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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Voz poética de Ana Sara Alves de Carvalho - Poetisa Encantense / Radicada na Itália

Poesia
Emoção em forma de passado  
(Natal 1999)

Emoção... É tudo.
É cada pedacinho de um passado feliz.
Da infância que não foi vivida,
da paixão que não foi esquecida...
Choro... mas não é de tristeza!
E sim, de emoção,
de guardar você no fundo do meu coração.
Passado... Mantenho-o vivo,
com lembranças, do beijo, da lágrima.
De você...
Não paro sequer nenhum segundo,
sem pensar em você...
Te amo tanto!
Que com palavras,
não sei dizer o que sinto por você.
Te amo tanto em forma de paixão,
e isso não é emoção...
É amor em forma de Ilusão.

Poetisa
              Ana 
                            Sara
(Ana Sara,  ainda Pré-adolescente, aos 11 anos de idade)
A poetisa Ana Sara, agora  com 22 anos, há 5 anos vive na Itália  e eu, 
publico algumas  das dezenas de poesias que ela deixou,
em cadernos e agendas "... 
Sou sua mãe" ... Nessas fotos ela está passando férias em Roma ...

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Voz poética de Fátima Alves (Poetisa da Caatinga - Cel. João Pessoa /São Miguel/RN


Cenário do memorial do poeta paraibano Augusto dos Anjos.
Crédito das fotos: Emanoel Milhomens de Carvalho

Ah, meu coração!
Quero tanto entender
O desejo de minha alma
De ser o que não pode ser
De ser flor lá das montanhas
Ser lagoa de uma selva
Ser estrela lá no céu...
Ou apenas estar contida
Nas cores de uma aquarela
Que outro coração pintou...


Fátima Alves/ Poetisa da Caatinga
Natal /02.11.09
Texto da minha Obra: Palavras singelas e encantamentos



"Aos desejos mais singelos!"


quinta-feira, 16 de junho de 2011

Voz poética de uma Vitima do Bullying / Fátima Alves / Poetisa da Caatinga



Fui vitma do Bulllying no meu tempo escolar...

          Desde criança, lembro-me que sem querer, estava sempre chamando atenção de muita gente. E isso acontecia naturalmente em todo lugar por onde os meu pais me levavam. Em casa, as minhas brincadeiras chamavam atenção de todas as crianças da vizinhança. E assim, sem saber, eu liderava qualquer brincadeira. As roupas que eu fazia para minhas bonecas, bem como meus desenhos, minha letra, enfim, todas as minhas ações infantis despertavam um olhar diferenciado por parte dos adultos. Em casa, o meu pai, vivia me elogiando e me exibindo para as pessoas como um tesouro precioso. Enquanto isso, a minha mãe, que era depressiva ,vivia brigando comigo e me dizia que eu era besta e amostrada, ela sempre reclamava do meu jeito de falar e me expressar. A mesma, queria que eu fosse como as outras meninas da minha idade. E eu me mostrava bem diferente, mas sem ter nenhuma intenção de assim ser. Esse fato, só depois de me tornar adulta e professora, me preocupei em estudar e aí, aos poucos comecei a entender o por que de tudo isso.

         A verdade, é que minha diferença, era muito acentuada para uma criança filha de camponeses analfabetos. E isso, me levou a ser destaque na escola, onde todos os educadores me colocavam em posição de menina prodígio. Aliás, somente aos 10 anos fui matriculada em uma escolinha multiseriada, na qual, já cheguei lendo sem soletrar, tinha aprendido a ler com meu pai, folheando os livros do MOBRAL, fato que me fez avançar do 1º (primeiro) ano para o 3º (terceiro)ano e mesmo assim, ainda estava adiantada. Até aqui, tudo ainda ia bem. Mas ao ingressar na 5ª série, meus textos e meus trabalhos, começaram a chamar a atenção dos professores, que sem saber que estavam me expondo a um grande perigo, me elogiavam todos os dias. E aí, a minha vida... logo no início da adolescência, começou a ficar muito dolorida, pois a maioria dos colegas da turma se voltavam contra mim e eu nada podia fazer, apenas me calava diante de agressões e torturas psicológicas de toda a natureza. A escola nunca percebeu e até hoje não sabe que vivenciei na pele, o que atualmente chamam de bullying. Vítima completamente indefesa, sofri demais.... e nem sei como consegui sobreviver a tamanho horror.

          Na minha turma, que sempre era a turma “A”, eu nunca ofendi ninguém, mas tive que suportar as piores ofensas possíveis. Porém, nada eu fazia para receber tantos maus tratos. Diante de constante sofrimento, a minha resposta era simplesmente o silêncio. Um silêncio de desgosto e tristeza, o qual me fazia pedir a Deus pra me levar para o céu. Isso, em profundo silêncio pedi inúmeras vezes, pois sabia, que ninguém podia me ajudar, nem meus pais, porque pra mim eles eram muito frágeis e em vez de me ajudar, poderiam se tornarem vítimas como eu. E nessa situação, as agressões verbais feriam minha alma e doíam demais...Qualquer aluno(a) podia se mostrar como era, mas comigo era diferente, eu não tinha o direito de ser eu mesma, pois o meu EU era esmagado constantemente. Na turma, eu tinha poucos(as) colegas, que sempre me defendiam e me fortaleciam perante as agressões, mas até estes, eu tinha muito medo de perdê-los.
 
         Lembro-me, que meus lindos cabelos adolescentes, era um dos itens que encontravam para me ofenderem, dizendo que eu me mostrava com o balanço dos mesmos. Outro item, era a minha pobre casa, com ela faziam todo tipo de chacota. E a bicicleta do meu pai, as pintinhas do rosto do meu irmão, minhas roupas e mais uma infinidade de motivos bobos, que nem um pouco me preocupavam, mas com eles faziam toda crueldade comigo. Em dias de prova, eu que estudava muito e nunca precisei colar, tinha que passar a cola das provas para a fila inteira onde me sentava e se me negasse a fazer isso, ameaçavam de me pegar lá fora, por isso sem reclamar, eu os obedecia. Muitas vezes, quando retornávamos do intervalo, algum deles tinha escarrado ou cuspido em minha cadeira, e os demais olhavam e riam.

           Era duro e traumático para mim, ter que suportar calada tudo aquilo, mas não havia alternativa , o grupo que me perseguia era numeroso e forte, portanto, não existia solução para meu sofrimento. Outro motivo, era o fato que muitos garotos se apaixonavam por mim, mas, logo apareciam várias do grupo para dificultar uma aproximação, caso eu me interessasse por alguém. Desse grupo malvado, até a minha prima fazia parte e por sinal, se interessava por todos os meninos que olhavam para mim. E justo nesse período sofrido, me apaixonei por um colega da minha turma e senti também, que ele era por mim apaixonado. Esse menino, era filho do prefeito da cidade e, porém, muito cobiçado pela maioria das meninas da localidade e redondezas. Mas, sentindo medo das possíveis ações que tramariam para mim, tive que sufocar durante uns três anos esse amor. E, no entanto, suportei vê-lo namorar com quase todas desse grupo, inclusive com minha prima...

       . E mesmo, percebendo o seu amor por mim, me afastava dele toda vez que de mim o mesmo se aproximava. Sei que ele pensava que eu não o queria. E isso me doía muito, mas tinha que fingir esse desinteresse. Portanto, por causa dessas agressões psicológicas para comigo, não pude viver de corpo e alma, as maravilhas do meu primeiro amor, como também, deixei de participar de todas as festas da minha turma, no período da 5ª a 8ª série. E isso era por demais, dolorido em minha vida...

        Naquele tempo, final da década de 70 (setenta)até o inicio dos anos 80, a violência nas escolas do interior praticamente ainda não existia, mas esse tipo de covardia camuflada e silenciosa já fazia parte da escola estadual onde eu estudava e da qual muito gostava. E foi por muito gostar dessa escola, que apesar do sofrimento, consegui suportar e prosseguir, sendo vista como uma das melhores alunas daquela escola, fato que me colocava ainda mais sobre a mira das ações maldosas deste grupo. E dessa forma, vivenciei essa tortura até o final da 8ª série. Esse tempo passou lentamente e somente após ingressar no antigo 2º grau, a minha turma se desfez e como a nova turma era composta na maioria de pessoas mais adultas, não havia mais a força do grupo dominador, pois muitos ficaram pra traz, daí Deus me livrou desse sofrimento. E enfim, pude respirar o ar da liberdade. Ressalto aqui, que todas as pessoas que fizeram parte desse grupo, aprenderam a gostar de mim e passaram a me admirar. Hoje, ficamos felizes quando nos encontramos. E da minha escola, relembro com carinho tudo de bom que existia, motivos muitos que me fizeram sobreviver ao bullying...
 
        Resolvi contar um pouco dessa história, porque na minha vida de educadora, tenho um olhar e uma escuta... voltados pra perceber, os problemas relacionados com qualquer tipo agressão, principalmente, das agressões de um grupo para com uma única pessoa, pois tendo vivenciado na pele e na alma as dores e as consequências do bullying... Sei como é terrível o sofrimento de todos que sem nada fazer, são vitimados pela maldade de um grupo, que não sabe conviver com a riqueza das diferenças. E a gente por ter esses detalhes acentuados, sofre sem poder se defender...
 
          E hoje, quero acrescentar um pequeno parágrafo, sobre o qual evitei tocar... Ainda continuo aos 47 anos de idade, sendo vitima do bullying, e sofro muito por isso. Estudo o fenômeno Bullying desde o ano de 2005, quando percebi um grupo fazendo atrocidades com alunos excelentes, que nenhum motivo dava para serem agredidos. E foi estudando o fenômeno que me vi ainda nas suas garras, pois, hoje já não se considera que precise necessariamente um grupo de alunos contra um único aluno. Pode ser apenas um , dois, contra um, que nunca deu motivos para nascer a raiva e ou, até ódio. E de acordo com o que tenho lido, ainda sou vitima, no trabalho, na igreja e em qualquer grupo social que procuro frequentar... Em todos esses ambientes têm não só apenas um, mas alguns a me perseguirem e tentar boicotar meus trabalhos, inclusive meus talentos artísticos.
 
Atualmente, depois que amadureci, minha vida mudou, reajo e não tenho medo... Não há mais silêncio, há muito choro, desgosto e vontade de morrer... Eu faço tratamento com dois especialistas e tomo duas ou às vezes, três medicações controladas. Mesmo assim, ainda sinto dores profundas no coração da alma... E tenho medo da maldade daqueles que me perseguem... Eu enquanto psicopedagoga, considero que as cicatrizes psíquicas dessa crueldade que tortura e enclausura os jovens, ficam pra sempre e podem inclusive doer muito na vida adulta...

Poetisa da Caatinga /08.02.09

Texto republicado em 16.06.2011

sábado, 28 de maio de 2011

Uma flor protegida por espinhos - Autoria de Fátima Alves (Poetisa da Caatinga) Cel. João Pessoa/São Miguel/ RN

 Uma flor protegida por espinhos

 Um dia Deus criou uma linda flor
Flor tão magnífica e delicada
Que ele mesmo a olhou e admirou
A beleza que suas mãos criou
Então, nesse momento!
Segurando-a cuidadosamente
Ele pensou...
Onde vou colocar essa linda flor?
E viu tantas árvores e arbustos
Para abrigar essa flor,
Que achou por bem,
Pedir pra ela mesma escolher
Em qual delas a sua energia
Deveria ser colocada
Pra que ela um dia desabrochasse
E a flor, vendo tantas possibilidades
De mostrar sua beleza e enfeitar o mundo
Ficou na dúvida!
Não queria escolher nenhuma daquelas árvores
Porque tinha certo receio
Que algumas delas pudessem ficar tristes
Então ela pediu ao Deus Criador
Que enviasse um nobre beija–flor
Pra procurar em todo o mundo
Uma árvore que fosse bem diferente
De todas que ela havia até então conhecido
E portanto, era lá, que ela queria desabrochar
Aí, o beija-flor, voou por muitos dias
Procurando essa estranha árvore
Até que um certo dia...
Ele chegou num lugar muito seco
E aparentemente triste e sem vida...
Nesse lugar, não havia nenhuma flor
E ao voar em cada canto desse lugar inóspito
Logo encontrou muitas árvores estranhas
Pois em vez de folhas,
Eram cobertas por milhares de espinhos
Então,aproximou-se de uma delas.
Nesse instante! Admirado! Pensou o beija-flor...
Essa árvore! É muito diferente... e deve estar triste...
Mas será que aquela linda flor?
Vai querer que Deus lhe coloque nela?
E meio na dúvida voltou de sua missão
Para dar a notícia a linda flor,
Que havia encontrado uma árvore diferente
Mas a flor, poderia não querer viver entre espinhos
E mais ainda...naquele lugar tão desolador!
Ao chegar contou tudo para a flor
Que ao ouvir-lhe com atenção, chamou Deus e lhe disse:
Meu amado criador!
Podes me colocar na árvore que o beija-flor encontrou
E Deus soprou delicadamente a sua energia sobre a árvore
Que no dia seguinte, em lindo botão transformou-se
E antes da flor mostrar a sua beleza
Veio uma linda chuva cintilante
Recepcionar a flor! E ao mesmo tempo,
Alegrar e trazer à vida àquele lugar
E com gotas de amor lhe banhou com carinho
Fazendo-a desabrochar com seu toque de ternura
E a flor se viu divinamente bela!!!
Colocada em um berço de espinhos
Mas nenhum lhe furava,
Ao contrário, lhe protegiam de qualquer invasor
E a árvore, vendo a flor, ficou tão feliz!
Que ergueu seus braços aos céus,
Num gesto de eterno agradecimento.
Aí, Deus assistindo aquela cena extraordinária,
Resolveu mandar o inverno cuidar daquela terra
E daí em diante,
Sempre que surge nessas árvores,
Seus primeiros botões,
Em seguida, vem a chuva
Acordando todas as vidas desse lugar.
Então, o mundo se cobre delicadamente
Com um lindo manto verde
Todo bordado com pontos diversos
Pelas mãos de Deus
E protegida por grandes espinhos
Reina orgulhosa a linda flor!
A flor de cactos!
Filha da árvore símbolo da Caatinga

Fátima Alves(Poetisa da Caatinga)
Natal/25.03.09
À flor do meu pé de mandacaru
Texto publicado na minha obra " Retratos Sentimentais da Vida Na Caatinga"

Beleza singela das nove horas -Versejar de Fátima Alves (Poetisa da Caatinga) Cel. João Pessoa/São Miguel/ RN

                               Beleza singela das Nove Horas
Pequeninas e tão singelas
Todas lindas e bem alegres
Cada uma a exibir
Beleza e cor lá na janela
Flores chamadas de nove horas
E não importa a diferença
Que está na cor e nas suas pétalas
Só as chamamos de nove horas
Pois nessa hora elas despertam
E desabrocham muita beleza

Essas florzinhas bem delicadas
São muito fáceis de cultivá-las
Atrai abelhas e besourinhos
Que encontram nelas seus alimentos
E também brincam com suas pétalas
   Ato singelo a me encantar...

Quando levanto e olho pra elas
Todos os dias no meu jardim
E as tenho também em minha janela
Que coisa mais linda meus olhos ver
Beleza breve nessas florzinhas
Nem mesmo um dia podem viver
Encanto eterno num florescer
E sempre o tive junto a mim
As nove horas amo demais...

Fátima Alves ( Poetisa da Caatinga)
Natal/26.10.2009

TEXTO DA MINHA OBRA: "Retratos Sentimentais da Vida na Caatinga)

domingo, 22 de maio de 2011

Voz poética de Emanoel Milhomens Carvalho(Poeta de São Miguel/RN)

                          EM DEFESA DA NATUREZA!

                                                                             
                                                
                                Maria nunca gostou
    De ver uma árvore cortada   
    Pois nos seus galhos repousa
    O ninho do beija-flor                                               
                                        

                                                    Maria nunca gostou
                             De ver na mata a queimada
                            E a fauna correr assombrada
                            Procurando um Salvador...

      
                                                   
                                          Maria nunca gostou
                                  Do ser que prende a vida  
                                        Numa gaiola  fornida
                                       Um tristonho cantador...


                                                    
                
Maria nunca gostou
Da espingarda traiçoeira
Do gancho da baladeira
De onde o animal tombou...
                                   Maria nunca gostou
                       Da vara do carroceiro
                       Do chicote do vaqueiro
                       E do animal  a dor...

Autor: Emanoel Milhomens de Carvalho
Natal / RN - 2011
Texto dedicado a minha esposa Poetisa Fátima Alves- Uma camponesa ambientalista... que em sua convivência me ensinou a amar e presevar a natureza, me tirando um prazer monstruoso que antes eu sentia em caçar de espingarda e pescar. Hoje também sou ambientalista! E nosso filho é Biólogo... Uma dádiva de Deus em nossas vidas. 


sábado, 21 de maio de 2011

A um Ipê Rosa - Voz poetica de Fátima Alves( Poetisa da Caatinga) São Miguel/ Cel. João Pessoa/ RN


A um Ipê Rosa que mora num canteiro da cidade

 Oh! Minha nobre árvore!

Beleza e encanto das nossas matas
Tão rara agora de se encontrar
Me alegro em te ver!
Mesmo sufocada no canteiro da cidade
E por ti me sensibilizo...
Desejo muito te salvar
Te salvar das sangrentas mãos humanas
Nossas pequenas e malvadas mãos
Quanta maldade fizeram contigo
Estão te exterminando da natureza
E nem percebem a tua grandeza
Como tu és linda!
Formosura exuberante!
Meus olhos por ti se encantam
Magia tem tua imagem pra minha alma
E pra ti meu espírito verseja
Versos singelos...
Dedicados a você minha fada rosa
Que tanto seduz o meu olhar
E me leva a ser abelha, borboleta e beija-flor
Ou até mesmo pequenina formiga
Só para poder passear no encanto das suas flores
E me envolver em tamanha beleza
Sabe! Meu lindo Ipê Rosa!
Tenho certeza! Que no meu mundo de magia...
O Sol e a Lua ao ver seu florescer
Descem do céu por um breve instante
E abraçados cantam um canto de amor
Agradecidos por ter você na terra
Tão divinal em esplendor
Pra ser cenário do seu amor...


Fátima Alves
Natal /29.11.09
                   “Ao nobre e raro Ipê Rosa

Ao Ipê Amarelo- nos versos da Poetisa da Caatinga- Fátima Alves





 















Ao Ipê Amarelo
Meu grandioso ipê amarelo

Sou por ti apaixonada







E parte de mim se derrama
Na tua beleza encantada

És uma alma tão florida
E não há alguém no mundo
Que por ti não se encante
E não te leve em pensamento

Ah! Meu nobre ipê!
No dia em que eu morrer
Se eu poder ser uma flor
Ficarei nos seus buquês!


Fátima Alves/Poetisa da Caatinga
Natal / 22/11/2009
“Aos últimos Ipês amarelos do meu RN”

sexta-feira, 20 de maio de 2011

VOZ POÉTICA DE EMANOEL CARVALHO - POETA MICAELENSE / ALTO OESTE SERRANO/RN















O velho do Engenho

                        Velho e com uma só visão
                        Essa é a lembrança que tenho
                        Daquele velho do engenho
                        A quem tive admiração
                        Por todos bem conhecidos
                        Foi bom pai e bom marido
                        E querido na região

Seu engenho foi referência
Onde os vizinhos moíam
Toda produção traziam em tropa de animais
Dentro dos canaviais orientava a produção
Do corte a execução
De seus produtos finais

                       Produzia seu engenho mel alfenim e batida
                      A rapadura conhecida
                      A mais doce da região
                      Sob sua proteção quinze homens que auxilia
                      Nas moagens que hoje em dia
                      Se perderam da tradição

Em frente do engenho a casa
Uns vinte metros media
Ao seu lado residia o comprador de algodão
Que era um de seus filhos
Que um comércio explorava
E a moeda que usava era a troca por produção


                    Bem velho perdeu a esposa
                   Anos depois faleceu
                   Dividiram os bens... seu o engenho ficou parado
                   Foi reduzido a ruinas
                  As animações antigas
                  Soterradas no passado

Os abastados deixaram
O tempo e o vento destruir
Nem lembrança existe mais
Dos que habitavam ali
Casa engenho e vacaria
Aonde a vida fluía deixaram de existir


            Horácio da Cunha Lima hoje é pouco lembrado
                  Junto a ele seu legado foi pelo tempo esquecido
                  Talvez que algum amigo ainda tenha em lembrança
                  As animações do engenho pelo velho promovido...

Texto dedicado ao meu avô Horácio
Também tio avô de minha esposa ( Fátima Alves/ Poetisa da Caatinga)


Emanoel Milhomens de Carvalho
Natal/20.05/2011

domingo, 15 de maio de 2011

Voz poética de Fatima Alves / Franci Fernandes – Minha amiga Estrela!

Minha amiga Estrela!
Antes de tu seres gerada por teus pais
Deus tinha milhões de projetos estelares
Para enviar a terra...
Mas ele pegou um punhado deles
Olhou um, a um...
Todos eram fascinantes
Então ele sentiu a energia vital
De cada um daqueles lindos projetos
E resolveu: Tu serias a escolhida!!!
Enquanto isso...!
As demais estrelas te consagraram
Te aplaudiram!!! E te entregaram aos anjos!
Para descerem dos céus e num clima de amor
Aproximar seus pais para te gerar
Te dar corpo...pois antes, quando no céu
Eras apenas a energia de paz que habitava
Num corpo celestial... Numa linda estrela!
Que adorava olhar a terra lá do mais longínquo infinito
Antes de seres o que és! Tu já eras!
E eras uma magnífica Estrela!
Luz que enfeitava a noite dos nossos céus...
E ao passar para o plano terrestre... Tua missão não seria fácil!
Reflita sobre as missões que já desenvolvestes !
E veja! Que Deus, o nosso criador... Te ama demais!
Pois somente a uma Estrela muito forte e tão singela
Deus entregaria, Nobres Missões!
Para não ofuscar ninguém com sua luz ...
Agora és estrela terrena, passageira...
Porém , ainda tens a luz primeira...
Aquela que Deus te deu ...
Quando lá no céu pelo poder da palavra
Te fez Estrela espiritual! Estrela eterna...
Todos os dias, agradeça por ser Estrela!
Pense no que estou te escrevendo...
Mesmo que ninguém te diga isso!
Aceite ser a Estrela que você sempre foi...
Nenhuma decepção poderá apagar seu brilho
És brilho divinal!
E eu adoro ter a sua luz na minha vida...
Pois poucos são nossos amigos (a)...
Mas aqueles (a) que são... conseguimos ver sua luz!
E essa luz... vem de Deus!
Alegre-se amiga! És projeto divinal!
E não permita que sua luz fique fraca...
Porque te conheço! E só te vejo Brilhando muito...
Trazendo sempre raios de paz!
Força e fé! Minha Estrela Amiga!
Deus estarás sempre contigo...
Fatima Alves( Poetisa da Caatinga)
Natal/15/05/2011

segunda-feira, 9 de maio de 2011

MÃE!!! A Voz Poética da sua filha Fátima Alves( Poetisa da Caatinga)


       MÃE!!!

        Hoje, neste momento, estou sentindo saudades de você. A tua presença, nessa eterna ausência...de repente tocou meu coração, e ele estar todo encolhidinho, sentindo o frio eterno de não poder ter mais o calor...O Calor do Seu Coração!

        Olha, Mãe! São quase 18 horas, estou num ônibus a caminho do meu trabalho noturno, mas de repente chegastes em minha mente em imagem e energia...Estou te sentindo Mãe!!! Estais aqui bem pertinho de mim. Sei que isto é uma ilusão, uma necessidade minha...Porém, é verdade o que estou a sentir... O ônibus estar superlotado, estou sentada ao lado de uma moça desconhecida, a qual, penso que estar observando minha escrita rápida e garranchuda. Ela deve tá estranhando o meu jeito. Sei que estar! Mas essas coisas ninguém pode de fato explicar, pois ao nosso Deus pertencem...E eu nem sequer acredito na volta dos mortos... mas te sinto bem real!

        Mãe da minha alma! Estou lembrando de um passado bem remoto, daquela época em que você só tinha eu e minha irmã Neide. As imagens que vejo não são nítidas, são bem embaçadas, e não vejo o seu rosto jovem, lhe vejo como partistes, apenas o teu corpo consigo vê-lo como era, bem magro e bem lindo... Nesse tempo que te vejo embaçada, você me parecia ser um pouco feliz, pois feliz... feliz! Mãezinha! Pouco você foi. Porque Mamãe, toda a nossa família sofria muito...

         Mas nesses momentos felizes, que estou vendo passar na minha mente, te vejo cuidando de nós duas, eu e Neide. Estou vivenciando em memória, as tardes do sítio, lá no Maranhão. Estamos num lugar lindo, com flores, com pássaros, com pomar cheio de frutos... Estamos perto do cacimbão do nosso sítio...Você, já nos banhou com um sabão de coco babaçu, delicioso, nos enxugou e agora juntamente com Lourdes, sua enteada, minha irmã paterna, penteia nossos lindos e cumpridos cabelos, enquanto canta ou conta suas encantadoras histórias de trancoso. Depois de penteados os nossos cabelos, chega a vez de fazer nossas tranças, e isso eu simplesmente adorava...

        Ah, Mamãe! Até hoje, eu me rendo as mãos das cabeleireiras, só porque ainda sinto as delícias do toque das suas mãos, que tanto deixou memória na minha pele, especialmente na cabeça, com também, catando piolhos, tarefa diária, um cuidado bem exagerado, e seus adoráveis cafunés, que eu sempre lhe pedia pra repetir infinitas vezes...

          Mãe! Sei que não fui sua filha ideal... deveria ter cuidado melhor de você, até porque logo descobri que tinhas uma doença mental, que lhe deixava depressiva e com mudanças repentinas de humor... Me desculpa ,Mãe! Mas devido seus problemas de saúde, Eras muito áspera conosco, mas de repente nesse ônibus, DEUS me fez lembrar de um tempo apagado...

          E pude nesse momento de magia e saudade.... resgatar esse lindo cenário que tantas vezes fez parte da minha e nossa singela infância...

        Obrigada Mamãe!!! E se uma filha poder ter realmente contato energético com sua mãe... creio que esse foi mais um, dos muitos que já tive contigo, desde que você se foi...
         Fátima Alves (Poetisa da Caatinga)
         Nata/03.05.2011
        Texto dedicado a minha mãe, "Maria Jacira"( In-memorian)
Obs: Esse texto foi sentido e rabiscado num ônibus, num dia de março deste corrente ano.

Minha roseira adormeceu... Voz poética de Fátima Alves( Poetisa da Caatinga)

Minha roseira, a primeira que vi Aquela de onde desabrochei
Em pequenina flor!
E que poupava a água de seu corpo
Abrindo mão da sua formosura
Só para ver suas flores e frutos
Sobreviverem até o inverno chegar
Adormeceu em espírito...
E seu corpo pra sempre pereceu


Mas igual as plantas da caatinga
Um dia renascerá... ou ressuscitará...
Nas sementes que seus frutos guardaram
Esperando que o vento ou os pássaros
Venham pegá-las
Para semearem pelo mundo...
E em cada semente que for plantada
Minha roseira nascerá de novo
Mas dessa vez!


Em lugares verdejantes
Onde não precisará
Se desfazer das suas folhas
Para economizar a água
Em benefício de suas flores e frutos
Seu jardim não será mais árido
E ela será tão frondosa
Que os pássaros migratórios
A escolherão
Para à sua sombra ficarem
E contemplarem sua beleza
Até voltarem à sua terra
Pois nela haverão flores e frutos em abundância
E Deus estará a proteger
Eternamente a alma de cada semente
Da minha frágil e amada Mãe.


Fátima Alves /Poetisa da Caatinga- 09.09.09


Este texto é um“Presente para minha mãe Maria Jacira”(in-memorian)

terça-feira, 3 de maio de 2011

VOZ POÉTICA DE EMANOEL CARVALHO - POETA MICAELENSE / ALTO OESTE SERRANO/RN

PRESERVANDO A NATUREZA...

DO SERTAO QUE FUI CRIADO
HOJE EU QUERO A EXTINÇÃO
DA ESPINGARDA DE CAÇA
DO QUIXÓ DO ALÇAPÃO
DE ARAPUCA E GAIOLA
QUE APRISIONA O CANCÃO

DE VIVEIROS ENFEITADOS
COM ESPÉCIES BEM VARIADAS
QUE QUASE NÃO ENCONTRAMOS
EM LIBERDADE NAS MATAS
DEIXANDO DESPOVOADA
NOSSA FLORESTA ENCANTADA

DO CAÇADOR QUE ATIRA
POR ESPORTE OU VAIDADE
E FAZ QUESTÃO DE EXPOR
SEU TROFEU PRAS AMIZADES
MESMO QUE PRA ISSO DEIXE
FILHOTES NA ORFANDADE

QUERIA EU HOJE MORAR
NUMA CHOUPANA NA MATA
DESPERTAR AO RAIAR DO DIA
POR UMA ORQUESTRA AFINADA
CHEIRO DE CURRAL DE GADO
E A CERCA DE VARA TRANÇADA


Emanuel Milhomens de Carvalho

Natal/03.05.2011

quinta-feira, 17 de março de 2011

Nós anormais...? Voz poética de Fátima Alves (Poetisa da Caatinga - Cel. João Pessoa /São Miguel/RN

                        Nós anormais...?


                             (Texto escrito em 2009)

Que rótulo mais perverso!!!
Como podemos ser anormais
Se a vida nos fez seres únicos?
O que é ser anormal?
Se não somos refugo
De uma produção em série
Se cada um nasce de uma  fôrma única
E esta fôrma não pode
Ser mais utilizada?
Nós! Anormais para vocês...
Não sentimos esta tal normalidade
Ou anormalidade que vocês
Acreditam estarmos enquadrados
E sabe por quê?
Porque mesmo sentindo
A crueldade do rótulo
A vida vai nos trazendo conhecimentos
E clara percepção
Das nossas diferenças
E não desejamos
O  lugar dessa normalidade
Porque essa falsa normalidade
Que vocês querem colocar
Em padrão universal
Pode nos engessar...
E sufocar ou aprisionar a alma
Por isso, parem de nos agredir
E respeitem a nossa anormalidade
Se é, que esta existe
Também não queiram que nosso pensar
Seja pelos vossos neurônios
Porque cada cérebro
Abriga o coração sentimental de um sujeito
Que vai construindo
Seus próprios caminhos
E produzindo seus conhecimentos
Articulado com as diferenças
Encontradas em vocês
E no dinamismo da vida
Portanto,tentem ver as pessoas
Como seres singulares
E por favor!!!
Respeite as nossas diferenças...
Porque nem percebemos
A sua exaltada normalidade
E simplesmente
Porque pra nós ditos " anormais"
Ela é irreal
No universo dos corações
Das almas
Agora, prestem atenção!!!
Se vocês fazem parte dos grupos normais
Porque se incomodar com os anormais?
Vivam sua normalidade....
E evitem nos agredir com palavras doloridas
Porque nós já as lemos em vossos olhares
E isso  nos machuca...
Porque preconceito é violência
E principalmente psicológica...
Pois nenhuma pessoa jamais será igual
E querer igualar alguém ao nosso jeito de ser
É ainda não saber amar...

Fátima Alves  - Poetisa da Caatinga / 12.03.09

Texto relido e publicado mais uma vez  em 17.03.2011
Dedicado às   pessoas que dizem gostar apenas de quem é NORMAL" e ainda acrescentam, pra eu amar  tem que ser bem normalzinho... Quem eu amo... Amo! Que eu desamo...desamo para sempre...
Me doeu muito, escutar essas palavras  em um seminário de poetas. E a dor foi não grande que abandonei o congresso e saí de lá as pressas, pois não aceito essas palavras nem mesmo na poesia, imagina em um discurso.
          Sou Educadora....E trabalho justamente com as pessoas consideradas "Anormais" pela sociedade. São crianças, adolescentes e até adultos... Todos com potenciais próprios de inteligências diversas, e muitas dentre elas com talentos artisticos. Amo esse trabalho!  E não aceito preconceito nem mesmo na brincadeira, como suponho que tenha sido, o caso que presenciei....Olha! O ventre que me gerou era de uma mãe deficiente mental, no entanto, cantava e contava belas histórias para mim... Essa mãe, me fez artista, sendo socialmente "Anormal"... Por tudo isso, quebro qualquer preconceito referente as consideradas anormalidades humanas... Abraço a causa e inclusive me incluo no grupo delas, pois tenho disturbio do sono, e ainda  vez por outra me vem a depressão. Mas isso, não é ser Anormal, e sim, diferente dos padrões referenciais moldados pela sociedade, no intuíto  de impor de forma alienante, o conceito de normalidade...?

Fatimam Alves/Poetisa da Caatinga
Natal/2011

sábado, 12 de março de 2011

Nossa linda Cachoeira! Voz poética de Fátima Carvalho/ Poetisa da Caatinga - São Miguel e Cel. João Pessoa / RN

 
Nossa linda cachoeira! E seu poço lendário


Quando eu tinha mais ou menos
Uns 10 anos de idade
Ia sempre com minha  vó Sabina
Num lugar bem divinal
Chamado poço dos cágados
Poço que nunca secava...
E quando o inverno chegava
Lá se vinha a cachoeira
Com véu de águas singelas
Dar mais beleza ao lugar!

E ali eu e vovó Sabina
Juntas com outras mulheres
E também suas crianças
Envolvidas por magias
Daquelas imagens singelas
Lavávamos trouxas de roupas
Contando e ouvindo histórias
Que do lugar se contava...

Se dizia que aquele poço
Era um encantamento
Nele morava a mãe dágua
Por isso nunca secava...
Disso eu tinha muito medo
E só nadava no raso
Pular lá da cachoeira
Jamais me aventurava
Pois temia que a mãe dágua
Me escolhesse pra seu reino
E num abraço bem leve
Lá no fundo me encantasse
Pra lhe fazer companhia
Sendo um anjo da mãe dágua
Protegendo o lindo poço!

Essa história é do Inconsciente coletivo do povo de Coronel João Pessoa (Meu povo)
E espero que esta singela lenda, ainda esteja sendo contada para as crianças do lugar...








Fátima Alves / Poetisa da Caatinga

Natal: 12/03/2011

Voz poética de Emanoel Milhomens Carvalho(Poeta de São Miguel/RN)

O poço dos cágados ( Cel. João Pessoa /RN)

Minha amada hoje fez
Pro sertão uma viagem
Pra rever uma passagem
Que quando criança ia
Levar roupa numa bacia
E no poço fazer a lavagem

Estranhou o ambiente
Achou baixa a corredeira
Viu a água represada
Quebrar a força da cachoeira
O homem e o tempo mudando
A sua imagem primeira

Mesmo assim não se abateu
Tirou fotos fez filmagem
Desfrutando da paisagem
A todos agradeceu
E cheia de vaidade!!!
Pois foi daquelas paisagens
Que a poetisa nasceu.

Autor: Emanoel Milhomens de Carvalho
Natal: 07/03/2011

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Voz poética de Fátima Alves (Poetisa da Caatinga) Cel. João Pessoa e São Miguel /RN

Após a triste perda do meu adorável “Cão Camurim”, ainda não estou recuperada, pois ele jamais será substituído. Minha linha de pensar, me leva a crer que no mundo da nossa Existência, ninguém pode substituir outro ser, porque cada um é impar , ainda que sejam gêmeos... Nenhum outro cão ainda que seja muito parecido fisicamente e nos modos de agir, irar substituir “Meu Camurim”, porém, poderá me fazer feliz, me trazendo muitas alegrias ao receber e me dar amor, porque todo Cão tem o potencial de aprender a desenvolver o sentimento “AMOR”.O mesmo potencial que nós humanos temos, mas as vezes negamos...

No domingo passado resolvi procurar um cão abandonado pra adotá-lo, pois é assim que faço quando meus cães vão para eternidade...? E na semana anterior já havia procurado num canil que fica perto do meu trabalho, mas lá não tinha o perfil do vira-lata que queríamos, pois, estávamos precisando, de um cão vira-lata grande, porque já temos 02 pequenos.

Mas foi na tarde do domingo passado ( ) que resolvemos pesquisar as ONGS na internet. E foi aí que encontramos a ONG, www.amimais.org.br, e lá tivemos informações que havia vários cães cuidados provisoriamente por pessoas voluntárias. Então entramos em contanto com Seu Genário e Silvana, voluntários que recolhem os animais da rua e arrumam lugar provisório, até que se consiga uma adoção... Lindo trabalho!!! Eu e meu marido nos tornamos voluntários e vamos ficar contribuindo com rações. E o melhor desta história de amor, foi o fato de que lá encontramos um Cão chamado Guga, com o perfil que desejávamos... E além disso, acreditem se quiserem,  mas este Cão é muito parecido fisicamente com o nosso querido Camurim, que um dia o encontrei na rua... E agora! Ainda Choro muito por Camurim... Mas já cuido ,amo, dou carinho e brinco com Guga, um vira-lata salvo das ruas pelas mãos desta ONG, em especial pelas mãos de Silvana.

Nossa Família está feliz !!! E Guga corre livre no nosso jardim, brincando com mais duas cadelinhas que temos. E mostrando felicidade em ter um lar pra vigiar muita gente pra lhe amar...

Se você é sensível com a problemática dos animais abandonados... Procure a ONG ! Lá você encontrará formas diversas de ajudar a quem a maldade humana desprezou nas ruas...

Site: www.amimais.org.br


domingo, 13 de fevereiro de 2011

Voz poética de Flauzineide (Neidinha) Diretora de Eventos da SPVA-RN

Em viagem ao interior encontrei esse belíssimo galo que cantava muito e lembrei desse poema do
meu Poética Minha - 1º livro - 2002
Extremos
Muitos querem um carrão,
Uma mansão, avião,
Que prazer contatar máquina?
Pedras, mármore, torrão?!

Eu quero apenas uma flor,
Uma casinha à beira mar;
No “quintal”, um galinheiro;
E um belo galo a cantar.

Outros querem o poder,
Sucesso, fama e glória,
Que paz há nessa guerra,
De passageira “vitória”?

Eu só quero alegria,
Sossego, felicidade.
Muita saúde, euforia,
E combater a maldade.

Há gente que sai pisando,,
Em quem passa a sua frente,
São seres insensíveis,
Coitada dessa gente!...

Eu quero cantar, ser livre,
Meus sonhos embalar;
Eles são minha esperança,
Meu mundo, meu céu, meu mar...

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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Voz poética entristecida de Fatima Carvalho( Poetisa da Caatinga)

A perda do meu Cão Camurim



Um doce amor que de repente me deixou....
Mesmo sem querer deixar...

Meu coração amanheceu encolhido
E enlutado...
Meu camurim, se foi pra sempre
Ah, meu amado amigo!
Amigo bicho! Bicho Humano...
Que me abraçava e me beijava de mansinho
Pois sentia que eu não gostava das suas lambidas
Aí, se esbanjava em todo tipo de estripolia
Simplesmente pra me fazer feliz
E me fazia mesmo!
Porque te tenho um infinito amor
Um amor que só quem ama
Pode entender a dimensão
Da simplicidade do ato de amar

E por te amar tanto
Não esperava que a linha do seu tempo
Iria acabar ontem a tarde , assim de repente
Sem sequer, eu te dar um abraço
Aliás se eu soubesse
Teria implorado a Deus pra te deixar comigo
Mas tudo bem! Me coloco no lugar
De quem perde ente queridos de forma repentina
Mas não quer dizer que diminuia minha tristeza

Olha meu terno amigo!!Amigo! Amigo!
Estou apenas tentanto racionalizar minha tristeza
Na minha vida você foi quem mais me entendeu
E quem unicamente me amou incondicionalmente
Porque é assim o amor dos cães para seus donos
Mesmo não havendo reciprocidade
Pena, que poucas pessoas entendam isso
E aqui neste lar, você era um princípe cachorro
Um caozinho abandonado que um dia por acaso
Deus me deu de presente( tesouro de sentimentos)
Uma alegria contagiante que me deixava feliz mesmo na tristeza

Eu costumava conversar com você feito uma maluca
Mas nada de maluquice! Nos entendíamos de verdade
E eu lhe pedia pra você não morrer primeiro que eu
Porque eu iria sofrer demais...
Me negava em pensar o contrário...
Mas agora vejo, que se tivesse sido eu
Era você quem estaria afogado num oceano de tristeza
A  esperar eternamente um dia a minha  volta...
E dessa forma seria pior, pois nunca permiti que você sofresse

Mas, você saiu pra ir no médico, coisa simples...
Pensava eu...
Pois havia piorado de um quadro patológico(infeccioso)
Que aparentemente não era tão grave
O médico tinha dito que ficaria bom
Porém, ao voltar, ficou internado
E logo nos primeiros atendimentos
Seu coração parou!!!! E não houve volta!
Parou pra sempre...

Agora navego num oceano de tristeza
E é, indescritível a dor que estou sentindo
Desde o começo da tarde, quando o médico ligou aqui pra casa
Pra dizer que você, Meu Cão preferido tinha morrido
Ainda bem, que não atendi o telefone
Ma quando meu marido disse: era o médico do cachorro
De reoente, não sei por que?
Eu logo perguntei! E camurim morreu?
Ele disse sim. Este sim arrebatou minha alegria
E não estou conseguindo mais parar de chorar
Doi demais!!! É muita falta deixada...
No quintal, o silêncio estar dormindo
E você Camurim! Parecendo que vai chegar
A qualquer hora me chamando com seus latidos
Latidos que aprendi a decifrar um a um
E lhe atendia em cada chamado...

Olha, meu lindo Cão!
Ainda não acredito que você morreu
Pois só fazia uma semana que tinha adoecido
Mas no mesmo dia foi consultado e medicado
E como sempre, pensei que logo ficaria bom
Fato que não aconteceu....

E eu queria tanto comprender
Por que Deus tirou você de mim agora
Pra mim, você ainda era novo
Nem tinha completado sete aninhos
Era a criança brincalhona que revirava tudo aqui em casa
Porque tinha certeza eu, sua mãe humana...
Só me encantava com suas bagunças
E agora meu amigo , mais que amigo!!!
Como irei suportar este terrível silêncio?
Com todas as suas faltas...

Seus  latidos constantes não estão mais aqui...
Ah, camurim! Pra mim, ainda não era o seu tempo...
Mas sei que era, pois a Deus pertence a existência de todo ser
Te amarei eternamente! Meu Vira-lata companheiro...
Seu coração ficou comigo!
E sei que também fui no seu...



Todo amor se faz eterno... Amo você! Assim como amei e amarei todos os cães que passaram ou ainda passarão pela minha vida...

Maria de Fátima Alves de Carvalho( Poetisa da Caatinga)

Natal, 31/01/2011