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Caatinga/ mandacaru em flores

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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Membros da SPVA / RN - Boicotaram O lançamento do meu 3º livro Voz de Fatima Alves( Poetisa da Caatinga) São Miguel/ Ce.l João Pessoa


 Tentaram esconder meu livro... Me matando como autora!
BREVE LANÇAMENTO - LIVRO DE POESIAS E PROSAS - NO PRELO
      Uma grande decepção, quero compartilhar com todos que adentram neste meu e nosso recanto poético.
Há poucos dias fui convidada insistetemente  para lançar meu 3º livro, intititulado Palavras Singelas e Encantamentos... no projeto Cesta Cultural , que está acontecendo  na SPVA, em parceria com o IFRN, Instituto do qual sou aluna da pós-graduação do Curso de Educação a-Ambiental e Geografia do Semiárido. Nesta Cesta Cultural, foi divulgado nas nossas reuniões, que seria um projeto por tempo indeterminado, onde artistas de vários gêneros poderiam ser convidados para  apresentarem seus trabalhos. Achei lindo o projeto. Pois sou tímida para lançar minhas obras.Então pensei, que ali, seria um espaço adequado para eu apresentar meus trabalhos. E  o Presidente da SPVA, ( Senhor Maurício Garcia)  me convidou  para apresentar  meu livrvo, logo neste sarau , junto com a A Antologia. De início, ainda fiquei a pensar, pois eu trabalho em escola e é lá que lánço meus livros de forma simbólica, entregando então 10 livros para  a Biblioteca de cada uma das escolas que trabalho e também no Alto Oeste naquelas onde estudei.
 
         Mas, mediante minha timidez de lançar meus livros sozinha, fiquei contente com a proposta e uns dois dias depois, disse sim ao Presidente. Isso, poque ele havia me dito que no projeto Cesta Cultural, outros autores, inclusive ele iriam lançar seus livros e seria perfeito então para mim.  O projeto não se resumia nos participantes da antologia. Foi a antologia quem chegou no momento do lançamento do Projeto  Cesta Cultural. E eu não estou na antologia, porque na época ainda, não era membro da SPVA.
 
 Para resumir, o quero colocar como indignação, e o fato de ter aceito, depois ter visto meu nome  e de mais ou menos três autores além de mim, na programação. Como também vi a arte da Cesta, na qual, meu livro, que ainda não foi lançado, encontra-se escondido por traz de livros já lançados, do qual, só se cosegue visualizar as flores. Enquanto outros que tem visivelmente foto e ou títulos vistosos, me sufocaram como  autora.  Mas tudo bem! Fiquei magoada com a montagem da Cesta. lá, sou apenas flores! Porem, o pior estava por vir. Quando fui ler novamente a matéria sobre o evento, meu nome que estava contido na programação, juntamente com os demais autores, foram suprimidos. E e no meu caso, sem a minha devida autorização, pois esses lançamentos, tinham completa relação com o evento. E como membro efetivo, eu deveria ter sido consultada, tanto quanto no tocante a montagem da Cesta, bem como na retirada do meu nome da programação.
 
           Considero que fui duplamente prejudicada, uma vez que esta participação contaria pontos para minha carreira de professora, de poetisa  e principalmente de aluna do IFRN, (Polo Natal- CEMURE) . O pior dessa história, é que eu já tinha dito a várias colegas, que iria lançar meu livro ali naquela noite. Agora, sensível como sou, estou indignada, não suporto injustiça, e exijo reparação para o meu caso, pois meu nome não cosnta mais em nada. E se os outros que por infelicidade não me lembro quem eram, pois tenho um ploblema sério de memória ( Com diagnótico médico) por acaso não viram essa questão. Eu vi! E exijo reparação no mínimo escrita e exposta no blog da SPVA/RN, por parte,  da Presidência ou da Cooordenação do Evento. EU sou cidadã, cumpro meus deveres, mas exijo meus direitos. Sou autora, faço parte da SPVA desde junho de 2009, é pouco tempo, mas não importa o tempo, quero ser tratada com iguande de direitos. Se isso não acontecer ainda hoje, vou entrar na justiça e pedir reparação por danos morais, uma vez que eu estava certa de ir, como também pelo uso de imagem indevida do meu livro. Pois no meu entender, já que retiraram meu nome, o meu livro não deve estar ali sufocado, porque me causa uma dor terrível,e uma sensação de grande humilhação, uma vez, que eu já havia avisado a algumas pessoas.

Fátima Alves( Poetisa da Caatinga) E para não esquecer, Sou aluna do IFRN
(Curso: Educação Ambiental e Geografia do Semiárido)
Fátima Alves -poetisa da Caatinga

A Sociedade dos Poetas Vivos e Afins em parceria com o Instituto Federal do Rio Grande do Norte - IFRN, lança na última sexta-feira de julho a Cesta Cultural com a SPVA/RN. Na ocasião, haverá também o lançamento do livro de Antologia Literária da SPVA/RN e a comemoração dos 14 anos de existência da Sociedade dos Poetas na nossa cidade.
]Esse evento com muitas comemorações, com valorosas atrações culturais e a presença de poetas, músicos, artistas plásticos, escritores e autoridades do Estado, será ainda uma maravilhosa oportunidade de reencontrar os amigos, que nessa variedade de estilos, comparo-os a um delicioso pomar, como disse Carlos Drummond de Andrade "(...) de todos os sabores desse pomar, eu preferi o doce puro da amizade."

Dia: 29 de julho de 2011 (sexta-feira)

Hora: 19:00h

Local: Auditório do Instituto Federal do Rio Grande do Norte - IFRN - Campus Avançado da Cidade Alta, Av. Rio Branco, s/nº, Centro - Natal/RN
OLha, aqui eu tentei colocar a foto da Antologia  da SPVA, mas não consegui copiá-la. fiz várias tentaivas e não deu certo. Peço desculpas por não poder mostrál-a...

A SPVA/RN apresenta-vos o 6º Volume da ANTOLOGIA LITERÁRIA, divulgando a arte e a cultura poética produzidas pelos artistas que atuam em terras potiguares,como expressão viva do pensamento social e cultural do nosso povo. É com enorme prazer que nós poetas, artistas de várias áreas do conhecimento, oferecemosessa obra como gratidão e recompensa por finalizarmos mais um livro que traz até você a beleza da poesia e das artes

Maurício Cardoso Garcia

Presidente da SPVA/RN
Contatos:

e-mail: spva_rn@hotmail.com

http://www.spvarn-culturageral.blogspot.com
A SPVA/RN sempre pensa e realiza com muito amor poético, literário e artístico toda sua produção de eventos e de publicações. Sempre é uma grande luta contínua, principalmente por falta de recursos para o auto-financiamente, esse é inexistente. Assim, torna-se de primordial importância o engajamento dos autores em sistema de coprodução editorial e financeira em suas obras impressas. Hoje, já é realidade o selo editorial da SPVA/RN, fato que motiva mais ainda seus sócios a continuarem na árdua labuta literária.

A coletânea foi plantada na época em que o jornalista poeta Paulo Augusto presidia a entidade e delegou à sócia Jania Souza a tarefa de organizar a primeira Antologia Literária sem pretensão de continuidade. Contudo, o resultado foi laureado com enorme sucesso que mobilizou o interesse dos filiados e admiradores, promovendo cinco volumes em sistema de autofinanciamento dos participantes para tornar possível o sonho da publicação.

Em 2007, decidiu-se angariar recursos públicos para a edição do sexto volume em comemoração aos 10 anos de existência da entidade, já reconhecida de utilidade pública nos níveis municipal e estadual através de leis específicas pelo seu trabalho em prol da cultura como ponto de afirmação da identidade do povo potiguar. Esse projeto foi aprovado na Lei Municipal de Incentivo à Cultura do Município de Natal - Lei Djalma Maranhão, tendo certificado de captação liberado, todavia a entidade não conseguiu empresas onde captar os recursos da renúncia fiscal do município. Porém, com a criação e dotação do FUNDO MUNICIPAL DE CULTURA, em 2010, com nova roupagem, a ANTOLOGIA LITERÁRIA SPVA foi aprovada para satisfação dos seus participantes e, principalmente, para alegria da rede municipal de ensino, onde os exemplares serão distribuídos gratuitamente para compor o acervo das bibliotecas das escolas com recitais dos poetas, músicos e atores da entidade. Cada biblioteca escolar deverá receber três exemplares para seus alunos deliciarem-se nas leituras.

A título de Direito Autoral cada autor receberá um exemplar e terá sua obra sendo apreciada pelas novas gerações, participando na formação de novas platéias, no incentivo à leitura, no incentivo ao surgimento de novos talentos.

O sexto volume percorreu quatro anos de dificuldades para se realizar concretamente, demonstrando que a força da união e a fé no objetivo final são fundamentais para a execução de um sonho sonhado por tantos. Atravessou três gestões administrativas: primeiro e segundo projetos lançados na administração do poeta e artista plástico Pedro Grilo Neto; o terceiro, na gestão da poeta professora Geralda Efigênia, sendo efetivamente lançada e distribuída gratuitamente nas escolas municipais na gestão do poeta filósofo Maurício Cardoso Garcia.

PARABÉNS AOS AUTORES QUE SEMPRE ACREDITARAM

São 258 páginas escritas por 70 autores, sócios da entidade e convidados.

Revisão dos escritores: Diulinda Garcia, José de Castro e autores.

Fotografias de Emmanoel Iohanan; autores; Antonius Manso assina fotografia do escritor Paulo Augusto.

A capa tem por tema a obra visual em óleo sobre tela com título PAZ de autoria do poeta e artista plástico Paulo Alves de Souza.

Impressão realizada pela GRÁFICA PRINT de Natal, localizada na Rua Felipe Camarão com muito profissionalismo e atenção.

A Editoração Eletrônica, Projeto Gráfico e design da Capa, além da Apresentação são assinadas pelo poeta, escritor e mestrando Márcio Ribeiro, sempre perfeccionista, responsável e de ímpar eficiência permeada por singular paciência na execução de atividades tão estressantes, mas prazerosas.

A mim, coube o prazer de reunir os participantes, organizar e coordenar nosso projeto, decepcionar-me com os percalços da burocracia e da vida e não desistir jamais do resultado final com o apoio do Conselho Municipal de Cultura da Cidade de Natal decisivo para a realização dessa enorme e maravilhosa empreitada.

Muito obrigada à confiança depositada em nosso trabalho
PARTICIPANTES DO SEXTO VOLUME DA ANTOLOGIA LITERÁRIA SPVA/RN, EDIÇÃO 2011
Agslene Martins
Alexandre Abrantes
Américo Pita
Ana Clara de Araújo Nogueira
Antoniel Campos
Arlete Santos
Auzêh Freitas
Ciano
Cintia Gushiken
Cláudio Everton Martins
Clébia da Costa Pereira
Conde Abbate
Dean de Sena
Deth Haak
Diulinda Garcia
Dorinha Timóteo
Eliane Moreira Dias
Elias do Egito
Elizeu Pereira da Silva
Emmanoel Iohanan
Fernando Towar
Francisco de Assis Silva dos Santos
Francisco de Paula Pinto
Franklin Capistrano
Geralda Efigênia
Graça Faro
Graziela Costa Fonseca
Henrique Eduardo de Oliveira
Hilda Furacão
Hilton da Cruz Gouveia
Ivete Ramalho
Jania Souza
Janilson Dias de Oliveira
Jeovânia P
Jesuína Wanderley
João Andrade
João Carlos da Silva Lopes
João Paulo
Jorgenete Florentino da Silva Chaves
Jorgete Florentino da Silva Leite
José Acaci Rodrigues
José de Castro
Josenildo Brasil
Lêda Maciel
Lúcia Helena Pereira
Luiz Gonzaga de Freitas
Luiz Monte Guimarães Nobre
M. C. Garcia
Manoel dos Santos e Silva
Márcio Fernandes Ribeiro
Marcos Cavalcanti
Maria do Céo Costa
Maria de Fátima Bezerra da Silva
Maria Rosineide Otaviano da Silva
Maria Vilmaci Viana (Vivi)
Mário Mousinho Pereira
Mery Medeiros Pereira
Noelma Marcina Nogueira Souza de Oliveira Vale
Paulo Alves de Souza
Paulo Augusto
Pedro Grilo Neto
Rosa Firmo Bezerra Gomes
Rosa Ramos Regis da Silva
Rubens Barros de Azevedo
Sheyla Maria Ramalho Batista
Socorro Evangelista
Vital Nogueira de Souza
Zé Martins
Zélia Faria Corrêa
Zenildo Cezar Costa Ferreira

Postado por SOCIEDADE DOS POETAS VIVOS E AFINS/RN às 19:51



Tentaram matar meu livro

Flores nas cores lilás e rosa
Enfeitam uma cesta chieia de livros.
Essas flores! não tem nome, nem autora
Porém, esssas lindas flores do campo
Eu mesma as colhi e meu esposo as fotografou
É a capa de um belíssimmo livro infanto-juvenil
Um encanto de magia!
Totalmente ecológicoe bucólico
 Mas  não é só isso!
Na sua linguagem  estar contido
Um pouco de tudo que precisamos
Para aprenedermos a amar sem nunca discriminar
Lá você encontra raizes sutis
De Filosdofia, Psicologia e principalmente ética
Por ser recheado com palavras de amor
Amor pela natureza em todos os seus aspectos
Amor por nós mesmos!
E le é um livro muito saudável
Para a mente da criança e do jovem escutá-lo
A arte e impressão foi de MC Garcia( Presidente da SPVA)
E por mais esse motivo estou profundamente triste
Porque enquanto autora, esperava ser no mínimo elogiada pela minha obra
Já que não costumo vende-las... até mesmo porque isso eu não sei fazer...

 Fátima Alves/ Poetisa da Caatinga/ São Miguel/ Cel. João Pessoa/ RN

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Voz poética de Fátima Alves( Poetisa da Caatinga) São Miguel/ Cel. João Pessoa / RN

Olá, gente que me ama!
    
 Estou contente!!!

BREVE LANÇAMENTO - LIVRO DE POESIAS E PROSAS - NO PRELO

    E por isso quero compartilhar com  vocês   uma alegria... Lançarei meu 3° Livro, dessa vez infanto juvenil, mas também, tem tudo a ver com o sentir de quem nasceu e cresceu na Caatinga.  Não importa a idade, pois ele só fala de coisas singelas  do nosso viver.  É um livro que pode ser interessante e belo para qualquer idade...porque foi todinho escrito com letras de puro amor!

Local : E. E. de Ensino Médio do Conjunto Amarante- ( Essa Escola fica dentro da E. M. Vicente de França Monte) Mas já é uma linda Escola!!!
Data: 10/08/2011
Horário: 19: 30 h

Obs: Não será vendido livros na Escola ( Serão doados 10 exemplares)  E haverá um belíssimo Sarau , com muita poesia e músicas e lanche, humilde mas bemmm Gostoooso!

 Fátima Alves (Poetisa da Caatinga)
OBs: Foi preciso adiantar o lançamento, em vez do dia 11( quinta-feira), será dia 10 ( quarta- feira).     Estou esperanda quem ama a ARTE e a mim também...rsrsrsrs  Cheiros floridos!

domingo, 17 de julho de 2011

Voz poética de Linosapo - Poeta e Educador de Riachuelo/RN

 PÉTALAS
Pétalas são de flores
Flores são de plantas
Plantas são de jardins
Jardins são de casas
Casas são de pessoas
Pessoas são de sociedades
Sociedades são de nações
Nações são de civilizações
Civilizações são do mundo
Mundo é da terra
Terra é do planeta
Planeta do sistema solar
Sistema solar é das galáxias
As galáxias do universo
Universo é você

Autor: Linosapo / 17 de março de 2011
Cachoeira do Sapo/RN
Postado por Linosapo: vida e obras às 19:26 0 comentários

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Comunicado Importante para os cordelistas!

AEPP PROMOVE CONCURSO DE LITERATURA DE           CORDEL

ASSOCIAÇÃO ESTADUAL DE POETAS POPULARES/RN – AEPP

CONCURSO DE CORDEL/2011 – REGULAMENTO

1) Os cordéis serão compostos de 32 sextilhas de sete sílabas poéticas, com rimas nos versos pares, inspirados no tema: UMA HISTÓRIA SERTANEJA.

2) Prazo de concorrência: até 31 / 7 / 2011;

3) Endereço para envio do material: Prof. José Rego Neto, Rua João da Cruz, 1.892 - Candelária, Natal/RN, CEP 59065-190;

4) As folhas datilografadas ou digitadas, com indicação de pseudônimo, serão colocadas num envelope grande; num envelope pequeno, lacrado, que também será colocado no envelope grande, serão colocados o pseudônimo e o nome do concorrente, com endereço, telefone e e-mail, se houver. Este só será aberto em sessão da AEPP, para conhecimento dos vencedores.

5) A comissão julgadora, que será nomeada oportunamente, classificará um cordel vencedor, duas menções honrosas e duas menções especiais. O vencedor receberá troféu e diploma; os demais receberão diplomas. Desta vez não haverá prêmio em dinheiro.

6) O resultado será publicado na sessão de 9.9.2011, da AEPP.

7) Ao concorrerem, os cordelistas autorizam tacitamente a AEPP a publicar os cordéis premiados, tendo eles o direito a 50% dos exemplares para venda ou para os fins que desejarem.

Natal, 30 de junho de 2011.

JOSÉ LUCAS DE BARROS

Presidente da AEPP

domingo, 10 de julho de 2011

Voz poética de Mizael de Souza Xavier / Poeta Carioca, de raízes nordestina e radicado em Natal



Isto sim é vida

De amor não se morre, se vive
Pois o amor a tudo vence, resiste
O amor constrói barreiras
Que impedem o ódio de entrar
E também destrói fortalezas
Libertando o desejo de sonhar.
No amor a sinceridade é medida
Não por rios de lágrimas dolorosas
Ou por intensos sussurros abrasados
Mas pela verdade que se esconde no fato
De que o amor se mede em atos.

Se existe amor já não existe contradição
Ou desavença entre o sentir e a razão
Porque a balança do amor é leal
Faz distinção entre bem e mal
E se apodera das coisas preciosas
Suportando os espinhos das rosas.
O amor faz o mundo girar
Faz o dia nascer para depois findar
Traz alegria onde havia dor
Transforma em mel a vida sensabor
Inunda de tudo o que era nada
Moldando as formas inacabadas
Em imagens reais de grande valor.

Quem vive para amar não morre
Eterniza-se na lembrança do amante
Num movimento retilíneo, constante
Impulsionado pelo pulsar do coração
Rumo àquele porto-seguro
Que muitos chamam vida e felicidade
E o dizem certamente com razão.
Saber amar é saber compreender
Que o amor não é a meta a se alcançar
Mas o princípio e o combustível da jornada
Cuja finalidade única é mostrar
Que quem ama, mais quer amar
Ainda que não possa explicar
Porque amor explicado é teoria
Mas amor amado... Ah, isto sim é vida!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Voz poética de Ana Sara Alves de Carvalho - Poetisa Encantense / Radicada na Itália

Poesia
Emoção em forma de passado  
(Natal 1999)

Emoção... É tudo.
É cada pedacinho de um passado feliz.
Da infância que não foi vivida,
da paixão que não foi esquecida...
Choro... mas não é de tristeza!
E sim, de emoção,
de guardar você no fundo do meu coração.
Passado... Mantenho-o vivo,
com lembranças, do beijo, da lágrima.
De você...
Não paro sequer nenhum segundo,
sem pensar em você...
Te amo tanto!
Que com palavras,
não sei dizer o que sinto por você.
Te amo tanto em forma de paixão,
e isso não é emoção...
É amor em forma de Ilusão.

Poetisa
              Ana 
                            Sara
(Ana Sara,  ainda Pré-adolescente, aos 11 anos de idade)
A poetisa Ana Sara, agora  com 22 anos, há 5 anos vive na Itália  e eu, 
publico algumas  das dezenas de poesias que ela deixou,
em cadernos e agendas "... 
Sou sua mãe" ... Nessas fotos ela está passando férias em Roma ...

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Voz poética de Fátima Alves (Poetisa da Caatinga - Cel. João Pessoa /São Miguel/RN


Cenário do memorial do poeta paraibano Augusto dos Anjos.
Crédito das fotos: Emanoel Milhomens de Carvalho

Ah, meu coração!
Quero tanto entender
O desejo de minha alma
De ser o que não pode ser
De ser flor lá das montanhas
Ser lagoa de uma selva
Ser estrela lá no céu...
Ou apenas estar contida
Nas cores de uma aquarela
Que outro coração pintou...


Fátima Alves/ Poetisa da Caatinga
Natal /02.11.09
Texto da minha Obra: Palavras singelas e encantamentos



"Aos desejos mais singelos!"


quinta-feira, 16 de junho de 2011

Voz poética de uma Vitima do Bullying / Fátima Alves / Poetisa da Caatinga



Fui vitma do Bulllying no meu tempo escolar...

          Desde criança, lembro-me que sem querer, estava sempre chamando atenção de muita gente. E isso acontecia naturalmente em todo lugar por onde os meu pais me levavam. Em casa, as minhas brincadeiras chamavam atenção de todas as crianças da vizinhança. E assim, sem saber, eu liderava qualquer brincadeira. As roupas que eu fazia para minhas bonecas, bem como meus desenhos, minha letra, enfim, todas as minhas ações infantis despertavam um olhar diferenciado por parte dos adultos. Em casa, o meu pai, vivia me elogiando e me exibindo para as pessoas como um tesouro precioso. Enquanto isso, a minha mãe, que era depressiva ,vivia brigando comigo e me dizia que eu era besta e amostrada, ela sempre reclamava do meu jeito de falar e me expressar. A mesma, queria que eu fosse como as outras meninas da minha idade. E eu me mostrava bem diferente, mas sem ter nenhuma intenção de assim ser. Esse fato, só depois de me tornar adulta e professora, me preocupei em estudar e aí, aos poucos comecei a entender o por que de tudo isso.

         A verdade, é que minha diferença, era muito acentuada para uma criança filha de camponeses analfabetos. E isso, me levou a ser destaque na escola, onde todos os educadores me colocavam em posição de menina prodígio. Aliás, somente aos 10 anos fui matriculada em uma escolinha multiseriada, na qual, já cheguei lendo sem soletrar, tinha aprendido a ler com meu pai, folheando os livros do MOBRAL, fato que me fez avançar do 1º (primeiro) ano para o 3º (terceiro)ano e mesmo assim, ainda estava adiantada. Até aqui, tudo ainda ia bem. Mas ao ingressar na 5ª série, meus textos e meus trabalhos, começaram a chamar a atenção dos professores, que sem saber que estavam me expondo a um grande perigo, me elogiavam todos os dias. E aí, a minha vida... logo no início da adolescência, começou a ficar muito dolorida, pois a maioria dos colegas da turma se voltavam contra mim e eu nada podia fazer, apenas me calava diante de agressões e torturas psicológicas de toda a natureza. A escola nunca percebeu e até hoje não sabe que vivenciei na pele, o que atualmente chamam de bullying. Vítima completamente indefesa, sofri demais.... e nem sei como consegui sobreviver a tamanho horror.

          Na minha turma, que sempre era a turma “A”, eu nunca ofendi ninguém, mas tive que suportar as piores ofensas possíveis. Porém, nada eu fazia para receber tantos maus tratos. Diante de constante sofrimento, a minha resposta era simplesmente o silêncio. Um silêncio de desgosto e tristeza, o qual me fazia pedir a Deus pra me levar para o céu. Isso, em profundo silêncio pedi inúmeras vezes, pois sabia, que ninguém podia me ajudar, nem meus pais, porque pra mim eles eram muito frágeis e em vez de me ajudar, poderiam se tornarem vítimas como eu. E nessa situação, as agressões verbais feriam minha alma e doíam demais...Qualquer aluno(a) podia se mostrar como era, mas comigo era diferente, eu não tinha o direito de ser eu mesma, pois o meu EU era esmagado constantemente. Na turma, eu tinha poucos(as) colegas, que sempre me defendiam e me fortaleciam perante as agressões, mas até estes, eu tinha muito medo de perdê-los.
 
         Lembro-me, que meus lindos cabelos adolescentes, era um dos itens que encontravam para me ofenderem, dizendo que eu me mostrava com o balanço dos mesmos. Outro item, era a minha pobre casa, com ela faziam todo tipo de chacota. E a bicicleta do meu pai, as pintinhas do rosto do meu irmão, minhas roupas e mais uma infinidade de motivos bobos, que nem um pouco me preocupavam, mas com eles faziam toda crueldade comigo. Em dias de prova, eu que estudava muito e nunca precisei colar, tinha que passar a cola das provas para a fila inteira onde me sentava e se me negasse a fazer isso, ameaçavam de me pegar lá fora, por isso sem reclamar, eu os obedecia. Muitas vezes, quando retornávamos do intervalo, algum deles tinha escarrado ou cuspido em minha cadeira, e os demais olhavam e riam.

           Era duro e traumático para mim, ter que suportar calada tudo aquilo, mas não havia alternativa , o grupo que me perseguia era numeroso e forte, portanto, não existia solução para meu sofrimento. Outro motivo, era o fato que muitos garotos se apaixonavam por mim, mas, logo apareciam várias do grupo para dificultar uma aproximação, caso eu me interessasse por alguém. Desse grupo malvado, até a minha prima fazia parte e por sinal, se interessava por todos os meninos que olhavam para mim. E justo nesse período sofrido, me apaixonei por um colega da minha turma e senti também, que ele era por mim apaixonado. Esse menino, era filho do prefeito da cidade e, porém, muito cobiçado pela maioria das meninas da localidade e redondezas. Mas, sentindo medo das possíveis ações que tramariam para mim, tive que sufocar durante uns três anos esse amor. E, no entanto, suportei vê-lo namorar com quase todas desse grupo, inclusive com minha prima...

       . E mesmo, percebendo o seu amor por mim, me afastava dele toda vez que de mim o mesmo se aproximava. Sei que ele pensava que eu não o queria. E isso me doía muito, mas tinha que fingir esse desinteresse. Portanto, por causa dessas agressões psicológicas para comigo, não pude viver de corpo e alma, as maravilhas do meu primeiro amor, como também, deixei de participar de todas as festas da minha turma, no período da 5ª a 8ª série. E isso era por demais, dolorido em minha vida...

        Naquele tempo, final da década de 70 (setenta)até o inicio dos anos 80, a violência nas escolas do interior praticamente ainda não existia, mas esse tipo de covardia camuflada e silenciosa já fazia parte da escola estadual onde eu estudava e da qual muito gostava. E foi por muito gostar dessa escola, que apesar do sofrimento, consegui suportar e prosseguir, sendo vista como uma das melhores alunas daquela escola, fato que me colocava ainda mais sobre a mira das ações maldosas deste grupo. E dessa forma, vivenciei essa tortura até o final da 8ª série. Esse tempo passou lentamente e somente após ingressar no antigo 2º grau, a minha turma se desfez e como a nova turma era composta na maioria de pessoas mais adultas, não havia mais a força do grupo dominador, pois muitos ficaram pra traz, daí Deus me livrou desse sofrimento. E enfim, pude respirar o ar da liberdade. Ressalto aqui, que todas as pessoas que fizeram parte desse grupo, aprenderam a gostar de mim e passaram a me admirar. Hoje, ficamos felizes quando nos encontramos. E da minha escola, relembro com carinho tudo de bom que existia, motivos muitos que me fizeram sobreviver ao bullying...
 
        Resolvi contar um pouco dessa história, porque na minha vida de educadora, tenho um olhar e uma escuta... voltados pra perceber, os problemas relacionados com qualquer tipo agressão, principalmente, das agressões de um grupo para com uma única pessoa, pois tendo vivenciado na pele e na alma as dores e as consequências do bullying... Sei como é terrível o sofrimento de todos que sem nada fazer, são vitimados pela maldade de um grupo, que não sabe conviver com a riqueza das diferenças. E a gente por ter esses detalhes acentuados, sofre sem poder se defender...
 
          E hoje, quero acrescentar um pequeno parágrafo, sobre o qual evitei tocar... Ainda continuo aos 47 anos de idade, sendo vitima do bullying, e sofro muito por isso. Estudo o fenômeno Bullying desde o ano de 2005, quando percebi um grupo fazendo atrocidades com alunos excelentes, que nenhum motivo dava para serem agredidos. E foi estudando o fenômeno que me vi ainda nas suas garras, pois, hoje já não se considera que precise necessariamente um grupo de alunos contra um único aluno. Pode ser apenas um , dois, contra um, que nunca deu motivos para nascer a raiva e ou, até ódio. E de acordo com o que tenho lido, ainda sou vitima, no trabalho, na igreja e em qualquer grupo social que procuro frequentar... Em todos esses ambientes têm não só apenas um, mas alguns a me perseguirem e tentar boicotar meus trabalhos, inclusive meus talentos artísticos.
 
Atualmente, depois que amadureci, minha vida mudou, reajo e não tenho medo... Não há mais silêncio, há muito choro, desgosto e vontade de morrer... Eu faço tratamento com dois especialistas e tomo duas ou às vezes, três medicações controladas. Mesmo assim, ainda sinto dores profundas no coração da alma... E tenho medo da maldade daqueles que me perseguem... Eu enquanto psicopedagoga, considero que as cicatrizes psíquicas dessa crueldade que tortura e enclausura os jovens, ficam pra sempre e podem inclusive doer muito na vida adulta...

Poetisa da Caatinga /08.02.09

Texto republicado em 16.06.2011

sábado, 28 de maio de 2011

Uma flor protegida por espinhos - Autoria de Fátima Alves (Poetisa da Caatinga) Cel. João Pessoa/São Miguel/ RN

 Uma flor protegida por espinhos

 Um dia Deus criou uma linda flor
Flor tão magnífica e delicada
Que ele mesmo a olhou e admirou
A beleza que suas mãos criou
Então, nesse momento!
Segurando-a cuidadosamente
Ele pensou...
Onde vou colocar essa linda flor?
E viu tantas árvores e arbustos
Para abrigar essa flor,
Que achou por bem,
Pedir pra ela mesma escolher
Em qual delas a sua energia
Deveria ser colocada
Pra que ela um dia desabrochasse
E a flor, vendo tantas possibilidades
De mostrar sua beleza e enfeitar o mundo
Ficou na dúvida!
Não queria escolher nenhuma daquelas árvores
Porque tinha certo receio
Que algumas delas pudessem ficar tristes
Então ela pediu ao Deus Criador
Que enviasse um nobre beija–flor
Pra procurar em todo o mundo
Uma árvore que fosse bem diferente
De todas que ela havia até então conhecido
E portanto, era lá, que ela queria desabrochar
Aí, o beija-flor, voou por muitos dias
Procurando essa estranha árvore
Até que um certo dia...
Ele chegou num lugar muito seco
E aparentemente triste e sem vida...
Nesse lugar, não havia nenhuma flor
E ao voar em cada canto desse lugar inóspito
Logo encontrou muitas árvores estranhas
Pois em vez de folhas,
Eram cobertas por milhares de espinhos
Então,aproximou-se de uma delas.
Nesse instante! Admirado! Pensou o beija-flor...
Essa árvore! É muito diferente... e deve estar triste...
Mas será que aquela linda flor?
Vai querer que Deus lhe coloque nela?
E meio na dúvida voltou de sua missão
Para dar a notícia a linda flor,
Que havia encontrado uma árvore diferente
Mas a flor, poderia não querer viver entre espinhos
E mais ainda...naquele lugar tão desolador!
Ao chegar contou tudo para a flor
Que ao ouvir-lhe com atenção, chamou Deus e lhe disse:
Meu amado criador!
Podes me colocar na árvore que o beija-flor encontrou
E Deus soprou delicadamente a sua energia sobre a árvore
Que no dia seguinte, em lindo botão transformou-se
E antes da flor mostrar a sua beleza
Veio uma linda chuva cintilante
Recepcionar a flor! E ao mesmo tempo,
Alegrar e trazer à vida àquele lugar
E com gotas de amor lhe banhou com carinho
Fazendo-a desabrochar com seu toque de ternura
E a flor se viu divinamente bela!!!
Colocada em um berço de espinhos
Mas nenhum lhe furava,
Ao contrário, lhe protegiam de qualquer invasor
E a árvore, vendo a flor, ficou tão feliz!
Que ergueu seus braços aos céus,
Num gesto de eterno agradecimento.
Aí, Deus assistindo aquela cena extraordinária,
Resolveu mandar o inverno cuidar daquela terra
E daí em diante,
Sempre que surge nessas árvores,
Seus primeiros botões,
Em seguida, vem a chuva
Acordando todas as vidas desse lugar.
Então, o mundo se cobre delicadamente
Com um lindo manto verde
Todo bordado com pontos diversos
Pelas mãos de Deus
E protegida por grandes espinhos
Reina orgulhosa a linda flor!
A flor de cactos!
Filha da árvore símbolo da Caatinga

Fátima Alves(Poetisa da Caatinga)
Natal/25.03.09
À flor do meu pé de mandacaru
Texto publicado na minha obra " Retratos Sentimentais da Vida Na Caatinga"

Beleza singela das nove horas -Versejar de Fátima Alves (Poetisa da Caatinga) Cel. João Pessoa/São Miguel/ RN

                               Beleza singela das Nove Horas
Pequeninas e tão singelas
Todas lindas e bem alegres
Cada uma a exibir
Beleza e cor lá na janela
Flores chamadas de nove horas
E não importa a diferença
Que está na cor e nas suas pétalas
Só as chamamos de nove horas
Pois nessa hora elas despertam
E desabrocham muita beleza

Essas florzinhas bem delicadas
São muito fáceis de cultivá-las
Atrai abelhas e besourinhos
Que encontram nelas seus alimentos
E também brincam com suas pétalas
   Ato singelo a me encantar...

Quando levanto e olho pra elas
Todos os dias no meu jardim
E as tenho também em minha janela
Que coisa mais linda meus olhos ver
Beleza breve nessas florzinhas
Nem mesmo um dia podem viver
Encanto eterno num florescer
E sempre o tive junto a mim
As nove horas amo demais...

Fátima Alves ( Poetisa da Caatinga)
Natal/26.10.2009

TEXTO DA MINHA OBRA: "Retratos Sentimentais da Vida na Caatinga)

domingo, 22 de maio de 2011

Voz poética de Emanoel Milhomens Carvalho(Poeta de São Miguel/RN)

                          EM DEFESA DA NATUREZA!

                                                                             
                                                
                                Maria nunca gostou
    De ver uma árvore cortada   
    Pois nos seus galhos repousa
    O ninho do beija-flor                                               
                                        

                                                    Maria nunca gostou
                             De ver na mata a queimada
                            E a fauna correr assombrada
                            Procurando um Salvador...

      
                                                   
                                          Maria nunca gostou
                                  Do ser que prende a vida  
                                        Numa gaiola  fornida
                                       Um tristonho cantador...


                                                    
                
Maria nunca gostou
Da espingarda traiçoeira
Do gancho da baladeira
De onde o animal tombou...
                                   Maria nunca gostou
                       Da vara do carroceiro
                       Do chicote do vaqueiro
                       E do animal  a dor...

Autor: Emanoel Milhomens de Carvalho
Natal / RN - 2011
Texto dedicado a minha esposa Poetisa Fátima Alves- Uma camponesa ambientalista... que em sua convivência me ensinou a amar e presevar a natureza, me tirando um prazer monstruoso que antes eu sentia em caçar de espingarda e pescar. Hoje também sou ambientalista! E nosso filho é Biólogo... Uma dádiva de Deus em nossas vidas. 


sábado, 21 de maio de 2011

A um Ipê Rosa - Voz poetica de Fátima Alves( Poetisa da Caatinga) São Miguel/ Cel. João Pessoa/ RN


A um Ipê Rosa que mora num canteiro da cidade

 Oh! Minha nobre árvore!

Beleza e encanto das nossas matas
Tão rara agora de se encontrar
Me alegro em te ver!
Mesmo sufocada no canteiro da cidade
E por ti me sensibilizo...
Desejo muito te salvar
Te salvar das sangrentas mãos humanas
Nossas pequenas e malvadas mãos
Quanta maldade fizeram contigo
Estão te exterminando da natureza
E nem percebem a tua grandeza
Como tu és linda!
Formosura exuberante!
Meus olhos por ti se encantam
Magia tem tua imagem pra minha alma
E pra ti meu espírito verseja
Versos singelos...
Dedicados a você minha fada rosa
Que tanto seduz o meu olhar
E me leva a ser abelha, borboleta e beija-flor
Ou até mesmo pequenina formiga
Só para poder passear no encanto das suas flores
E me envolver em tamanha beleza
Sabe! Meu lindo Ipê Rosa!
Tenho certeza! Que no meu mundo de magia...
O Sol e a Lua ao ver seu florescer
Descem do céu por um breve instante
E abraçados cantam um canto de amor
Agradecidos por ter você na terra
Tão divinal em esplendor
Pra ser cenário do seu amor...


Fátima Alves
Natal /29.11.09
                   “Ao nobre e raro Ipê Rosa

Ao Ipê Amarelo- nos versos da Poetisa da Caatinga- Fátima Alves





 















Ao Ipê Amarelo
Meu grandioso ipê amarelo

Sou por ti apaixonada







E parte de mim se derrama
Na tua beleza encantada

És uma alma tão florida
E não há alguém no mundo
Que por ti não se encante
E não te leve em pensamento

Ah! Meu nobre ipê!
No dia em que eu morrer
Se eu poder ser uma flor
Ficarei nos seus buquês!


Fátima Alves/Poetisa da Caatinga
Natal / 22/11/2009
“Aos últimos Ipês amarelos do meu RN”

sexta-feira, 20 de maio de 2011

VOZ POÉTICA DE EMANOEL CARVALHO - POETA MICAELENSE / ALTO OESTE SERRANO/RN















O velho do Engenho

                        Velho e com uma só visão
                        Essa é a lembrança que tenho
                        Daquele velho do engenho
                        A quem tive admiração
                        Por todos bem conhecidos
                        Foi bom pai e bom marido
                        E querido na região

Seu engenho foi referência
Onde os vizinhos moíam
Toda produção traziam em tropa de animais
Dentro dos canaviais orientava a produção
Do corte a execução
De seus produtos finais

                       Produzia seu engenho mel alfenim e batida
                      A rapadura conhecida
                      A mais doce da região
                      Sob sua proteção quinze homens que auxilia
                      Nas moagens que hoje em dia
                      Se perderam da tradição

Em frente do engenho a casa
Uns vinte metros media
Ao seu lado residia o comprador de algodão
Que era um de seus filhos
Que um comércio explorava
E a moeda que usava era a troca por produção


                    Bem velho perdeu a esposa
                   Anos depois faleceu
                   Dividiram os bens... seu o engenho ficou parado
                   Foi reduzido a ruinas
                  As animações antigas
                  Soterradas no passado

Os abastados deixaram
O tempo e o vento destruir
Nem lembrança existe mais
Dos que habitavam ali
Casa engenho e vacaria
Aonde a vida fluía deixaram de existir


            Horácio da Cunha Lima hoje é pouco lembrado
                  Junto a ele seu legado foi pelo tempo esquecido
                  Talvez que algum amigo ainda tenha em lembrança
                  As animações do engenho pelo velho promovido...

Texto dedicado ao meu avô Horácio
Também tio avô de minha esposa ( Fátima Alves/ Poetisa da Caatinga)


Emanoel Milhomens de Carvalho
Natal/20.05/2011

domingo, 15 de maio de 2011

Voz poética de Fatima Alves / Franci Fernandes – Minha amiga Estrela!

Minha amiga Estrela!
Antes de tu seres gerada por teus pais
Deus tinha milhões de projetos estelares
Para enviar a terra...
Mas ele pegou um punhado deles
Olhou um, a um...
Todos eram fascinantes
Então ele sentiu a energia vital
De cada um daqueles lindos projetos
E resolveu: Tu serias a escolhida!!!
Enquanto isso...!
As demais estrelas te consagraram
Te aplaudiram!!! E te entregaram aos anjos!
Para descerem dos céus e num clima de amor
Aproximar seus pais para te gerar
Te dar corpo...pois antes, quando no céu
Eras apenas a energia de paz que habitava
Num corpo celestial... Numa linda estrela!
Que adorava olhar a terra lá do mais longínquo infinito
Antes de seres o que és! Tu já eras!
E eras uma magnífica Estrela!
Luz que enfeitava a noite dos nossos céus...
E ao passar para o plano terrestre... Tua missão não seria fácil!
Reflita sobre as missões que já desenvolvestes !
E veja! Que Deus, o nosso criador... Te ama demais!
Pois somente a uma Estrela muito forte e tão singela
Deus entregaria, Nobres Missões!
Para não ofuscar ninguém com sua luz ...
Agora és estrela terrena, passageira...
Porém , ainda tens a luz primeira...
Aquela que Deus te deu ...
Quando lá no céu pelo poder da palavra
Te fez Estrela espiritual! Estrela eterna...
Todos os dias, agradeça por ser Estrela!
Pense no que estou te escrevendo...
Mesmo que ninguém te diga isso!
Aceite ser a Estrela que você sempre foi...
Nenhuma decepção poderá apagar seu brilho
És brilho divinal!
E eu adoro ter a sua luz na minha vida...
Pois poucos são nossos amigos (a)...
Mas aqueles (a) que são... conseguimos ver sua luz!
E essa luz... vem de Deus!
Alegre-se amiga! És projeto divinal!
E não permita que sua luz fique fraca...
Porque te conheço! E só te vejo Brilhando muito...
Trazendo sempre raios de paz!
Força e fé! Minha Estrela Amiga!
Deus estarás sempre contigo...
Fatima Alves( Poetisa da Caatinga)
Natal/15/05/2011

segunda-feira, 9 de maio de 2011

MÃE!!! A Voz Poética da sua filha Fátima Alves( Poetisa da Caatinga)


       MÃE!!!

        Hoje, neste momento, estou sentindo saudades de você. A tua presença, nessa eterna ausência...de repente tocou meu coração, e ele estar todo encolhidinho, sentindo o frio eterno de não poder ter mais o calor...O Calor do Seu Coração!

        Olha, Mãe! São quase 18 horas, estou num ônibus a caminho do meu trabalho noturno, mas de repente chegastes em minha mente em imagem e energia...Estou te sentindo Mãe!!! Estais aqui bem pertinho de mim. Sei que isto é uma ilusão, uma necessidade minha...Porém, é verdade o que estou a sentir... O ônibus estar superlotado, estou sentada ao lado de uma moça desconhecida, a qual, penso que estar observando minha escrita rápida e garranchuda. Ela deve tá estranhando o meu jeito. Sei que estar! Mas essas coisas ninguém pode de fato explicar, pois ao nosso Deus pertencem...E eu nem sequer acredito na volta dos mortos... mas te sinto bem real!

        Mãe da minha alma! Estou lembrando de um passado bem remoto, daquela época em que você só tinha eu e minha irmã Neide. As imagens que vejo não são nítidas, são bem embaçadas, e não vejo o seu rosto jovem, lhe vejo como partistes, apenas o teu corpo consigo vê-lo como era, bem magro e bem lindo... Nesse tempo que te vejo embaçada, você me parecia ser um pouco feliz, pois feliz... feliz! Mãezinha! Pouco você foi. Porque Mamãe, toda a nossa família sofria muito...

         Mas nesses momentos felizes, que estou vendo passar na minha mente, te vejo cuidando de nós duas, eu e Neide. Estou vivenciando em memória, as tardes do sítio, lá no Maranhão. Estamos num lugar lindo, com flores, com pássaros, com pomar cheio de frutos... Estamos perto do cacimbão do nosso sítio...Você, já nos banhou com um sabão de coco babaçu, delicioso, nos enxugou e agora juntamente com Lourdes, sua enteada, minha irmã paterna, penteia nossos lindos e cumpridos cabelos, enquanto canta ou conta suas encantadoras histórias de trancoso. Depois de penteados os nossos cabelos, chega a vez de fazer nossas tranças, e isso eu simplesmente adorava...

        Ah, Mamãe! Até hoje, eu me rendo as mãos das cabeleireiras, só porque ainda sinto as delícias do toque das suas mãos, que tanto deixou memória na minha pele, especialmente na cabeça, com também, catando piolhos, tarefa diária, um cuidado bem exagerado, e seus adoráveis cafunés, que eu sempre lhe pedia pra repetir infinitas vezes...

          Mãe! Sei que não fui sua filha ideal... deveria ter cuidado melhor de você, até porque logo descobri que tinhas uma doença mental, que lhe deixava depressiva e com mudanças repentinas de humor... Me desculpa ,Mãe! Mas devido seus problemas de saúde, Eras muito áspera conosco, mas de repente nesse ônibus, DEUS me fez lembrar de um tempo apagado...

          E pude nesse momento de magia e saudade.... resgatar esse lindo cenário que tantas vezes fez parte da minha e nossa singela infância...

        Obrigada Mamãe!!! E se uma filha poder ter realmente contato energético com sua mãe... creio que esse foi mais um, dos muitos que já tive contigo, desde que você se foi...
         Fátima Alves (Poetisa da Caatinga)
         Nata/03.05.2011
        Texto dedicado a minha mãe, "Maria Jacira"( In-memorian)
Obs: Esse texto foi sentido e rabiscado num ônibus, num dia de março deste corrente ano.

Minha roseira adormeceu... Voz poética de Fátima Alves( Poetisa da Caatinga)

Minha roseira, a primeira que vi Aquela de onde desabrochei
Em pequenina flor!
E que poupava a água de seu corpo
Abrindo mão da sua formosura
Só para ver suas flores e frutos
Sobreviverem até o inverno chegar
Adormeceu em espírito...
E seu corpo pra sempre pereceu


Mas igual as plantas da caatinga
Um dia renascerá... ou ressuscitará...
Nas sementes que seus frutos guardaram
Esperando que o vento ou os pássaros
Venham pegá-las
Para semearem pelo mundo...
E em cada semente que for plantada
Minha roseira nascerá de novo
Mas dessa vez!


Em lugares verdejantes
Onde não precisará
Se desfazer das suas folhas
Para economizar a água
Em benefício de suas flores e frutos
Seu jardim não será mais árido
E ela será tão frondosa
Que os pássaros migratórios
A escolherão
Para à sua sombra ficarem
E contemplarem sua beleza
Até voltarem à sua terra
Pois nela haverão flores e frutos em abundância
E Deus estará a proteger
Eternamente a alma de cada semente
Da minha frágil e amada Mãe.


Fátima Alves /Poetisa da Caatinga- 09.09.09


Este texto é um“Presente para minha mãe Maria Jacira”(in-memorian)