem que a minha Roseira, ainda sem botões e sem flores, já se mostrava linda... Mas naquela terrível seca, para não morrer por falta de nutrientes, seus pais a passaram para ser cuidada por uma tia (Maria José) que tinha mais condições.
E a Roseira ainda menina
Teve que deixar seu lar
Seus irmãos e irmãs
Seus amigos e amigas
E eu, fico pensando... Será que ela chorou?
Ou por ser inocente se alegrou?
Sei que lá junto a sua tia
Ela viveu feliz por vários anos
Transitando entre a saudade e a bonança
Coitada da minha mãe Roseira!
Menina morena!
De olhos cor de jabuticaba
Era magra, com cintura fina feito pilão
E tinha lindos e longos cabelos pretos
Mais belo ainda!
Era seu nome!
Maria Jacira!
Nome de Santa e de Índia
Essa roseira, tinha um apelido
Todos a chamavam de Jarina
E por esse nome ficou conhecida
Jarina, é uma linda e imponente planta da Região Amazônica
Da qual, de cujos frutos, saem belas sementes
E os povos da floresta, os transforma em lindos colares
Eu não sei o porquê desse apelido
Mas adorei! Quando conheci a história da planta.
E minha Roseira, num cenário de seca e terror
Viveu bons momentos...
Num tempo em que a fome
Matava muitos membros das famílias
Algum tempo após essa seca
A Roseira voltou para seu lar
E lá, só ficou por pouco tempo
Pois logo, ela encontrou um cravo
E com ele se casou.
Ah! Penso que não era o cravo esperado
Ele apenas a seduziu pela beleza
Que nela havia
E todo ano essa Roseira junto a esse cravo
Gerava um botão que depois
Desabrochava em flor
Mas a flor murchava e caía
Não chegava a frutificar
E alguns botões nem desabrochavam,
Caiam antes mesmo de chegar ao estágio de flor
Eu fui seu segundo botão a desabrochar e virar fruto
Pois o primeiro murchou e morreu assim que desabrochou
E de todos os botões e flores da minha Mãe Roseira
A natureza selecionou apenas 08 (oito)
Para chegar a ser flor e fruto
E começar um novo ciclo de vida
E assim,
De tão sofrida pela vida...
De tanto lutar para sustentar seus frutos
Maria Jacira
Ou
Simplesmente Jarina
Adquiriu várias patologias
Inclusive mental e cardíaca
Mas ainda em vida
Ela viu e contemplou a beleza
Dos seus frutos que a vida selecionou
E lhe deu como Dádiva de Deus
Depois ela se foi...
Para sempre!
E eu vivo a escrever para ela
O que em vida tinha vergonha de dizer
Coisas da nossa cultura familiar...
A gente não era apegada fisicamente
Porém, entre nós, sempre houve um eterno amor.
Te amo! Minha Roseira Maria Jacira
Ou apenas,
Minha Mãe Jarina...
Uma frágil Roseira
Santa e Índia!

       ***
Fátima Alves/ poetisa da Caatinga
Natal/30.11.2011

terça-feira, 14 de maio de 2013

Um acróstico para Gabriela Mabel ( minha Sobrinha)

Oi Mabelzinha!
Gosto tanto de ser sua tia!

Amável e linda tu és!

Bela tal como uma flor

Risos branco de ternura

Inteligente e sensata

E da mãe és uma estrela

Luz  que clareia ela

Amor que lhe faz feliz!
:)
Menina de fino trato
A gente só quer teu bem
Bondosa sabes que és!
E toda a família te ama
Lua Nova de nossas vidas!
               ***
Fátima Alves: Poetisa da Caatinga
Natal: 14.05.2013



 

Amor de mãe!



Patrícia e seu filho Thiago Batalha. Olha o que diz Thiago para a sua mamãe!
Mãe!
O nosso amor é como um vulcão
Quando explode
Sai um monte de coração
( autor: Thiago Batalha)

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Em pleno dia! Encontrei uma Coruja... Voz de poetisa da Caatinga Potiguar

Em pleno dia! Encontrei uma Coruja...Na beira da estrada carroçada
Pousada numa estaca da cerca de arame
Lá estava uma coruja
Com jeito de espiã daquela terra
Quando a avistei me surpreendi
Pois ela não voou do seu lugar
Nos deixou bem perto chegar
Parecendo querer nos conhecer
E pra maior surpresa nossa
Se deixou fotografar várias vezes
Enquanto girava sua cabeça até 180 graus
E parecia estar olhando em nossos olhos
Nos fazendo ficar por ela encantados
Pobre coruja!
Tão linda!
Tão sensível
Tão útil
Tão incompreendida...
Tão pouco vista...
Até quando poderá viver ali
E pousar em liberdade
A vigiar seu espaço
Na beira de qualquer estrada
Magnífica coruja!
Para os gregos és símbolo de sabedoria
E para outros povos és símbolo de agouro
Porém, para quem aprendeu a amar a natureza
Tu és simplesmente uma ave noturna
Necessária ao equilíbrio do planeta
Que precisa ser conhecida e preservada
E sobretudo amada...
Para mim tu és minha irmã
Porque considero a terra minha suprema Mãe

Maria de Fátima Alves de Carvalho
Natal:20.09.09
 Créditos da foto : do meu filho Espedito Segundo

“Aos que amam a natureza”
Texto publicado em minha Obra "Retratos Sentimentais da Vida na Caatinga".


Manhã Alegre - Fatima Alves - Poetisa da Caatinga

 
 
Manhã alegre!
Sabe a coruja que vem chegando
E se prepara pra repousar
Um véu de ouro
Lá no horizonte
Vem clareando
E as estrelas vão descansar
Desperta a mata
E acorda os pássaros
Que saem dos ninhos
Pra lhe esperar
Cantando em coro a lhe encantar
Lá vem o Sol! Todo orgulhoso
No mar desponta em esplendor
Com mornos raios
A nos banhar
Em pouco tempo
Sobe a serra
Acorda as flores
E vai reinar...
      ***
Fátima Alves/Poetisa da Caatinga
Natal: 13.11.08
Texto da minha Obra: "Retratos Sentimentais da Vida na Caatinga
Foto: Emanoel Milhomens de Carvalho

**Inspiração na janela**- Poetisa da Caatinga

 
Inspiração na janela

Da janela da minha casa
Vejo o mundo do meu jeito
E um velho cajueiro
Me traz muita inspiração

Á sua sombra abriga
Um pequeno jardim verde
Onde uma samambaia
Quer pra ela o meu olhar

Pra mim tudo ali é lindo
E bem pertinho da janela
Vive exalando cheiros
Minha bela Rosa prata

Mas adiante há bugaris
Pequeninas rosas brancas
Que me encantam com beleza
E perfumam meu viver

Também tem jasmim vermelho
Que de tanto ser cheiroso
Enciúma a Rosa Amélia
E a faz pensar que ele
Vai roubar o seu perfume

E ainda tem hibiscos
Esbanjando sua beleza
Que atrai o beija-flor
Por preferir suas cores

Nesse jardim todos se amam
E nem por isso deixam de ter
Um ciuminho tão danado
Pra ganhar o meu olhar
Quando chego na janela

Fátima Alves/Poetisa da Caatinga
Nata:16.05.09
Texto da minha Obra:" Retratos Sentimentais da Vida na Caatinga"

segunda-feira, 1 de abril de 2013

**Clamando por Chuvas!** - Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga

  
**Clamando por Chuvas!**

Oh, Sagrada Chuva!
Onde tu estais?
Estamos a te esperar...
E quase não há mais esperanças
Já roubamos O Santo!
Acendemos velas!
Oramos e rezamos sem parar!
Até chegar o dia de São José
E quem roubou esse Santo
O devolveu em procissão
Porque no seu dia
As nuvens banharam a Caatinga
Mas pararam por aí!
Onde está a chuva meu Deus?
São José não é mais ouvido?
Onde foi parar os clamores
Dos nordestinos protestantes?
Que pediram diretamente a ti
E Tu, também não os ouvistes?
Oh, Pai! O cenário é triste...
Muito triste! É terrível de se ver!
Já falta a água em muitos lugares
E os animais estão morrendo
Na beira das estradas
Por falta de comida e água!
Oh, Pai Altíssimo!

Escuta os clamores do teu povo
E manda chuva!
Porque em qualquer tempo
Na Caatinga a Chuva é Sagrada
Oh, Pai de Misericórdia!
Muda esse quadro de horror
E faz descer do céu
O esplendor das tuas nuvens
Para salvar os animais que de fome e sede
Estão fracos e tremendo
Caindo e agonizando
Sob Sol escaldante na beira das estradas
Muda Pai!
Muda este cenário!
Devolve a vida A Caatinga!
Teu poder tudo pode!
***

Fátima Alves: Poetisa da Caatinga
Natal: 01.04.2013

quarta-feira, 27 de março de 2013

Poetisa da Caatinga faz versos para seu neto!

Acróstico para José Emanuel ( Meu Neto)
Menino abençoado


Jeová sempre te guiará
Os teus caminhos serão livres
Sua mãe vela por ti a Deus
És para nós uma benção!

E todos haverão de te amar...
Mas de tua mãe és troféu!
Anjos do céu te trouxeram
Nunca te faltará “Amor”
Uma vida feliz tu terás
E orgulharás teus pais
Liberdade será teu lema
                ***

Fátima Alves: Poetisa da Caatinga
Natal:17.02.2013

Repintando meu viver ! Voz de Fátima Alves (Poetisa da Caatinga)

 

                                            SER AVÓ ME TRAZ FELICIDADES MIL!

                                           Fiz este palhacinho para meu neto ou neta

Repintando meu viver...
Uma semente de alegria
Foi plantada na minha vida
E já vive a germinar
Envolvida com amor
Em breve terei nos braços
Um sorriso inocente
Filho ou filha do meu filho
Que em maio nascerá!
Agora já sou avó
Antes mesmo de nascer
Essa criança querida
Que pra mim já trouxe cores
Repintando meu viver...
*********
Fátima Alves / Poetisa da Caatinga
Natal/02.11.2012

Para a Criança de Espedito Segundo e Jaline Medeiros
Que nos trouxe a alegria!

Voz teológica de Cristina Cairo - As 07 Leis Universais



Estudos Teológicos de Cristina Cairo
  • LEI DE CAUSA E EFEITO:
    Tudo o que você pensa, fala e faz, volta pra você.
    Cada palavra, pensamento ou ação enviam para o universo ondas eletromagnéticas fazendo com que se tornem realidade.
  • LEI DO RETORNO:
    A Lei do Retorno é muito justa:, você pensou em algo e esqueceu, ou e não classificou esse "algo" como ruim, acaba causando o desmembramento de outros fatos igualmente ruins.
    Tudo o que se pensa, fala e faz, tem retorno ruim.
  • LEI SEMELHANTE ATRAI SEMELHANTE:
    Cada vez que você envia energias- boas ou más - para o universo, está atraindo energias semelhantes à sua. Tudo que acontece ao seu redor, você é responsável, inclusive os acidentes, pois as vibrações estão na mesma frequência.
  • LEI DO SILÊNCIO:
    Cada vez que você critica alguém ou faz comentários sobre briga de vizinhos, sobre assaltos, problemas pessoais ou ciúmes, aumenta a energia negativa que acaba somatizando nos corpos sutis até chegar ao corpo físico, seja como doenças, acidentes, etc.
    É preferível se calar a falar palavras negativas.
  • LEI DA PROJEÇÃO:
    Essa lei ocorre quando você se projeta, inconscientemente, no outro. Por exemplo: alguém tem uma qualidade que você admira. É porque você tem essa mesma qualidade guardada no seu subconsciente.
    O mesmo acontece quando você não gosta de determinado comportamento ou defeito de uma pessoa, significa que você tem o mesmo comportamento ou defeito dentro de si mesmo e, como não consegue identificá-los, se projeta no outro.
  • LEI DA DOAÇÃO:
    Serve para movimentarmos as nossas energias e assim atrair a prosperidade. Você precisa doar-se para que essa energia de "doação", que pode ser qualquer tipo, transforme as vibrações negativas em positivas.
  • LEI DO DISTANCIAMENTO:
    É a compreensão de que nada nos pertence, nem mesmo as pessoas de nossa família (pai, mãe, filhos), amigos, animais domésticos e bens materiais. Tudo é passageiro em nossa vida, inclusive o nosso corpo físico. Devemos amar e estar presentes em tudo que está a nossa volta, porém devemos nos conscientizar, com sabedoria, do desapego amoroso.
    Amar é estar presente, mas consciente das Leis do Universo, para não nos deixarmos abater emocionalmente.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Eu... Mulher Poeta! - Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga

 
Eu... Mulher Poeta!

Eu... mulher poeta!
Quase não sou compreendida
E muitas vezes mal entendida
Vivo e sinto a vida em dois mundos
Transitando sem parar
Do meu mundo, pro mundo nosso
E só assim sei caminhar...
Pois nos dois mundos
Gosto de estar
E cada mundo
Vem me chamar
Pra que ocupe o meu lugar

O mundo meu...
É pleno em tudo
Lá a magia vive a reinar
No qual eu sou rainha e fada
E nele tenho todo o poder
Pra combater forças do mal
O impossível não entra lá
E o meu mundo é tão esplêndido
Que o desejo sempre pra nós

O mundo nosso...
É diferente!
A plenitude nele não reina
E há duelos que nunca acabam
Porque o mal também existe
Embora o bem ninguém derrote
E nesse mundo eu sou mulher
Mulher que vive sempre a lutar
Na esperança de transformar
Cada recanto por onde ando
Num paraíso feito meu mundo
E esse mundo ser um bem nosso

Meu mundo...
Esse dos meus desejos...
Não é real no plano físico
E só existe na minha subjetividade
Mas mesmo assim
Entro nele toda vez
Que e o desejo resolve me levar
E ao voltar trago em meu corpo
Esse mundo desenhado

Real é o nosso mundo
Este que por breve tempo
Estamos apenas de passagem
Caminhando numa estrada
Que ainda não conhecemos seu final
E que talvez ninguém deseje
Terminar de fato, o seu percurso
Nosso mundo real se faz finito
Mas justo na sua finitude
Existe uma tênue ponte
A ligar esses dois mundos
E ao descobrir essa passagem
Passei a viver a plenitude
Que me permite cada um deles
E assim me descobri mulher poeta

Ser mais subjetivo que real
Ser de muita luz...
Luz azulada!
Bem sensível
Mulher que sente e escreve os sentimentos
Que cada mundo lhe demanda interpretar
Ou simplesmente soletrar com coração
Cada palavra que o vento lhe mostrar
Mulher poeta! Alma sensível
Vive em dois mundos
Tentando entender e melhorar o nosso
É dessa forma que vivo e sou
Indo e vindo do eu pro nosso
Ou vice versa...

E se nosso mundo...
Amanhecer bem cinzento
Lá no meu mundo...
Posso encontrar-me com o sol
E até trazer pra este nosso mundo
Raios de luz...
Com as cores do arco-íris
Porque Deus me fez ser
Uma mulher poeta!
Criatura com sentidos especiais
Pra colorir e transformar
Qualquer espaço do nosso mundo
Com o que vejo no meu mundo...

Fátima Alves: Poetisa da Caatinga
Natal: 15.04.09

“ Ás mulheres que Deus fez poetas”

Poetisa da Caatinga mostra Vinicius de Moraes cantando à São Franciso


Lá vai São Francisco
Pelo caminho
De pé descalço
Tão pobrezinho
Dormindo à noite
Junto ao moinho
Bebendo a água
Do ribeirinho.

Lá vai São Francisco
De pé no chão
Levando nada
No seu surrão
Dizendo ao vento
Bom dia amigo
Dizendo ao fogo
Saúde irmão.

Lá vai São Francisco
Pelo caminho
Levando ao colo
Jesus Cristinho
Fazendo festa
No menininho
Contando histórias
Pros passarinhos.

Lá vai São Francisco
Pelo caminho

sexta-feira, 1 de março de 2013

Fátima Alves: Poetisa da Caatinga mostra mais um texto do seu 2º livro.

Cenário de seca
Sol alegre secando tudo
Calor abrasador
Poeira dançando ao vento
Com redemoinhos assustadores
E um lindo céu azul turquesa
Com nuvens branquinhas e fofas
Tal qual travesseiros dos anjos
Envolvem a caatinga quase sem vida
Em tempos de seca malvada
Malvada porque tudo ela queima
E nem liga pra gente que sofre
Rezando pra chuva chegar
Buscando a água tão distante
E sonhando com o verde
Que traz a fartura
Fartura de vidas
Que cantam e dançam
No espaço e no chão
Porque é assim deslumbrante
Que fica a caatinga
Quando o sol permite
Que a água lhe banhe
E com verde lhe envolva...

Fátima Alves:Poetisa da Caatinga
Natal: 30.02.2010


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O céu da Caatinga - Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga

                                 O céu da Caatinga!

Um céu azul turquesa ou piscina
Com poucas nuvens branquinhas
E as vezes sem nuvem nenhuma
Quando é tempo de extensa seca
Assim o céu cobre a caatinga
Com beleza sem igual
Num azul onde a alma repousa
E os pensamentos livres voam...
***
Fatima Alves: Poetisa da Caatinga
Natal: 09.08.2009
“Ao céu da nossa Caatinga”
Foto de minha autoria

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Fatima Alves mostra as belezas da Caatinga e do seu Estado RN

Um canto aos encantos do RN
***
Nossas terras tão sofridas!
Por descuido e préconceito
Tem belezas sem igual
Tanto mar... e tantas serras
Temos vales grandiosos
Muitas dunas e salinas
E a singular caatinga
Que pra esperar a chuva
Perde o verde e fica cinza
Se encanta por um tempo
Mas depois é paraíso...
***
Nossa terra tão sofrida!
Não me canso de cantar
Cada canto onde vou
Vem pedir meu versejar
E se exibe para mim
Pra que eu possa mostrar
Por letras de sentimentos
Como é lindo esse lugar
***
Nossa terra tão sofrida!
Por visões equivocadas
Mostra um povo miseráve
Mendigando seu viver
São imagens assustadoras
Para o mundo socorrer
Com remédios analgésicos
Que camufla e não resolve
Humilhando nosso povo
Pra assim sempre sofrer
***
Eu não gosto de nos ver
Ser retrato de miséria...

Gente que vive morrendo
Por não ter cidadania
Num lugar tão magnífico
“Ser mendigo que trabalha”
Se o trabalho enobrece?
Precisamos desfrutá-lo
Temos frutos pra colher
E não posso aceitar
Que essa seja nossa imagem
***
Quero ver nossa cultura
Respeitada e difundida

Cada ponto do RN
Tem um jeito de viver
Da caatinga ao litoral
Todo mundo sabe ser
Simplesmente o que se é
Mas precisa condições
Pra chegar aos ideais
Do futuro planejado
Bem melhor que no presente
***
Nossa terra tão sofrida!
Tem riquezas no seu chão
Seus vales, chapadas e serras
Produtivos sempre são
E até a água escassa
Só não chega onde falta
Por não termos instrumentos
Pra chegar no lençol dágua
Que estar no subsolo
E ninguém pode usá-lo
***
Nosso povo é tão bonito
No seu jeito natural!

Quando vive em seu lugar
É o amor que reina lá
Todo mundo é tão unido
E consegue se ajudar
Mesmo nas dificuldades
Se aprende a partilhar
E a dor de qualquer um
Não dói mais pois é de todos
***
Meu lugar eu sei amar
Do jeitinho que ele é...

Se é praia ou é caatinga
Tudo aqui tem seu valor
Não comparo essas grandezas
E respeito as diferenças
Porque cada uma tem
O que Deus determinou
E se a gente entende isso
Só amor vai plantar lá
***
Eu nasci nessa caatinga
Que parece estorricada!

Pra viver eu aprendi
Conviver com as suas leis
Se tem água vou plantar
Cultivar e armazenar
Pra no tempo que faltar
Já saber onde ir buscar
Sem precisar mendigar
A quem só quer explorar
***
Uma coisa eu bem sei
Minha alma é desta terra!

E não quero ser queimada
Pelo o olhar de quem não sente
Pré-conceito espanto logo
Somos fortes e valentes
Criativos e persistentes
Canto o canto do meu povo
E hei de viver cantando
As grandezas potiguares
Vou cantar até o meu fim...
...
Fátima Alves: Poetisa da Caatinga
Natal:11.11.09

“Á terra onde Deus me fez nascer”

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Poetisa Eulália de Castro - Meio Ambiente em foco


Crédito da foto: Poetisa da Caatinga
Paisagem de Bananeiras na Paraíba

MEIO AMBIENTE EM FOCOpostado por Eulália Castro em E. E. Cid Rosado - 1 ano atrás

*Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome.* Mahatma Gandhi ...