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Caatinga/ mandacaru em flores

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Alma poética - Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga



















Alma poética

Nasceu do reino do Sol
Flor de menina
Cor de canela
Cabelos negros
Favo de mel
Brinca na terra e faz aquarela
Alma poética cresce no amor

Em meio a floresta
Brincando cantou
E os sons de seu canto
O mundo alcançou...
Alma poética no mundo voou

Nadando nos rios
Com os peixes falou
Mas foi a sereia quem lhe encantou
Alma poética passou a ser flor
Flor que adora o Deus que criou-lhe

A noite a menina
Se encanta com o céu
E vai ao além
Buscar as estrelas
E quando acorda também é estrela
Sua alma poética não morre jamais
Alma poética com Deus andará
                    ***
Fátima Alves: Poetisa da Caatinga

Natal, 24.10.2008

Texto do meu livro" Palavras Singelas e Encantamentos..."

Manhã alegre - Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga


Manhã alegre

Manhã alegre
Sabe a coruja que vem chegando
E se prepara pra repousar
Um véu de ouro
Lá no horizonte
Vem clareando
E as estrelas vão descansar
Desperta a mata
E acorda os pássaros
Que saem dos ninhos
Pra lhe esperar
Cantando em coro a lhe encantar
Lá vem o Sol! Todo orgulhoso
No mar desponta em esplendor
Com mornos raios
A nos banhar
Em pouco tempo
Sobe a serra
Acorda as flores
E vai reinar...
 ***
Fátima Alves: Poetisa da Caatinga

Natal,13.11.08
Texto do meu livro "Palavras  Singelas e Encantamentos..."

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Voz poética de Emanoel Carvalho - Poeta Micaelense


TRISTEZA

Quando a seca castiga o meu sertão e eu vejo a nuvem lá em cima
Branca como a neve ou cristalina sem sinal de inverno eu entristeço
O sol quente derrete o meu juízo e eu vejo que o tempo muda o clima
As carcaças de bois pelas campinas é uma imagem dura da fraqueza
O vaqueiro suspira com tristeza vendo a cena que poucos imagina.

EMANOEL CARVALHO     20/05/2013

A dança do meu girassol - Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga


















A dança do meu girassol

Alegre-se minha flor amarela!
Daqui há pouco chega o vento
Quero te ver a dançar lá na janela
E sua beleza tocará meus sentimentos

Pétalas macias abraçadas pelo sol
Tão amarelas enfeitando meu viver
Dança tão belo um pequeno girassol
Que meus olhos não conseguem se conter

Pensa e deseja ser uma abelha a voar
Só pra em ti poder pousar devagarzinho
Brincar feliz a provar seu doce néctar

Meu girassol, passa o dia a dançar
Porque precisa seduzir o meu rei Sol
Enquanto isso... vou vivendo a cantar
                          ***
Fátima Alves - Poetisa da Caatinga / 07.06.09

Texto do meu livro : Palavras Singelas e Encantamentos...
 Foto de minha autoria

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Cai para nove o número de cidades do RN em colapso no abastecimento d'água, diz Caern

Reservatório Itans, que atende a região Seridó, está com nível de 12% da capacidade total (Foto: Sidney Silva)
O número de municípios do Rio Grande do Norte em colapso no abastecimento d'água caiu para nove no mês de novembro. Em outubro esse número chegou a 13. A informação foi confirmada pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) nesta quarta-feira (20). Os municípios que estão em colapso continuam com a cobrança de faturas suspensa pela Caern, que atende 153 das 167 cidades do estado.

As cidades com serviços paralisados estão concentradas nas regiões Oeste e Seridó do estado. Atualmente sofrem com o colapso no abastecimento os municípios de Água Nova,João Dias, Pilões, São Francisco do Oeste, Antônio Martins, Ipueira, Equador, Carnaúba dos Dantas e São José do Seridó. O colapso acontece quando a Caern adimite que não tem condições de abastecer a cidade e suspende a emissão de faturas para os moradores do município.

O município de Jucurutu, na região Oeste do Rio Grande do Norte, voltou a ser abastecido pela Caern no dia 11 deste mês. O fornecimento de água havia sido interrompido em outubro. A seca tem sido a principal responsável pela redução no abastecimento das cidades. Com a ausência de chuvas, o nível dos reservatórios no interior do estado baixou e o abastecimento ficou inviável.


Informações do G1/RN
Matéria postada pelo blogue de Coronel João Pessoa

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Voz Poética da Poetisa e blogueira Leilinha

♥A EMOÇÃO É MINHA! ♥


Eu gosto de rabiscar
Em minhas veias corre o sangue que é a vida,
E nesse sangue há emoção!
Vida...
Vida que é uma junção de vários elementos
Ingredientes que abastecem minha alma,
Na aspiração da minha alma nasce a minha inspiração!
A poesia nasce em mim num momento clássico,
Um momento ímpar,
Por isto digo: não escrevo pra ti agradar,
Pra ti mostrar o que é certo ou errado,
Pouco importa a tua critica camuflada numa covardia enorme...
A emoção é minha,
O dom é meu,
Eu recebi de DEUS!
E essa ousadia de convertê-la em letras,
Ele me presenteou!
As palavras surgem naturalmente,
Frases jamais copiadas,
Expressão sincera do meu SENTIR...
A sensibilidade dum poeta nem sempre é compreendida ou aceita.
Leila dos Reis
Eu! Leilinha

Voz poética de Ademar Macêdo - Poeta Santanense - In-memorian

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Poesia em Quatro Versos...

Após causar desencantos
e nos fazer peregrinos,
a seca faz chover prantos
nos olhos dos nordestinos!

Ademar Macedo _

Voz poética de Emanoel Carvalho - Poeta Micaelense


LAMENTOS
Hoje a natureza chora por falta de proteção
Madeira de lei vai embora aroeira vira mourão
Jatobá, angelim e ipê enfeitam só casarão
São transformadas em portas, escadas e corrimão

Os rios que hoje são referencia das cidades
Passam por dificuldades e por contaminação
Tem alguns trechos aterrados é o progresso avançado
Causando o maior estrago e chamam de evolução

A caça é proibida só onde a lei alcança
Em fazendas tem matança chamam de caça esportiva
A vigilância é ativa mas nunca vi algemado
Nem proprietário caçado por prática tão abusiva.


EMANOEL CARVALHO

28/01/2012

Sou planta da Caatinga - Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga Potiguar
















Sou planta da Caatinga

Sou uma planta da frágil caatinga
Mas ainda antes de florescer
O vento me arrancou de lá
E trouxe-me pra junto do mar
Aqui fui plantada pela vida
Perto de dunas e nascentes
E o sol vem com a brisa visitar-me

O lugar é infinitamente lindo...
O mar tem cores diversas
A mata é verdejante
Nesse lugar não há a seca
Mas a terra...
Mesmo com tanta água
Não é fértil como a minha

Arrancada do meu lugar
Senti falta de minhas raízes
E demorei a florescer...
Meu coração desejava voltar
Queria que meus primeiros botões
Desabrochassem esplendorosos
Na chegada das chuvas
Que desperta a caatinga
Mas não aconteceu assim

Os anos foram passando
E nunca mais pude voltar
Para o lugar de onde fui arrancada
Aqui me acostumei com a nova vida
E um dia senti que já ia florescer
Mesmo estando fora do meu habitat
Tentei fazer dormir meus botões
Mas sua força era grande
E num lindo amanhecer...
Minhas flores desabrocharam
Trazendo as cores e cheiros da caatinga
Pra encantar a vida deste lugar
                        ***

Fátima Alves/Poetisa da Caatinga
Natal: 31.05.09 
Texto do meu livro "Retratos Sentimentais da Vida na Caatinga".

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Voz poética de Emanoel Carvalho - Poeta de São Miguel / RN

Do sertão que fui criado
Hoje eu quero a extinção
Da espingarda de caça
Do quixó do alçapão
De arapuca e gaiola
Que aprisiona o canção

De viveiros enfeitados
Com espécies bem variadas
Que quase não encontramos
Em liberdade nas matas
Deixando despovoada
Nossa floresta encantada

Do caçador que atira
Por esporte ou vaidade
E faz questão de expor
Seu troféu pras amizades
Mesmo que pra isso deixe
Filhotes na orfandade

Queria eu hoje morar
Numa choupana na mata
Despertar ao raiar do dia
Por uma orquestra afinada
Cheiro de curral de gado
E cerca de vara trançada


EMANOEL CARVALHO

10/11/2011

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Viver e conviver e conviver com a seca - Voz póetica de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga


Viver e conviver com a seca
A seca  faz o sol arder na pele de qualquer ser vivo. E a paisagem cinzenta deixa os dias mais longos e difíceis de serem  vividos, pois não há o que fazer frente um sol abrasador, que tudo consume e nos tortura com poeira e calor. Quem vive na seca aprende a ser forte para suportar e atravessar a miséria, os cenários de terror, de desencanto e, sobretudo, perceber as mazelas sociais que não desatam as estratégias de prevenção e convivência  menos sofrida com a falta d’água, um fenômeno natural que existe no bioma Caatinga. Mesmo em tempos de grandes estiagens é possível  amenizar o sofrimento do povo nordestino, com políticas de prevenção  que serão acionadas quando  a chuva não chega ou vem  apenas por curto período.
Viver e saber conviver com a seca se faz necessário, mas para isso precisamos ter políticas preventivas, feitas por equipes multidisciplinares e não apenas medidas  paliativas, quando o fenômeno vem. A seca é uma realidade, um fato concreto, que nos dias atuais já é possível pelas pesquisas avançadas prever sua chegada. Fato que alerta a criação das ações preventivas. E mesmo em uma terra seca, com o sol a queimar tudo, é possível se viver com dignidade, porque o povo pode e deve ter o direito de aprender a conviver com a seca. E os políticos em vez de esperarem a seca para decretarem calamidade pública, devem colocar em ação projetos de prevenção, antes construídos para evitar parcialmente os danos causados pela seca.


Falta d'água - Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga













Falta d’água

Quero escrever na poeira da seca
O quanto a água
Nos faz tanta falta!
As plantas sem folhas
Nos dar desespero!
O verde florido agora não temos
A mata secou!
O chão se rachou!
É água que falta
Na frágil Caatinga
Bioma tão rico pra ser preservado
Quero escrever na poeira destas terras
O valor que tem a água!
                 ***

Natal, 16.10.2013
 Foto de minha autoria

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Excelente trabalho da Poetisa e Professora Eulália de Castro- Encanto / RN


Segundo Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, lixo significa o que se varre da casa, da rua, ou se joga fora, entulho, coisa imprestável. Porém estamos diante de uma crise ambiental e a civilização precisa, em caráter de urgência, acordar para a realidade do mundo, compartilhando ações preventivas de respeito à natureza. O conceito de lixo precisa ser repensado, isto porque nas ações que podemos desenvolver prova-se que na natureza, a transformação do lixo de antes, acontece de acordo com o propósito de vida que queremos para nós e nossos descendentes. Veremos exemplos desde a garrafa PET, PNEUS que podem ser reaproveitados como peças artesanais, construção de módulos (pufes) que servirão de assentos, na sala de visitas de sua casa, de sua escola, de consultórios, de empresas... e outras utilidades como jardins e hortas. Temos o óleo usado pelas donas de casa, cantinas, lanchonetes, restaurantes... que seria jogado nos esgotos, poluindo o ambiente; entretanto, este pode ser coletado para fazer o sabão caseiro e assim por diante. O reaproveitamento do lixo dependerá da nossa imaginação e ousadia. É ver para crer.
São ações simples que beneficiam todos. Compartilhe a ideia e viva de forma sustentável, começando na sua própria casa. As escolas, Ongs, empresas devem estabelecer entre si um vínculo cujo objetivo é sensibilizar o homem para o enfrentamento dos problemas ambientais. Algumas sugestões em benefício da causa você pode acessar os links que seguem:http://ciclovivo.com.br/noticia/10_maneiras_de_reutilizar_garrafas_pet,http://www.viladoartesao.com.br/blog/2010/02/ideias-de-como-reciclar-sacolas-plasticas/ 
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/lixo-domestico-coleta-seletiva-separacao-dicas-501359.shtml?func=2

Resultado final dos resíduos que entram na regrinha dos três erres frente as ações dos meus, dos nossos pequenos brilhantes do 9º ano da Escola Estadual Cid Rosado/Encanto- RN.
ALUNOS E ALUNAS COLABORADORES

Para o trabalho dar certo, é necessário companheirismo, respeito às características próprias deixando em evidência acolhimento, cooperação, disponibilidade, respeito às diferenças étnicas, econômicas e sociais, tolerância, generosidade, delegando as partes responsabilidades que venham melhorar também a equipe escolar, uma vez que liderança em relação ao colegiado se conquista e as conquistas só contemplam quem é atuante. 

Voz poética de Lino Sapo-Poeta de Cachoeira do Sapo / RN

PLANTANDO PINGO DÀGUA





Minha cacimba secou mais uma vez
Os braços já não aguenta mais cavar
A última vaquinha bebeu, mas se engasgou
Morreu matando o que vivia a lhe matar
E minh`alma adormeceu pra não me ver chorar

O terreiro batido já se enfeitou de couro e ossos
Do meu gadinho que há tempo defuntou
Já não tem barragem, açude, rios ou poços
Apenas uma torrente de remoço ficou
Num assovio uma canção pra distanciar a dor
A tardinha entre tanta carcaça contemplo o que sobrou

Sob o trago da fumaça da piúba dum brejeiro
Alegra-me um relâmpago na barra quebrar
E como um sertanejo sofrido, mas guerreiro
Meu roçado em pensamento começo plantar

Com a enxada da esperança cavo o chão que tudo faz nascer
No matutar dos meus sonhos quero todo o sertão plantar
Plantarei bilhão, decilhão, vigesilhão de pingos dàguas
Pra quando eu começar a colher
Quando for no tempo da fartura
Quero todos os silos da terra encher
E a seca que a tudo consome eu possa erradicar.
E a assim, nunca mais no meu torrão ver, bicho de fome e cede morrer.

Lino-sapo

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Casa de taipa - Gente sofrida - Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga




















Casa de taipa – Gente sofrida

Humilde casinha chamada tapera
Em meio à caatinga protege a família
De taipa foi feita por gente sincera
Que mesmo sofrendo
Encontra alegria

Chegando a seca o povo se vai
Porque falta água até pra beber
E lá nas cidades imploram a Deus pai
Que mande uma nuvem
Em sua terra chover

Mas Deus não responde a esse pedido
E o povo se agarra ao seu São José
Fazendo promessas de um jeito sofrido
Por fé acredita que o pai lhe atende

E nesse sofrer prometem ao santo
Que se o inverno em sua terra chegar
Novenas e flores vão lhe ofertar
Também muitas velas pra ele acender
                          ***
Natal,14.01.09

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Flauzineide em voz poética - Poetisa de Areia Branca

terça-feira, 20 de agosto de 2013

O destino da ave que voa? ...


O Sentir de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga















Uma cultura de amor

Em cultura bem singela
Nasci e fui batizada
Vivendo com poucos recursos
Aprendi valorizar
O ato de ajudar
Quem da gente precisar

E assim crescemos todos
Num viver bem coletivo
Uns aos outros se doando
Só buscando ser feliz
Dividindo ou se somando
O pouco que conseguíamos

Nessa vida tão escassa
Onde todos tinham pouco
Toda criança aprendia
Conjugar o verbo amar
No presente e no passado
Pra preparar um futuro
Onde a felicidade
Conosco  lá nos levasse

Quem na vida construiu
Suas veredas pra trilhar
Enquanto isso fazia
De tudo um pouco aprendeu
E nesse viver foi moldado
Por linguagens de amor

Amor que forte nos tornou
E hoje é a nossa força maior...

Natal / 26.10.09

Texto da minha Obra "Retratos Sentimentais da Vida na Caatinga"

Sentindo a Serra - Voz poética de Fátima Alves - Poetisa da Caatinga
















Sentindo a Serra

Na grandeza lá da Serra
Tão pequenina me sinto
Parecendo passarinho
Que no céu pode voar
Vejo o mundo infinito
E do alto eu contemplo
O mais lindo horizonte
Onde mora os sonhos meus...

Na imponência da Serra
O vento canta pra gente
Emitindo os sons da terra
Em brisas ou tempestades
É possível escutá-lo
E também sentir os cheiros
Das flores que ele tocou
Quando por elas passou
E  também ficou cheiroso...
                 ***
Natal /13.11.09
Texto da minha obra "Retratos Sentimentais da vida na Caatinga"
 Fotos de minha autoria